terça-feira, 30 de março de 2021

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Instituto Jô Clemente aponta 10 sinais de alerta para se detectar o autismo

 


 É provável que a maioria das pessoas nunca tenha ouvido falar tanto no Transtorno do Espectro Autista (TEA) quanto atualmente, mas ainda há dúvidas sobre o que realmente é, seus sintomas e as implicações para o indivíduo. O TEA é conhecido também de diferentes maneiras, como Transtorno Autístico (Autismo), Transtorno/Síndrome de Asperger, Transtorno Desintegrativo da Infância, Transtorno Global ou Invasivo do Desenvolvimento sem outra especificação e é considerado um dos Transtornos do Neurodesenvolvimento.

Entre as organizações que oferecem avaliação diagnóstica para identificar casos de TEA está o Instituto Jô Clemente, antiga Apae de São Paulo. Por meio do Ambulatório de Diagnóstico, profissionais investigam sinais característicos dessa condição em crianças, jovens e adultos. Os atendimentos podem ser realizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) ou por planos de saúde e consultas particulares.

No diagnóstico é detectado se o paciente possui características que envolvam prejuízos na interação social, na linguagem/comunicação, e se há padrões repetitivos de comportamento. A orientação é para que os pais, professores e/ou responsáveis procurem auxílio médico quando há os seguintes sinais:

1. Pouco contato visual: a criança não olha quando é chamada pelo nome ou não sustenta o olhar.

2. Não interagir com outras pessoas: não interage com outras pessoas por meio de sorrisos, por exemplo.

3. Bebês que não fazem jogo de imitação: os bebês começam a imitar atitudes e comportamentos por volta dos seis a oito meses de vida, portanto, deve-se ficar atento quanto à ausência desse comportamento.

4. Não atender quando chamado pelo nome: a criança pode parecer desatenta, pois não atende quando é chamada pelo nome.

5. Dificuldade em atenção compartilhada: não demonstra interesse em brincadeiras coletivas e parece não entender a brincadeira.

6. Atraso na fala: criança acima de dois anos que não fala palavras ou frases.

7. Não usar a comunicação não-verbal: não usa as mãos para indicar algo que quer.

8. Comportamentos sensoriais incomuns: se incomoda com barulhos altos, por vezes colocando as mãos nos ouvidos diante de tais estímulos; não gosta do toque de outras pessoas, irritando-se com abraços e carinho.

9. Não brinca de faz de conta: não cria suas próprias histórias e não participa das brincadeiras dos colegas. Também não utiliza brinquedos para simbolizar personagens. Suas brincadeiras costumam ser solitárias e com partes de brinquedos, como a roda de um carrinho ou algum botão.

10. Movimentos estereotipados: apresenta movimentos incomuns, como chacoalhar as mãos, balançar-se para frente e para trás, correr de um lado para outro, pular ou girar sem motivos aparentes. Os movimentos podem se intensificar em momentos de felicidade, tristeza ou ansiedade.

Não há medicação para o TEA, mas há casos em que são necessárias medicações para controlar quadros associados ao autismo, como insônia, hiperatividade, impulsividade, irritabilidade, atitudes agressivas, falta de atenção, ansiedade, depressão, sintomas obsessivos, raiva e comportamentos repetitivos. Em alguns casos, o indivíduo desenvolve problemas psiquiátricos.

O acompanhamento do autismo baseia-se em estratégias como:

Treinamento dos pais: é a família que mais interage e estimula o comportamento das crianças, portanto, um tratamento eficaz depende do auxílio dos familiares e amigos.

Análise Aplicada do Comportamento (ABA): a Metodologia de Análise Aplicada do Comportamento (ABA - Applied Behavior Analysis) é um conjunto de procedimentos aplicados com o intuito de melhorar o comportamento socialmente adaptável e a aquisição de novas habilidades por meio de práticas intensas.

Tratamento e Educação para Crianças Autistas e Crianças com Déficits relacionados com a Comunicação (TEACCH): é um programa desenvolvido para educadores. Desenvolvido na Universidade da Carolina do Norte, em Chapel Hill, e iniciado em 1972 por Eric Schopler, tem sido amplamente incorporado nos contextos educativos e contribuído para uma base concreta de intervenções do autismo. É também chamado de estrutura de ensino, pois de baseia na evidência e observação de que indivíduos com autismo compartilham um padrão de comportamento semelhante na maioria dos casos.

Psicoterapia em abordagem cognitivo-comportamental (TCC): a abordagem psicológica demonstra ter eficácia nos quadros de ansiedade, autoajuda e habilidades de vida diária.

Para os especialistas do Instituto Jô Clemente e, de acordo com os estudos científicos, o diagnóstico precoce é fundamental para que o indivíduo receba o tratamento adequado e desenvolva uma vida produtiva e inclusiva, com chances de estudar e trabalhar. A Organização atua há 60 anos para promover assistência e desenvolver o potencial das pessoas apoiadas, a fim de capacitá-las e incluí-las na sociedade.

