sábado, 20 de março de 2021

Análise exclusiva: com seis estados e o DF em situação crítica, cientistas defendem lockdown nacional

 


Especialistas da UFRJ indicam barreiras sanitárias com fechamento de aeroportos e rodoviárias, proibição de shows e toque de recolher em todo país das 20h às 6h, entre outras medidas

Nos últimos dias, sete unidades da federação chegaram a um ponto considerado extremamente crítico, o retrato do pesadelo brasileiro na pandemia de Covid-19. Em São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e Distrito Federal, a transmissão está descontrolada e não há capacidade de atender a todos os doentes. O alerta vem de uma análise exclusiva para O GLOBO feita por sanitaristas do Instituto de Estudos de Saúde Coletiva da UFRJ, Ligia Bahia e Leonardo Mattos.

O trabalho indica que quase todos os demais estados trilham o mesmo caminho e que somente medidas radicais de isolamento em todo o país podem deter o avanço do coronavírus. Ligia Bahia explica que a pandemia é dinâmica: estados que não estavam tão críticos na sexta-feira, 19, data usada na análise, tendem a piorar se nada for feito imediatamente.

 As medidas precisam ser nacionais porque os estados e os municípios não são isolados, mas conectados por relações de serviço, de comércio e sociais. Então, medidas isoladas terão efeito muito limitado — destaca Bahia. — As decisões de um prefeito impactam limitadamente dentro de seu município se as cidades vizinhas tomarem as mesmas medidas.

Batizada de “Sistema de Saúde e a Covid-19 no Brasil: o colapso anunciado e negligenciado”, o estudo indica que em todo o país apenas Roraima e Amazonas não estavam em situação tão dramática anteontem. Mas, salientam os pesquisadores, isso acontece porque eles já passaram por um pico recente e devastador, em especial o Amazonas. 



Os pesquisadores usaram como parâmetros a taxa de transmissão R (novos casos a partir de um caso), a taxa de ocupação de leitos, o número de pacientes na fila por leitos (dado não disponível para todos os estados) e a média móvel de óbitos. Os sete estados destacados apresentam altos índices para menos três desses critérios. Já os classificados em estado menos grave são aqueles que, temporariamente, têm indicadores mais baixos.

Os cientistas observam que os parâmetros não podem ser automaticamente projetados para as capitais, pois a situação em quase todas é extremamente crítica. Apenas três delas — Manaus, Belém e Boa Vista — apresentam taxas de ocupação de leitos menores ou iguais a 80%, limite que antecede o alerta máximo.

Os dados de ocupação hospitalar indicam que, no dia 18, apenas quatro estados (Amazonas, Roraima, Paraíba, Alagoas) estavam abaixo da margem crítica de 85%. Em 11 estados a rede hospitalar do sistema de saúde já se encontra em colapso (acima de 95% de ocupação), com destaque para as regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste.

— É necessário que a autoridade sanitária do país, o Ministério da Saúde, apoie e coordene estratégias de isolamento social — frisa Bahia.

Medidas severas e urgentes

As principais medidas sugeridas pela equipe da UFRJ são barreiras sanitárias nacionais e internacionais com fechamento de aeroportos e rodoviárias; proibição de shows, congressos, atividades religiosas e esportivas; suspensão das aulas presenciais; toque de recolher nacional das 20h às 6h e nos finais de semana; fechamento de todas as atividades não essenciais; fechamento de bares, restaurantes e academias de ginástica; trabalho remoto sempre que possível, tanto no setor público quanto no privado; limitação do transporte público e redução da superlotação. Somadas a essas medidas também recomendam a intensificação da testagem, rastreamento de contatos e o uso obrigatório de máscaras multicamadas.

Infográfico:  Números do coronavírus no Brasil e no mundo

Especialistas ouvidos pelo GLOBO convergem à avaliação de que, diante do quadro grave da Covid-19, o país precisa implementar planos severos de restrição em todo o território, sob coordenação do Ministério da Saúde, que terá novo titular esta semana, quando o cardiologista Marcelo Queiroga substituir o general Eduardo Pazuello.

Pesquisas sugerem que, para reduzir as taxas de transmissão em cerca de 40%, são necessários pelo menos 14 dias de medidas de supressão e monitoramento diário. Bahia e Mattos reforçam: é o conjunto de restrições que produz impacto na redução da transmissão, casos e óbitos, e não apenas uma ou outra adotada dispersamente.

Aglomerações atenuam

Os índices de isolamento social se mostram insuficientes (entre 30 e 42%) para conter a pandemia. Por outro lado, os dados de mobilidade de celulares divulgados pelo Google indicam que nas últimas três semanas a frequência a lugares públicos onde pode ocorrer aglomeração diminuiu um pouco. O número, porém, ainda está longe de chegar ao grau de retração visto em março e abril de 2020, auge do pânico em relação à Covid-19.

