quarta-feira, 17 de março de 2021
7 ações que aprendemos com a pandemia
Em um ano de aulas remotas e iniciativas virtuais, muitas práticas podem se tornar rotina para o futuro
Em março de 2020 tudo mudou rapidamente e novas práticas foram incluídas no cotidiano escolar. O que antes era impensável, como crianças da Educação Infantil participarem de aulas online ou aprenderem o alfabeto por meio da tela de um computador, tornou-se realidade. Na opinião do diretor do Colégio Marista Santa Maria, Everson Ramos, as possibilidades do mundo digital chegaram com muito mais velocidade à escola. “A migração para o mundo digital era um movimento natural e que já estava acontecendo, mas que com certeza foi acelerado para atender a demanda iminente da pandemia”, analisa.
Além das telas, que tornou possível a interação e a aprendizagem, muitas iniciativas não digitais também conquistaram o coração de crianças e adultos nesse período. “Atitudes simples como escrever uma carta, contar histórias e fazer origamis, por exemplo, foram relembradas pelas professoras e pelos alunos e mostraram que a simplicidade pode ser o bastante para acolher e levar afeto a quem precisa em momentos de necessidade”, explica Ramos. Confira x sugestões de iniciativas que podem ser feitas em casa para mostrar gratidão ou levar apoio a quem precisa, inclusive quando a pandemia acabar:
- Escrever à mão
Mesmo que as aulas aconteçam no modelo remoto ou híbrido, por meio de atividades virtuais, praticar a escrita manual é de grande importância para crianças e adultos. De acordo com a professora do Ensino Fundamental Anos Iniciais do Colégio Marista Santa Maria, Vanisse Maria Rodrigues Alves, ao escrever em letra cursiva exigimos um apanhado de habilidades prévias como: força, coordenação viso-motora, ritmo, organização mental, atenção, concentração, autorregulação, ritmo, entre outros.
Muitas vezes, uma mensagem escrita à mão leva apoio e carinho e também funciona como uma boa lembrança. Mesmo com email, aplicativos de texto e voz disponíveis, no ano passado os alunos do 1º ano do Ensino Fundamental do Colégio Marista Santa Maria decidiram fazer uma homenagem especial aos profissionais da saúde. Eles escreveram cartas com mensagens de solidariedade, agradecimento e apoio às equipes do Hospital de Clínicas da UFPR, que as receberam com muita emoção. A ação foi intitulada “Minha Primeira Carta É Pra Você”.
- Jogar xadrez
Com uma infinidade de games disponíveis, o xadrez ainda se destaca como um jogo de estratégia imbatível. Quando sai do tabuleiro e ganha o mundo virtual, os jogadores podem expandir seus horizontes. De acordo com o professor de xadrez do Colégio Marista Santa Maria, Alberto Paulo Fedeszen Lapuch, tanto a versão de tabuleiro como o jogo on-line são bons exercícios para a mente. “Seja qual for o meio, o xadrez vai sempre trazer benefícios para o jogador. O mundo virtual permite jogar com pessoas do mundo inteiro. E especialmente durante a pandemia, é importante exercitar a mente e usar o tempo em casa para evoluir o pensamento estratégico e o xadrez é uma ótima alternativa para isso”, afirma.
- Fazer origamis e construir memórias afetivas
As atividades manuais são grandes aliadas para controlar sentimentos de ansiedade e insegurança que podem surgir devido ao distanciamento social. Fazer origamis, as famosas dobraduras de papel, é uma prática muito benéfica que, além de trazer bem estar, incentiva a união familiar, criando novas memórias afetivas. Dessa forma, surgiu o projeto “Construindo boas memórias afetivas”, com os alunos dos 6os anos do Colégio Marista Santa Maria. Cada um deles produziu uma cortina de tsurus (origami que representa uma ave considerada sagrada no Japão, o grou) para então montar a cortina de mil dobraduras quando pudessem se reencontrar
- Praticar atividade física em casa
Quando a rotina mudou, foi preciso adaptar muitas atividades para dentro de casa, e as atividades físicas também. Enquanto algumas pessoas não vivem sem, há quem prefira não praticar ou apenas não encontre a motivação. Durante o ano, a equipe do Núcleo de Atividades Complementares (NAC) do Colégio Marista Santa Maria, realizou aulas virtuais de muitas modalidades para apoiar alunos e familiares durante o período em casa.
‘‘Além de uma alimentação regrada e boas noites de sono, atividades como yoga, pilates, dança e corrida, por exemplo, são essenciais para uma vida saudável. Corpo e mente mais tranquilos se tornam mais preparados para enfrentar o dia a dia’’, ressalta o coordenador do Núcleo de Atividades Complementares do Colégio Marista Santa Maria, em Curitiba, Honório Petersen Hungria Junior.
