domingo, 21 de março de 2021
Ministério da Saúde muda orientação e libera vacinas armazenadas para uso como 1ª dose
O Ministério da Saúde autorizou neste domingo (21) que todas as vacinas armazenadas pelos estados e municípios para garantir a 2ª dose sejam utilizadas imediatamente como 1ª dose. Segundo a pasta, o objetivo é ampliar o número de vacinados no Brasil.
Neste sábado (20) o Ministério da Saúde anunciou a distribuição aos estados de 5 milhões de novas doses de vacinas contra a Covid-19 e disse que todas elas deverão ser usadas como primeiras doses, ou seja, não será necessário guardar metade dos imunizantes para garantir a aplicação da segunda dose.
Em nota, a pasta informou que "a medida já vinha sendo estudada há cerca de duas semanas, e foi atendida após garantia da segurança das entregas por parte dos fornecedores". Decisão levou em consideração a previsão de entrega das vacinas produzidas pelo Instituto Butantan e pela Fiocruz. Trata-se de uma nova mudança na orientação do Ministério da Saúde para as vacinas contra a Covid-19.
No início da campanha, com base em diretrizes do Programa Nacional de Imunizações (PNI), 50% das vacinas destinadas pelo governo federal aos estados e municípios foram reservadas como 2ª dose.
Em 19 de fevereiro, o Ministério da Saúde divulgou que faria uma mudança na estratégia da vacinação contra a Covid-19, sem guardar metade do imunizante para a 2ª dose. À época, o governo argumentou que o ritmo de chegada das novas doses seria acelerado e, com isso, não seria preciso reserva.
Entretanto, em 24 de fevereiro, a pasta recuou e informou que os estados e municípios deveriam reservar a 2ª dose da CoronaVac para garantir que ela seja aplicada de duas a quatro semanas após a 1ª.
Produção nacional
Na segunda (15) a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) anunciou que entregaria as primeiras doses da vacina contra Covid-19 produzidas pela instituição ainda nesta semana. De acordo com a instituição, seriam 1 milhão e 80 mil doses até sexta-feira (19).
As primeiras 500 mil seriam enviadas ao Ministério da Saúde até quarta (17). As outras 580 mil, até o dia 19.
Ainda de acordo com a Fiocruz, 3,8 milhões de vacinas serão entregues até março. A expectativa é que, no final do mês, a produção diária chegue a um milhão.
As vacinas são envasadas com o Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA) importado da China.
Depois de vários atrasos na chegada do IFA, o ingrediente principal da vacina, no dia 12 de março a Fiocruz recebeu notícia de que a China havia liberado o dobro da quantidade prevista - ainda sem data para chegar.
A estimativa é que produção saia de menos de 4 milhões de doses em março para 30 milhões de doses em abril, mantendo o patamar elevado no mês seguinte. fonte G1
Startup de Minas Gerais usa o NIÓBIO para criar gel contra o coronavírus
Nanonib também estuda usar
nanopartículas do metal para produtos que vão de creme dental a fungicidas
A solução protege por 24 horas, pode ser aplicada como gel ou líquido e
não agride as pessoas e o meio ambiente
A descoberta de
pesquisadores da UFMG ao criar uma solução à base de nióbio capaz de
proteger do novo coronavírus, por até 24 horas. A notícia teve repercussão
nacional, ganhando destaque nos telejornais brasileiros, e é mais uma conquista
para conter o avanço do vírus no país.
A eficácia da invenção,
registrada pela startup Nanonib®, empresa
associada da Anbiotec Brasil, criada pelo grupo da Universidade em parceria com
investidores privados – foi comprovada em laboratório de nível de biossegurança
NB-3, ambiente no qual se trabalha com microrganismos causadores de doenças
humanas graves e caminha para estar disponível em breve para a sociedade.
Aplicada na forma de gel ou
líquido spray, o produto tem ação prolongada para desinfecção das mãos e pele e
não causou reações adversas, como sensação de ressecamento da pele. O produto
também se mostrou ativo na proteção de superfícies em ambiente doméstico e
equipamentos e utensílios nos ambientes médico e odontológico.
Embora a descoberta seja mais
um avanço no combate à Covid-19, ela veio por a caso. A revelação se deu
durante o processo de desenvolvimento de um outro produto, um clareador dental
sem o uso de peróxido de hidrogênio (popularmente conhecido como água
oxigenada). No decorrer dos estudos e testes, observou-se então que o protótipo
tinha efeito bactericida em baixa concentração. A partir disso, foi levantada a
hipótese que viria a ser confirmada a seguir: a solução também inativa a ação
do novo coronavírus.
