sexta-feira, 19 de março de 2021

O araxaense Thiago Maffra é anunciado o novo CEO da XP Inc

 



O administrador Thiago Maffra, que assumirá o cargo de CEO da XP Inc. em 12 de maio de 2021, nasceu longe do mercado financeiro. Natural de Araxá, cidade do interior de Minas Gerais, criou-se em Itapevi, na grande São Paulo.

Teve uma infância simples e sem grandes luxos. Para estudar em escolas melhores, sua rotina envolvia um bate-e-volta diário a São Roque, cidade vizinha de Itapevi. O contato com o mundo dos investimentos aconteceu bem mais tarde, na escolha da faculdade.

“Minha preocupação era ter uma profissão que me abrisse portas e permitisse ajudar a minha família”, disse Maffra em um e-mail enviado a funcionários da XP Inc. e agentes autônomos logo após seu anúncio como futuro CEO da companhia. Com isso em mente, foi estudar administração no Insper. O curso durou de 2002 a 2006.



Ingressar na faculdade exigiu sacrifícios. Sem dinheiro para as mensalidades, Maffra, com boas notas, conseguiu uma bolsa de estudos parcial. Mas para entrar na instituição, na época, também era obrigatório ter um laptop. A jornada foi possível porque, para bancar os custos, sua mãe decidiu vender o próprio carro.

Durante a faculdade, Maffra dividia um apartamento de dois quartos com outras sete pessoas. Sem saber inglês, outro desafio foi aprender o idioma sozinho. “Todos os livros da faculdade eram justamente em inglês, então não tive opção, e como não podia pagar um curso, foi na raça mesmo”, contou.

Carreira no mercado financeiro

Maffra chegou de fato ao mercado financeiro – área em que acreditava que teria boas oportunidades – em 2006, estabelecendo uma carreira em mesas de operações em diversas instituições.

Uma delas foi a Bulltick Capital Management, instituição com sede em Miami. Lá, operava nas Bolsas brasileira, mexicana e americana, além de lidar com os clientes dos fundos administrados pela casa. Outra foi a corretora Souza Barros, uma das mais antigas do país em 2015, quando encerrou suas atividades. Foi trader, focado também em mercados internacionais.

Depois de quase dez anos de carreira, Maffra foi trabalhar na XP em 2015. “Parece ontem, mas na época o Brasil estava em crise e a XP ainda estava emergindo, começando a apontar na direção do que conhecemos hoje”, afirmou. O modelo meritocrático e o sistema de partnership foram atrativos importantes para o então trader.

Desafios e transformação digital na XP

O primeiro desafio de Maffra na XP foi montar a mesa de algotrading, ou algorithmic trading. De maneira simples, é a negociação de ativos no mercado financeiro com a utilização de algoritmos – também chamados “robôs” de investimento – que acompanham as oscilações das cotações a indicam a melhor alocação para os recursos.

Vencido o primeiro desafio, Maffra decidiu usar suas economias para cursar um MBA nos Estados Unidos. Matriculou-se na Columbia Business School, em Nova York, e se mudou para lá.

Seu afastamento da XP durou pouco: depois de dois meses, passou a trabalhar para a empresa a partir de Nova York, até terminar o curso. Foi um período em que atuou como gerente de equity para clientes de varejo.

De volta a São Paulo, sua nova missão na XP foi montar a Xdex, a corretora de criptomoedas da casa. Foi dali que Maffra migrou para a área de tecnologia, no início de 2018, como diretor executivo de tecnologia – ou CTO.

“Maffra fez a coisa mais difícil que tinha para fazer na XP, que foi a transformação tecnológica. Ele que implementou nossos squads, a visão de execução por jornadas”, disse Guilherme Benchimol em uma entrevista. Benchimol é fundador da XP e quem passará o bastão CEO da empresa para Maffra. A partir de 12 de maio, Benchimol assumirá a nova função de presidente executivo do conselho de administração da XP Inc.

Assumir como CTO não seria uma tarefa simples: em dez anos, segundo Benchimol, cinco diretores diferentes haviam passado pelo cargo. “Ele não era um cara de tecnologia lato sensu, de UX”, disse na entrevista. Seu bom desempenho na função, no entanto, foi rápida e amplamente reconhecido na companhia.