*Artigo produzido pela equipe de neuropícólogos do Ambulatório de Diagnóstico do Instituto Jô Clemente.

BIBLIOGRAFIA: GADIA, Carlos A.; TUCHMAN, Roberto; ROTTA, Newra T. Autismo e doenças invasivas de desenvolvimento. Jornal de pediatria, v. 80, n. 2, p. 83-94, 2004.

Sobre o Instituto Jô Clemente

O Instituto Jô Clemente é uma Organização da Sociedade Civil sem fins lucrativos que há 60 anos previne e promove a saúde das pessoas com deficiência intelectual, além de apoiar a sua inclusão social e a defesa de seus direitos, produzindo e disseminando conhecimento. Atua desde o nascimento ao processo de envelhecimento, propiciando o desenvolvimento de habilidades e potencialidades que favoreçam a escolaridade e o emprego apoiado, além de oferecer assessoria jurídica às famílias acerca dos direitos das pessoas com deficiência intelectual. Pioneiro no Teste do Pezinho no Brasil e credenciado pelo Ministério da Saúde como Serviço de Referência em Triagem Neonatal, o Laboratório do Instituto Jô Clemente é o maior do Brasil em número de exames realizados. Por meio do CEPI - Centro de Ensino, Pesquisa e Inovação do Instituto Jô Clemente, a Organização gera e dissemina conhecimento científico sobre deficiência intelectual com pesquisas e cursos de formação. 

Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (11) 5080-7000 ou pelo site: http://www.ijc.org.br  

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Atualização Cronograma Serviços Urbanos de Araxá:

 


ILUMINAÇÃO PÚBLICA (continuação)

- Max Neumann

- Urciano Lemos

- Bom Jesus

- São Domingos

- Santa Rita

- São Francisco

- João Bosco Teixeira

- Pedra Azul



LIMPEZA E CAPINA 

- Praça Governador Valadares

- Acesso Barreirinho

- Imediações Casa Lar

- Jardim Natália

- Av. Hitalo Ros

- Jardins das Oliveiras e Villa Mayor (raspagem e retirada de entulhos)


Novo bioinsumo à base de algas melhora crescimento e defesa das plantas

 



 

Uma cianobactéria, também conhecida como alga verde-azulada, serve de base para novo bioinsumo que potencializa respostas fisiológicas de crescimento e defesa das plantas. Trata-se de um biofertilizante que contém um microrganismo coletado da biodiversidade brasileira e que faz parte do banco de germoplasma da Embrapa Agroenergia (DF). O resultado é um sinalizador químico que induz e aprimora alguns processos fisiológicos em vegetais resultando em maior vigor e produtividade.

A tecnologia foi desenvolvida por meio de parceria entre Embrapa, empresa Dimiagro, especializada no mercado de fertilizantes, Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e Empresa Brasileira de Inovação Industrial (Embrapii). Consiste na mistura de extratos secos de uma cianobactéria com um fertilizante foliar que contém nitrogênio, fósforo e potássio, além dos micronutrientes boro, zinco e molibdênio. O novo produto pode ser categorizado como bioestimulante.

“Em condições específicas de crescimento, a cianobactéria produz boas quantidades do fitormônio ácido índole-3-acético, que é um sinalizador químico para a multiplicação de células e tecidos, e de ácido salicílico, relacionado à estimulação do sistema de defesa das plantas”, explica o pesquisador da Embrapa César Miranda, líder do projeto Macrofert. 

As avaliações da aplicação do produto desenvolvido pela Embrapa demonstraram que, em condições controladas em casa de vegetação, as produções de soja e milho foram favorecidas de forma significativa e tiveram um aumento no crescimento e enraizamento das plantas de até 10%.

“Observamos que as plantas que receberam o produto ficaram mais vigorosas e produtivas em comparação às que não receberam a aplicação”, conta Miranda. Os resultados foram semelhantes aos registrados quando se aplicou doses semelhantes do fertilizante foliar com extratos da macroalga Ascophyllum nodosum, nativa do norte do Oceano Atlântico, prática já difundida no mercado e que tem boa aceitação especialmente entre os produtores de soja.

Indicado para aplicação nos períodos de maior demanda de energia pelas plantas, o uso de biofertilizantes garante um aporte adicional de nutrientes essenciais em fases críticas da cultura, como no período de floração das plantas. “A adição de fitormônios de forma exógena pode favorecer o melhor aproveitamento dos nutrientes, melhorando a eficiência de sua utilização no momento em que a planta estabelece os parâmetros que definirão a produção final de grãos”, acrescenta o pesquisador, Ele esclarece que, em condições adversas, seja devido ao clima, ao ataque de pragas ou à limitação de nutrientes essenciais, esse aporte extra favorece um equilíbrio no desenvolvimento da planta, o que resulta em aumento de produtividade. 