Segundo o professor e
pesquisador-chefe, Luiz Carlos Oliveira, a principal vantagem deste produto em
comparação às opções disponíveis no mercado é justamente sua ação prolongada. O
produto não só elimina o vírus que estiver em contato, mas também permanece
ativo para agir por até 24h matando a carga viral depositada. Além disto, o
produto também pode ser formulado com menor concentração de álcool na
formulação, sendo mais seguro o uso, com menor chance de irritações e
dermatites, além de reduzir o risco de acidentes durante o manuseio.
Líder do grupo de pesquisa, o
professor ainda explica que a Nanonib® produz, de forma única no mundo,
compostos de nióbio na forma gel, sem utilizar solventes orgânicos ou polímeros
e, por isso, sem comprometer a saúde nem o meio ambiente.
“Vamos criar soluções contendo
moléculas inovadoras de nióbio, de baixo custo de produção e versáteis, já que também
poderão ser inseridas em produtos de limpeza e cosméticos disponíveis no
mercado.” Ele acrescenta que as potencialidades da descoberta desses materiais
avançados de nióbio extrapolam o uso no combate ao novo coronavírus. “Em testes
preliminares, eles apresentaram excelentes propriedades e ações fungicida,
bactericida e virucida.”
Os estudos foram realizados no
laboratório de virologia da USP, referência em Estudos Clínicos com agentes de
risco para humanos, como o novo coronavírus. A expectativa é que o produto
chegue ao mercado em breve, assim que for aprovado pela Agência Nacional de
Vigilância Sanitária, a ANVISA, por um preço acessível à população.
A STARTUP POR TRÁS DA
DESCOBERTA
Com sede no Parque Tecnológico
de Belo Horizonte (BH-TEC), a Nanonib® é associada da Anbiotec Brasil e foi
fundada em 2019 com foco na produção de materiais avançados e novos produtos
contendo o nióbio para aplicações diversas nas áreas de saúde e cosméticos.
Os sócios pesquisadores são
professores da UFMG e protagonizaram diversos casos recentes de licenciamento e
transferência de tecnologia da Universidade. “A parceria com investidores de
risco foi fundamental para o sucesso até aqui. Aproximar a academia do setor
produtivo é fundamental para que mais iniciativas como a da Nanonib® surjam e
beneficiem a sociedade”, afirma Luiz Carlos Oliveira.
Segundo o professor, a
expertise da equipe é focada em ciência pura e aplicada nas áreas de síntese de
novos materiais, catálise, química computacional e cálculos teóricos. Os
pesquisadores atuam em diferentes linhas, com destaque para a síntese e
aplicação de compostos contendo nióbio.
“As tecnologias desenvolvidas
com o nióbio têm alto grau de ineditismo e grande potencial de geração de valor
e podem ser de interesse estratégico e econômico para Minas Gerais, que tem a
maior produção de nióbio no mundo”, diz Oliveira.
Ele comenta que a Nanonib® é a primeira spin-off no mundo a criar produtos à
base de nióbio para aplicações nas áreas de saúde e cosméticos. A plataforma de
nióbio deverá incorporar outras tecnologias e materiais nobres desenvolvidos no
Departamento de Química da UFMG e nos Institutos Nacionais de Ciência e
Tecnologia (INCT).
PRODUÇÃO E COMERCIALIZAÇÃO
Para a produção e
comercialização dos produtos à base de Nióbio, foi feita uma parceria
estratégica entre Nanonib com uma fabricante de cosméticos de MG. Esta parceria
prevê a transferência de tecnologia sobre os insumos à base de Nióbio e o
desenvolvimento conjunto de produtos que serão lançados ao mercado.
A parceria com a YEVA Cosmétiques, empresa cosmética referência
em nanotecnologia, com foco de investimento em P&D de produtos cosméticos e
de cuidado e prevenção à saúde, é importante para o sucesso do projeto, pois
garante e torna ágil o lançamento de produtos oriundos de pesquisa científica
nacional para o mercado.
A plataforma tecnológica de
produtos à base de nióbio tem o potencial de gerar uma gama de produtos com
grandes diferenciais de mercado, com eficácia muito superior ao que há
disponível aos consumidores e com segurança toxicológica comprovada.
A YEVA projeta um cronograma
de lançamento de produtos à base de nióbio nas áreas dermatológica,
odontológica, de antissepsia corporal e desinfecção de ambientes para 2020 e
2021.
A empresa possui a experiência
de colocação de produto nanotecnológico inovador, desenvolvido em Universidade
Brasileira, no mercado, como foi com o SANCTIO Nanoformulação Antiqueda
Capilar. Conta também com relacionamento com as principais redes de
drogarias, supermercados e marketplaces no Brasil, e toda a estrutura
comercial, operacional e logística para venda e pós-venda dos produtos.






