quinta-feira, 25 de março de 2021

Alunos da rede municipal de Araxá receberão apostilas para os estudos remotos

 


A Secretaria Municipal de Educação está organizando a distribuição das apostilas “Trilhas de Aprendizado de Comportamento (TAC)” para os alunos. O material elaborado pelo Setor Pedagógico será enviado para as escolas e os pais poderão retirá-lo quando o município sair da Onda Roxa. A entrega ocorrerá de forma escalonada por série. As famílias que não puderem retirar o material, a entrega será feita nas casas dos alunos.

As apostilas são um complemento até que alunos e professores possem contar com a plataforma educacional que vai atender as escolas municipais de Araxá. Segundo a secretária Zulma Moreira, a proposta é trabalhar a nova escola para que quando o aluno tiver aulas no sistema híbrido possa se adaptar ao novo modelo. Elas também têm os conteúdos que fazem parte da grade curricular do bimestre e serão distribuídas para os alunos a partir de 4 anos.

“Esse material foi elaborado para que o estudante tenha o apoio físico, com material em mãos para assistir as aulas, principalmente aqueles que não estão conseguindo acompanhar as aulas virtuais. Também vai ajudar muito os pais que estão acostumados com esse modelo físico de ensino”, destaca Zulma.

Tablets

Além das apostilas, os alunos vão receber tablets com dados móveis e aplicativos educacionais. O equipamento facilitará muito a vida das famílias, em especial aquelas que contam apenas com o telefone da mãe ou do pai para o aluno fazer as atividades remotas.

Zulma diz que Secretaria Municipal de Educação já fez a cotação e em breve iniciará a aquisição de tablets educativos. “Os alunos mais novos não têm celular próprio e o tablet será um facilitador, todos os estudantes e professores vão ter o equipamento”, acrescenta a secretária.


Os impactos do aumento no consumo de álcool e cigarro na saúde mental do brasileiro

 


Após um ano de isolamento social, a questão da saúde mental no que se refere ao abuso de álcool e cigarro acende um sinal de alerta para a comunidade médica.


Em todo o mundo, chama a atenção o fato de que, em casa e sem poder sair, as pessoas passaram a beber e a fumar mais. Segundo a pesquisa “Uso de Álcool e Covid-19”, publicada pela Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) – feita entre 22 de maio e 30 de junho de 2020 com mais de 12 mil pessoas de 33 países da América Latina e Caribe (30,8% eram brasileiros), 35% dos entrevistados com idades entre 30 e 39 anos relataram aumento na frequência de um comportamento chamado de Beber Pesado Episódico (BPE), que significa beber mais do que 1,7 litro de cerveja, 750 mililitros (ml) de vinho ou 225 ml de destilado em uma única ocasião.


Do total, 52,8% dos entrevistados que exageraram na dose relataram ao menos um sintoma emocional como ansiedade, nervosismo, insônia, preocupação, medo, irritabilidade e dificuldade para relaxar.


Além disso, segundo pesquisa da Fiocruz, 34% dos fumantes brasileiros declararam ter aumentado o número de cigarros fumados ao dia durante a pandemia. Ainda segundo o estudo, esse aumento está totalmente associado à deterioração da saúde mental dos tabagistas, com piora de quadros de ansiedade, insônia e depressão.

“Não temos, no curto prazo, uma previsão de quando o isolamento social poderá ter um relaxamento consistente, então o consumo de álcool e o uso do cigarro tendem a aumentar, pois isso reflete ansiedade. As pessoas estão estressadas e deprimidas, o “beber socialmente” virou “beber frequentemente”, e o aumento no uso de cigarros é uma preocupação importante também, principalmente se considerarmos que passamos por uma pandemia em que justamente o sistema respiratório é o mais delicado”, afirma o doutor Kalil Duailibi, psiquiatra e professor do curso de Medicina da Universidade Santo Amaro – Unisa.


“É importante que as pessoas prestem atenção a si mesmas e entendam o que exatamente as faz beber e fumar mais. A partir disso, procurar ajuda profissional é fundamental, principalmente porque provavelmente teremos que lidar com mais um ano de isolamento”, destaca o médico.

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Araxá inicia testes com capacete “Elmo” em pacientes com Covid-19

 


Com a alta de casos e internações causadas pela Covid-19, a Prefeitura de Araxá começou a testar o capacete de respiração assistida batizado de ‘Elmo’. O mecanismo, de baixo custo, proporciona ao paciente uma respiração artificial não invasiva que visa reduzir a necessidade de internação em leitos de Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) e a intubação de pacientes com Covid-19.