- Fazer brincadeiras sensoriais
Os brinquedos tradicionais podem limitar as experiências e a critividade se comparados aos materiais não estruturados. A sugestão de Ana Caroline Novellos Mikosz, professora da Educação Infantil do Colégio Marista Santa Maria, é oferecer materiais reutilizados, como potes, tampas e elementos da natureza, como folhas, pedras e flores, por exemplo. “Quando ofertamos atividades sensoriais estamos possibilitando a ampliação de seu repertório promovendo experiências que vão além do que pode ser encontrado no mercado comum”, explica,
- Fazer doações ou ações voluntárias
Durante 2020, por diversas vezes a comunidade Marista se reuniu para doar cestas básicas, materiais de estudo e itens de higiene básica para apoiar pessoas em situação de vulnerabilidade social. Apesar da pandemia ter agravado muito a situação de diversas pessoas, é importante lembrar que sempre é tempo de doar e ajudar o próximo, seja com materiais, com tempo ou apenas a atenção.
Sobre os Colégios Maristas: os Colégios Maristas estão presentes no Distrito Federal, Goiás, Paraná, Santa Catarina e São Paulo com 18 unidades. Nelas, os mais de 25 mil alunos recebem formação integral, composta pela tradição dos valores Maristas e pela excelência acadêmica. Por meio de propostas pedagógicas diferenciadas, crianças e jovens desenvolvem conhecimento, pensamento crítico, autonomia e se tornam mais preparados para viver em uma sociedade em constante transformação. Saiba mais em www.colegiosmaristas.com.br.
Fecomércio MG destaca preocupação com adesão da onda roxa em Minas Gerais
A
Federação pontua que é preciso definir estratégias
e atuar de forma coordenada para conciliar saúde e economia, além de
cobrar políticas públicas que garantam a sobrevida de milhares de
negócios
A
partir de amanhã (17/03), todas as macrorregiões de saúde
mineiras estarão na onda roxa, a mais restritiva do programa Minas
Consciente. A decisão, válida por 15 dias, foi anunciada na manhã desta
terça-feira (16/03) pelo governador Romeu Zema. Entre as medidas estão o
funcionamento limitado aos serviços essenciais;
a adoção do toque de recolher entre 20h e 5h; a implantação de
barreiras sanitárias; e a proibição da circulação de pessoas sem
máscara, da realização de eventos públicos ou privados ou de reuniões
presenciais.
Ciente
da gravidade do momento, marcado pelo crescente números
de casos de Covid-19 no estado, a Fecomércio MG compreende a decisão
tomada pelo governo de Minas Gerais. No entanto, a entidade –
que representa cerca de 580 mil
empresários do comércio de bens, serviços e turismo – alerta que o setor
terciário pede socorro. Os empresários não conseguem mais arcar com as
obrigações financeiras sem o apoio governamental e
união das esferas federal, estadual e municipais. Por isso é preciso
adotar medidas financeiras, como prorrogação e revisão das taxas de
empréstimos, além
a votação da emenda constitucional que permite a volta do programa de suspensão de contratos e redução de salário e
jornada.
A
Fecomércio MG aguarda a publicação do decreto
estadual para entender como os prefeitos mineiros irão se manifestar em
relação às novas medidas restritivas fixadas pela onda roxa em todo o
estado. É preciso analisar as possíveis frentes de atuação para que a
entidade, por meio do Sistema Fecomércio MG,
Sesc, Senac e Sindicatos Empresariais, possa trabalhar de forma
equilibrada, conciliando as necessidades de saúde da população e a
economia.
A
Federação ressalta a
urgência na definição e adoção de medidas que contribuam para minimizar
os impactos do novo fechamento do comércio. Não por acaso, a entidade
destaca a necessidade de o governo federal regulamentar a reedição do
Programa Emergencial de Manutenção do Emprego
e da Renda (BEm). A iniciativa permitirá às empresas que suspendam
contratos de trabalho e reduzam jornadas e salários, viabilizando assim a
manutenção das empresas e dos empregos.
Além
disso, é preciso ampliar e acelerar o
programa de imunização da população. Afinal, só com todos vacinados,
poderemos garantir o futuro da nossa economia e a reabertura definitiva
das atividades, resgatando a confiança de empresários e consumidores. A
confiança é condição essencial para que o comércio
de bens, serviços e turismo possa recuperar as vendas, gerar novos
empregos e renda e superar os efeitos da pandemia de Covid-19 na saúde e
na economia.
A
Fecomércio MG se preocupa com os empresários
que, a cada dia, veem seus estabelecimentos findarem, sem
previsibilidade ou solução ágil e palpável para salvar seus negócios.
Sozinhos, não conseguem arcar com todos os efeitos provocados pela
pandemia. Por isso, é preciso união de todos, principalmente
apoio federal para a aprovação de programas e leis que auxiliar os
brasileiros em um dos momentos mais graves da história mundial.
Ciente desse cenário, a Fecomércio MG conclama, mais uma vez, que toda a população fortaleça o compromisso em zelar pela saúde, seguindo as orientações das autoridades competentes e se engajando na campanha de imunização contra o novo coronavírus. Só com a população vacinada, os cuidados com a higiene, previsibilidade por parte dos governos e ações em favor das empresas será possível pensar no futuro e reabrir as atividades empresariais de forma definitiva.