Segundo explicou Maffra em uma entrevista, a empresa já havia percebido que tinha um modelo ultrapassado e que, para ser líder e dominar o ecossistema do mercado financeiro no Brasil, era preciso tanto ter tecnologia quanto mudar a estrutura organizacional.

Por isso, uma das suas decisões foi organizar o time de tecnologia em cerca de 80 squads, equipes multidisciplinares que funcionam de maneira autônoma. O modelo deu agilidade à implementação de mudanças e execução de projetos.

Foco na tecnologia

Maffra liderou a área de tecnologia da XP no momento em que o tema foi definido como prioridade na empresa. Quando assumiu o posto de CTO, em 2018, o time de tecnologia tinha cerca de 150 pessoas. No primeiro trimestre de 2021, a equipe passava de 1.500 profissionais.

Só em 2020, foram mais de 500 contratações na área, muitas de pessoas vindas de grandes e populares empresas de tecnologia, como Facebook, Google, Amazon e Mercado Livre. “Tecnologia deve compor quase metade da empresa”, disse Maffra em uma entrevista.

Existe uma razão estratégica para o foco da XP ter se voltado para tecnologia. “Acreditamos que está na hora de acelerar e migrar de um modelo no qual a tecnologia ‘serve o negócio’ para outro em que a tecnologia existe para ‘servir o cliente, de uma forma que funcione para o negócio’”, afirmou Benchimol em e-mail enviado a funcionários.

Por isso, o perfil de Maffra foi visto como o ideal na empresa. Ele foi anunciado como futuro CEO da XP Inc. em março de 2021 e assumirá o cargo no dia em que a empresa completará 20 anos de fundação. Seu desejo, em suas palavras, é construir a melhor fintech (como são chamadas as empresas de tecnologia voltadas ao segmento financeiro) do mundo.

“Nossa missão para os próximos anos será intensificar a transformação do mercado financeiro a favor dos clientes, nos consolidando de vez no mundo dos investimentos para as pessoas e as empresas, e avançando para outros serviços, como conta digital, cartão de crédito, crédito, seguros e muito mais”, afirmou o executivo.

Fonte: InfoMoney

Sobre a XP Inc.

XP Inc. é uma empresa brasileira de gestão de investimentos. A empresa oferece renda fixa, ações, fundos de investimento e produtos de previdência privada, além de oferecer gerenciamento de patrimônio e outros serviços financeiros.


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Operação desmonta esquema bilionário de sonegação em Minas Gerais, Paraná, São Paulo e Espírito Santo

 


Desde as primeiras horas desta terça-feira (16/3), mais de 710 policiais civis, auditores das receitas e peritos estão nas ruas para cumprir 220 mandados judiciais, sendo 35 de prisão temporária, 124 de busca e apreensão e 61 de sequestro de bens, nos estados de Minas Gerais, Paraná, São Paulo e Espírito Santo. Denominada operação “Expresso”, a ação mira envolvidos em esquema bilionário de sonegação fiscal no ramo de comercialização de café em grão, além de crimes de falsidade ideológica, lavagem de dinheiro e associação criminosa.

A força-tarefa responsável pela operação “Expresso” é coordenada pela Polícia Civil do Paraná, por meio de sua Divisão Estadual de Combate à Corrupção, com a atuação integrada, dentro das atribuições de cada órgão envolvido, da Receita Federal do Brasil; das receitas estaduais de Paraná, Minas Gerais e São Paulo; dos ministérios públicos do Paraná e Minas Gerais; das polícias civis do Espírito Santo, São Paulo e Minas Gerais; e da Polícia Científica do Paraná.

Levantamentos iniciais apontam que os valores devidos aos cofres públicos podem ultrapassar R$ 1 bilhão em impostos estaduais e federais, multas e correção monetária. Para fins de comparação, este valor poderia ser usado para comprar mais de 17,2 milhões de doses de vacinas contra a covid-19 ou implantar mais 5.540 novos leitos de UTI em hospitais.