O equipamento desenvolvido por pesquisadores do Estado do Ceará pode ser usado em pacientes considerados de baixa e média complexidade. O dispositivo envolve toda a cabeça do paciente e é fixado no pescoço com uma base que veda a passagem do ar.

Aplica-se um fluxo de gases medicinais com oxigênio e ar comprimido capaz de gerar uma pressão positiva. Essa pressão ajuda o pulmão a produzir o oxigênio necessário para a respiração, sem a necessidade de intubação.

De acordo com a secretária municipal de Saúde, Diane Dutra, uma experiência inicial foi realizada com um idoso internado pela Covid-19 e já apresentou resultados satisfatórios. “Conseguimos um equipamento para experimento e utilizamos em uma pessoa internada na Santa Casa com insuficiência respiratória e prestes a ser entubada. Segundo a equipe médica, o equipamento proporcionou uma melhora significativa no quadro clínico do paciente”, destaca Diane.

Novos testes serão realizados em casos positivos de Covid-19 de baixa e média complexidade. A Santa Casa de Misericórdia já solicitou a aquisição de mais equipamentos e o município também providenciará outras unidades. “Com o teste realizado, percebemos que a utilização do equipamento pode reduzir a necessidade de uma internação em UTI para tratamento da doença”, conclui a secretária.

Secretário de Saúde faz apelo a prefeitos e população para manter isolamento e frear avanço da pandemia

 


O secretário de Estado de Saúde, o médico Fábio Baccheretti, fez um apelo aos prefeitos e à população mineira para o cumprimento das medidas restritivas impostas pela onda roxa do plano Minas Consciente. Em coletiva à imprensa nesta quarta-feira (24/3), ele afirmou que o isolamento social é uma decisão humanitária que tem como principal objetivo preservar a vida dos mineiros e garantir atendimento hospitalar a todos os doentes.

Em reunião também nesta quarta-feira, o Comitê Extraordinário Covid-19 decidiu manter a onda roxa em todo o estado pelo menos até o domingo de Páscoa (4/4). Nesta fase, são permitidos apenas o funcionamento de serviços essenciais, entre outras normas mais rígidas para diminuir a circulação de pessoas e frear o contágio.   

“É muito importante destacar o papel do prefeito e dos municípios em relação à adesão à onda roxa. Há regiões que já estão com quase 100% de leitos ocupados e continuam permitindo várias atividades que o Minas Consciente, na onda roxa, não permitiria. É importante a responsabilidade de cada gestor municipal no enfrentamento dessa doença. É muito cedo para qualquer município fazer qualquer tipo de flexibilização”, afirmou Fábio Baccheretti, lembrando que, diferentemente de outros momentos da pandemia, não é possível transferir pacientes para outras cidades, já que todas as macrorregiões estão com taxa de ocupação elevadas.

Internação prolongada

O secretário reforçou ainda que o comportamento da covid-19 é diferente de outras doenças respiratórias e exige uma internação prolongada, o que dificulta ainda mais o atendimento a todos os doentes.

“Um leito de UTI roda em média dois pacientes por mês, fazendo com que a pressão sobre o sistema de saúde seja tão grande. O número de pacientes aguardando está aumentando, mostrando que o crescimento da doença é maior que a capacidade de abertura de leitos. Hoje, temos 714 pacientes cadastrados aguardando. Há três dias, eram 470”, destacou.  

Segundo Baccheretti, os resultados das restrições impostas pela onda roxa serão sentidos nas próximas semanas, mas a expectativa ainda é de aumento de casos e óbitos nos próximos dias. 

“A redução dos casos só vai surtir efeito na ocupação cerca de 15 a 21 dias (após a implantação da fase mais restritiva). Os óbitos, cerca de 30 dias depois. Os óbitos de hoje são os pacientes internado há 20/30 dias. Como estamos com alta ocupação, esse óbito vai aparecer em cerca de duas semanas”, disse.

Por isso, ele ressaltou que é essencial manter o isolamento para garantir que o cenário melhore. 

“O isolamento de Minas e do país vem subindo, mas ainda de forma muito lenta. A queda da incidência está sendo sentida em regiões que estavam antes na onda roxa, mas a ocupação de leitos não vem caindo. Reforço o papel do cidadão mineiro, dos prefeitos, sabemos do momento social difícil, mas as medidas restritivas irão acarretar melhorias dos indicadores em algumas semanas”, concluiu.