 

Aceitação no mercado e escala de produção

No mercado nacional já estão disponíveis várias marcas de fertilizantes foliares com extratos de macroalgas, em sua maioria importados, já que a legislação brasileira não permite a extração de algas da costa marinha. Dessa forma, a ideia inicial do projeto de pesquisa era encontrar um substituto com eficiência semelhante ou melhor do que os extratos importados para a formulação de fertilizantes à base de algas. 

“A cianobactéria que compõe o nosso extrato é totalmente cultivada em laboratório, em um processo limpo e sem a geração de resíduos. Isto permite utilizar essa espécie da biodiversidade brasileira sem explorá-la de forma extrativa e causar danos ao ambiente. Além de garantir um produto de qualidade controlada”, explica o cientista da Embrapa. 

Miranda conta que o uso de fertilizantes à base de macroalga importada ainda é pouco comum entre agricultores brasileiros, e os sojicultores são os que mais adotam essa tecnologia atualmente. O pesquisador salienta, porém, que a prática vem crescendo nos últimos anos, especialmente porque os produtores já conhecem os efeitos de insumos biológicos aplicados à soja, como os que inoculam a bactéria Bradyrhizobium para a fixação biológica de nitrogênio. 

“O novo extrato produzido pela Embrapa favorecerá a disseminação do conhecimento entre os produtores, que buscam alternativas biológicas que garantam a estabilidade da produção frente a condições adversas de clima e disseminação de pragas e doenças”, declara o pesquisador. 

O CEO da Dimiagro, Grégori Boligon Vieira, acredita que, com a produção das algas no Brasil, será possível diminuir os custos com importação, gerando mais empregos nesse meio. “Tendo um extrato de algas com mais fitormônios que estimulam o sistema vegetativo, reprodutivo e de defesa das plantas, consequentemente, iremos aumentar a produtividade”, prevê. Ele ressalta que outra vantagem do extrato de cianobactéria da Embrapa é a grande quantidade de fitormônios expressados em sua biomassa após processo de secagem em estufa a temperaturas controladas, o que é essencial para se obter escala de mercado. 

Em escala de produção laboratorial, a técnica de produção da cianobactéria é simples e demanda formação técnica de nível médio e conhecimentos básicos de laboratório, com ênfase em microbiologia. As condições de laboratório para manutenção da cianobactéria também são relativamente simples. 

Os testes para aumentar a escala de produção terão início em 2021, quando começa a segunda fase do projeto Macrofert. “Vamos iniciar um ciclo de pelo menos mais dois anos de experimentação e aprimoramento para ter certeza do potencial real de produção de extratos algais para atender a demanda do mercado nos padrões atuais de uso”, afirma Miranda. A segunda etapa da pesquisa também incluirá análises sobre o custo de produção e estudos de campo em condições reais de produção.  

 

Bioinsumos brasileiros em franco crescimento

O Governo Federal, por meio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) lançou em maio de 2020 o Programa Nacional de Bioinsumos. O objetivo é a valorização da biodiversidade brasileira como matéria-prima para novos insumos agrícolas. A Embrapa já desenvolveu várias soluções relacionadas nessa área como tecnologias para a fixação biológica de nitrogênio e para a solubilização de nutrientes, como o fósforo.

De acordo com a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), ligada ao Ministério da Economia, em 2018, o Brasil importou 31 milhões de toneladas de fertilizantes, a um custo estimado de US$ 9 bilhões. 

A Embrapa Milho e Sorgo (MG) desenvolveu, em uma parceria público-privada, um inoculante para solubilização de fósforo já lançado no mercado, o BiomaPhos. A Embrapa Agroenergia está desenvolvendo um projeto cofinanciado pela Embrapii, em parceria com a empresa Satis, também com o propósito de solubilização de fósforo. O objetivo do projeto é selecionar microrganismos da biodiversidade brasileira que solubilizem o fósforo retido no solo, contribuindo para dar maior eficiência ao uso deste nutriente que ainda não está biodisponível para a planta, relata a pesquisadora Mônica Damaso, coordenadora do projeto com a Satis. 

“O produto a ser desenvolvido via parceria poderá diminuir a importação de fertilizantes e com isso reduzir a dependência externa e a vulnerabilidade do agricultor brasileiro frente às flutuações do mercado”, informa a pesquisadora, acrescentando que o produto em questão terá grande potencial para trazer ganhos tanto para o produtor quanto para a balança comercial brasileira.

 

Seja um parceiro da Embrapa Agroenergia

Além dos projetos já citados, a Embrapa Agroenergia vem desenvolvendo outros em parceria público-privada para resistência à herbicidas e insetos, controle de nematóides e produção e aplicação de enzimas e substâncias bioativas. Com esse intuito, busca por empresas que queiram fechar parcerias para o codesenvolvimento de processos e produtos. Para saber mais sobre os projetos da Embrapa Agroenergia, acesse a Vitrine Tecnológica disponível aqui. Saiba como fazer parceria com a Embrapa Agroenergia clicando aqui.

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