Envolvidos

A força-tarefa tem como objetivo desmantelar um grande esquema criminoso de sonegação de impostos e creditação indevida de ICMS na compra e na venda de café em grão cru, decorrente de comercialização interestadual. Os alvos são pessoas físicas e empresas. Entre estes, grandes atacadistas e corretores de café em grãos do Paraná, além de transportadores, proprietários e representantes de torrefações paranaenses conhecidas no ramo cafeeiro nacional.

Os mandados judiciais estão sendo cumpridos em 39 municípios: Londrina, Carlópolis, Cornélio Procópio, Ibaiti, Jandaia do Sul, Mandaguari, Maringá, Matinhos, Pérola, Rolândia e Santo Antônio da Platina, no Paraná; São Paulo, Espírito Santo do Pinhal, Hortolândia, Itatiba, Itu, Leme, Santo Antônio do Jardim, São Bernardo do Campo e Santos, em São Paulo; Vitória, Colatina e Vila Velha, no Espírito Santo;  Belo Horizonte, Aimorés, Andradas, Borda da Mata, Divino, Itamogi, Itueta, Manhuaçu, Matozinhos, Miraí, Muriaé, Ouro Fino, Patrocínio, Poços de Caldas, São Sebastião do Paraíso e Varginha, em Minas Gerais.

O esquema

De acordo com a força-tarefa, atacadistas e corretores de café de Londrina e região possibilitavam a diversas torrefações do Paraná a aquisição do grão cru de duas formas. A primeira, destinando o produto juntamente com créditos fraudulentos de ICMS advindos de notas fiscais falsas; a segunda, na aquisição do café em operações fraudulentas, dentro do Paraná, em que o recolhimento dos tributos não era feito.

Em ambos os casos, a mercadoria vinha de Minas Gerais e do Espírito Santo, comercializada por cooperativas e produtores rurais desses estados. As notas fiscais destinadas a empresas de fachada, as chamadas “noteiras”, também eram localizadas em Minas Gerais e no Espírito Santo.

As operações envolvendo empresas dos dois estados possibilitavam o não recolhimento do ICMS sobre as notas fiscais falsas. Paralelamente, outra empresa “noteira”, situada em São Paulo, emitia notas fiscais falsas destinadas a atacadistas e torrefações do Paraná.

Nos dois tipos de aquisição irregular do café em grão cru, os destinatários do Paraná se beneficiavam com o crédito de milhões de reais em ICMS de operações interestaduais fraudulentas que nunca foram pagos.

As investigações apontam ainda que, por diversas vezes, o produto adquirido por meio de notas fiscais falsas oriundas de São Paulo era destinado a empresas de café solúvel de Londrina e de Cornélio Procópio, ocasião em que, simulando uma venda da mercadoria dentro do Paraná, os atacadistas emitiam uma terceira nota fiscal falsa, acarretando aos próprios atacadistas o não recolhimento do tributo. 

Valores

Somados os valores, as “noteiras” de Minas Gerais e de São Paulo emitiram mais de R$ 6 bilhões em notas fiscais falsas, entre janeiro de 2016 e fevereiro de 2021, sendo R$ 2 bilhões só em 2020. Os valores devidos aos cofres mineiros passam de R$ 350 milhões.

Quanto às empresas destinatárias das notas fiscais falsas no Paraná, a estimativa é que elas tenham acumulado créditos tributários fraudulentos de, aproximadamente, R$ 100 milhões, considerando que receberam cerca de R$ 1 bilhão em notas frias. Sobre o valor fraudado, ainda devem ser acrescentados 60% de multa, correção monetária e juros, fazendo com que o total devido aos cofres paranaenses chegue a cerca de R$ 200 milhões.

Houve também sonegação de tributos federais (IRPF). O montante, neste caso, pode chegar a R$ 200 milhões. Além disso, como há o evidente intuito de fraude, a multa é qualificada e corresponde a 150% do valor lançado; ou seja, o valor dos tributos federais sonegados e a multa correspondente pode chegar a R$ 500 milhões.

Os órgãos envolvidos na Operação “Expresso” alertam que, além de subtrair recursos da coletividade, a sonegação de tributos gera concorrência desleal, uma vez que, ao não cumprir com suas obrigações legais, a empresa fraudulenta cria condições para oferecer produtos com valores abaixo do praticado pelo mercado, prejudicando as empresas cumpridoras de seus deveres.


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