Vacinação

O secretário de Estado de Saúde também reafirmou o compromisso do governo estadual para negociar a compra de vacinas e distribuir rapidamente os lotes recebidos do governo federal. Segundo ele, a imunização é uma prioridade, já que é a única forma de conter a pandemia a longo prazo.

“Estamos distribuindo o último lote que chegou do Ministério da Saúde entre todas as macrorregiões, hoje e amanhã, para que chegue aos municípios de forma quase imediata e eles consigam aumentar a velocidade da vacinação. Agora, as cidades polo poderão receber as vacinas inclusive aos fins de semana”, disse Baccheretti, explicando ainda que há expectativa da chegada de mais imunizantes entre março e abril.

“Já percebemos que os que estão vacinados ocupam menos os nossos hospitais. A expectativa é muito positiva e acreditamos que, se o cidadão mineiro fizer bem essa restrição nesse momento, e com o aumento da vacinação no fim de março e abril, poderemos não precisar mais dessas restrições”, lembrou.

Oxigênio e insumos

Durante a coletiva, o secretário também destacou que o governo estadual está em contato com o Ministério da Saúde para obter ajuda na reposição de oxigênio e insumos, como o kit intubação.

“O Ministério da Saúde nos comunicou que, na sexta-feira (26/3), irá fornecer insumos a todos os estados, sem afetar a entrega periódica aos hospitais, ou seja, será um lote a mais. Nós, de forma imediata, iremos fornecer para suprir esses hospitais que vêm sofrendo mais”, informou.

Sobre o oxigênio, ele explicou que o maior desafio é logístico, mas o Estado também está ajudando os hospitais a fazerem a reposição do item.

“Vários hospitais expandiram leitos com cilindros e estamos tentando agora qualificar essas unidades com financiamento e ajuda técnica, para que esse problema logístico seja amenizado e os cilindros, fornecidos. Destaco também que a Fiemg anunciou ontem a ajuda ao estado com novos cilindros de oxigênio que vão poder ajudar nesse momento de maior consumo”, afirmou.

Novos leitos

Baccheretti também lembrou que o Estado anunciou, nessa terça-feira (23/3), a abertura de 100 novos leitos de UTI, possibilitados pelo recebimento de 100 respiradores doados pela Fiemg. As novas unidades se unem a 30 outras anunciadas na semana passada.

“Além disso, vários hospitais do estado vêm tentando abrir leitos. Está garantido pelo Estado o financiamento deles, pelo credenciamento antes mesmo da habilitação pelo Ministério da Saúde. Há vários leitos previstos e sendo abertos de forma diária”, disse.

Sobre os leitos de enfermaria, que demandam uma estrutura menos complexa, o secretário explicou que eles também estão sendo abertos para atender os casos leves, mas que precisam existir em conjunto com as UTIs, devido à possibilidade de agravamento dos pacientes.

“O paciente de covid é um pouco diferente de outras doenças. 30% daqueles que ocupam vaga de enfermaria evoluem para terapia intensiva. É uma porcentagem muito elevada e por isso o estado busca a abertura de leitos de enfermaria em hospitais mais robustos e tradicionais, que garantam então esse tratamento do paciente grave”.

Outras doenças

Questionado sobre o atendimento médico a pacientes com outras doenças, durante esse momento de saturação do sistema hospitalar em decorrência da covid-19, Fábio Baccheretti esclareceu que existem unidades integralmente dedicadas a outras patologias, como os hospitais João XXIII e a Unidade Alternativa de Assistência à Saúde Galba Velloso.

“O Estado se preocupou em garantir a assistência de outras doenças que não sejam covid com essas ações. Hoje, o antigo Galba Velloso está todo ele dedicado a pacientes clínicos não covid. O hospital João XXIII, conhecido como hospital do trauma, está dedicado, além de pacientes de trauma, a pacientes clínicos não covid, para que os demais hospitais se dediquem a essa doença que vem assolando a maior parte dos cidadãos mineiros”.

AGÊNCIA MINAS

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Boletim Epidemiológico da Covid-19 de Araxá, de 24 de março: Araxá chega a 99 mortes pela doença

 

A Secretaria Municipal de Saúde informa que foram registrados três óbitos no Boletim Epidemiológico de quarta-feira. Tratam-se duas mulheres, 71 e 85 anos, e um homem de 74 anos. O registro geral chega a 99 óbitos confirmados até o momento.