Porto Alegre (RS), uma das capitais onde a demanda mais pressiona a rede de saúde, tinha em fevereiro um índice de frequência a estabelecimentos de “varejo e lazer” (que incluem bares e restaurantes) de cerca de -40% em relação aos níveis pré pandemia. O número caiu para -60%. Em São Paulo, caiu de -30% para -51% nas últimas três semanas.

No Rio de Janeiro, porém, a mesma métrica permaneceu no nível relativamente alto de -30% desde o começo do ano. A frequência a locais da categoria “parques”, que inclui praias e áreas públicas de recreação, estava em -27% apenas. O número ainda é alto, comparado aos -80% atingidos no auge do isolamento em 2020.

O espalhamento da transmissão sugere que mesmo municípios e estados cujas informações sinalizam reduções temporárias estão sob o risco de novas escaladas. — alerta Ligia Bahia. — Está evidente que restrições parciais e o fecha-e-abre não reduzem transmissão, casos, mortes e a disseminação de variantes.

* Colaborou Rafael Garcia

FONTE: O GLOBO


UNIARAXÁ INFORMA:

 

LINK UNIARAXÁ : https://site.uniaraxa.edu.br/

CBMM INFORMA:

 

LINK:  https://www.youtube.com/watch?v=QpED1KJ5NW


Bombeiros lançam operação Alerta Verde em Araxá para prevenir incêndios em lotes vagos

 


O Corpo de Bombeiros lançou em Minas Gerais a Operação Alerta Verde de prevenção a incêndios. Os incêndios em vegetação estão entre as ocorrências mais registradas no estado, e 41% destas ocorrências são em lotes vagos. De um universo de 20.741 ocorrências em todo o estado, no ano de 2020, foram registrados 8.601 incêndios em lotes desocupados, seguidos de 4.726 em área urbana não protegida e 3.240 focos em área rural.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, os incêndios em lotes vagos demandaram o planejamento de uma grande campanha preventiva que foi lançada nesta semana em todo o estado. Em entrevista ao Portal Imbiara, o tenente Ricardo, comandante do 1º pelotão da 2ª Companhia do Corpo de Bombeiros em Araxá, falou sobre os principais objetivos da ação.

“A Operação Alerta Verde surge em caráter de disseminação da cultura de prevenção, com o fim de conscientizar e mobilizar a população mineira a ser mais colaborativa em ações que podem reduzir e evitar os incêndios em lotes vazios”, explica o tenente.  

Boa parte dos incêndios em lotes vagos podem perfeitamente ser evitados, mas é necessário um esforço e envolvimento maior por parte das comunidades, no sentido de apoiar a fiscalização e denunciar as práticas irregulares. Segundo tenente, em Araxá, no período crítico, entre junho e outubro, são cerca de 10 atendimentos por dia referente a incêndios.

“O Corpo de bombeiros lembra que atear fogo em lotes vagos é crime configurado no artigo 54 da lei federal 9.605/98, que diz que causar poluição de qualquer natureza é prevista pena de reclusão de um a quatro anos de prisão e multa”, disse Ricardo.

Para a corporação, a população mineira pode ser a maior aliada neste esforço de reduzir os incêndios garantindo a segurança dos moradores. Mas a ação não se resume apenas na propagação de ações preventivas. O Corpo de Bombeiros traçou uma estratégia diferente, com base no plano de enfrentamento ao período de estiagem. A antecipação do pico de ocorrências de vistorias em lotes do mês de junho, onde já existe grande incidência de incêndios, para o mês de março, aumentará efetivamente o potencial de vistorias já realizadas pelas unidades operacionais, diminuindo, por sua vez, a quantidade de possíveis focos no período mais crítico.

A 2ª Companhia Independente de Bombeiros deu início a Operação Alerta Verde e como medida preventiva, os bombeiros visitam os locais considerados vulneráveis e que apresentam grande área de vegetação e lotes vagos orientando, repassando folhetos, dicas e medidas preventivas para evitar esse tipo de ocorrência.

Capacitações foram realizadas em fevereiro deste ano com militares do Curso de Formação de Soldados (CFSd) e os simulados de incêndio florestal do  Pelotão de Combate a Incêndios Florestais (PCIF), para o nivelamento de conhecimento e promover a habilitação para os combates no período de estiagem. FONTE: PORTAL IMBIARA

PREFEITURA DE ARAXÁ ORIENTA SOBRE A COVID-19

 


SANTA CASA DE ARAXÁ IMPLORA:

 


CBMM INFORMA:

 

LINK:  https://www.youtube.com/watch?v=QpED1KJ5NW