segunda-feira, 12 de julho de 2021

Cheiro de bem-estar: cresce a procura por perfumes na pandemia

 



Bem-estar e pertencimento é a busca das pessoas em isolamento, alertam especialistas. Comportamento aumentou as vendas de perfume tiveram alta de 22% puxando alta do mercado. Perfumaria feminina aumentou 26% e masculina, 15% no primeiro quadrimestre de 2021 comparado com mesmo período do ano anterior, segundo dados da ABIHPEC


Júnia Bandeira, 39 anos ama perfume. No armário dela, uma variedade de pelo menos 10 tipos. Para ela, perfumes são experiências e nos remete a lembranças, nos conectam com pessoas. “Quem nunca sentiu uma fragrância e lembrou-se de uma pessoa querida?” comenta. Para ela, perfumes são experiências lembranças. Maurício, o marido dela, faz questão de deixar a marca registrada daquele cheiro “dele” para a esposa. Tanta paixão mudou os rumos de sua vida. Ela deixou a Biomedicina e passou a empreender com o marido vendendo perfumes e outros artigos de beleza e bem-estar: “Eu tinha muita qualificação como Biomédica e trabalhava há dez anos no laboratório de uma grande empresa. Mas não era reconhecida lá e estava infeliz. Eu trabalhava muito isolada e adoro o contato com as pessoas. Passei a vender perfumes. Foi difícil começar, mas os aromas sempre me ajudaram a superar as dificuldades e passei a viver deles. E, agora na pandemia, as vendas explodiram porque todo mundo está precisando de produtos para sentir-se bem, sabe?” comenta animada.

De acordo com o Painel de Dados de Mercado da ABIHPEC – Associação Brasileira das Indústrias de Higiene Pessoal Perfumaria e Cosméticos, o setor de HPPC teve uma alta de 5,7% em vendas ex-factory¹, em relação ao mesmo período do ano anterior. O segmento de Perfumaria foi o que apresentou a melhor performance, atingindo alta de 22% em vendas ex-factory no primeiro quadrimestre, quando comparado com o mesmo período de 2020. O destaque fica por conta da perfumaria feminina, que teve um crescimento de 26% no primeiro quadrimestre de 2021, contra 15% da perfumaria masculina.  Segundo a HPPC é da cultura brasileira de perfumar como ato de promoção de bem-estar. E nada melhor que ter algo para sentir-se bem em uma pandemia. Mas o poder do aroma remonta à antiguidade.

Com origem no Egito, o perfume surgiu da necessidade de aromatizar o corpo humano e objetos por maior tempo. Ele era usado em deuses, defuntos e, só se incorporaram aos costumes de faraós e alguns membros da corte (privilegiados) após um longo tempo. A palavra perfume deriva do latim “per fumum”, que significa através do fumo. Além do Egito, a arte da perfumaria também existiu na Índia, aonde foi utilizada e aperfeiçoada pelos persas e romanos.

 

A primeira criadora de perfumes no mundo conhecida foi uma mulher chamada TAPPUTI, que criou o primeiro aroma com mirra, óleos e flores, na Mesopotâmia da Babilônia. A moda do perfume surgiu na época do Renascimento, na Itália, e a partir disso, a indústria da perfumaria só continuou a crescer. Sendo considerada uma das indústrias que mais cresce no mundo, atualmente. Para o historiador e aficionado em perfumes, Eugênio Miranda, 62 anos, perfumar-se é rotina de autocuidado. Quem convive com ele sabe dizer como está seu humor, segundo do cheiro que uso no dia. No banheiro, 4 prateleiras cheias de possibilidades. Mesmo com isolamento e comércio fechado, ele não só comprou como usa diariamente mesmo não saindo de casa. “Meu banho demora 10 minutos, mas gasto mais de meia hora com cosméticos. São cremes para manter a pele do corpo, rosto e cabelo. E a finalização com o meu perfume do dia. Eu me cuido para mim e mesmo sem sair de casa, escolho o cheiro que mais me agrada naquele momento. Isso tem me ajudado neste período tão difícil que estamos passando também, sabe. Comprei pelo menos 5 perfumes este ano e não vou parar aí porque os cheiros me fazem bem! comenta.

E o mercado sentiu cheiro de negócios no ar durante a pandemia. O empreendedor Jorge Gonzaga e a esposa Silvânia Gonzaga, estão há mais de uma década no mercado da perfumaria. Ele  explica: “Perfume é a expressão da marca pessoal de cada um e serve como um repertório de memórias. Trazer lembranças passadas, construir novas e prolongar a sensação de bem-estar pode ajudar a vencer os desafios do isolamento. E estamos vendendo muito mais na pandemia” esclarece. De olho neste nicho, a holding mineira AKMOS investiu no desenvolvimento da primeira fragrância exclusiva, com perfumes masculino e feminino, que deve impulsionar o mercado no segundo semestre. E a campanha de lançamento tem a cara da marca: “A Akmos entra no mercado da perfumaria exclusiva empoderando as pessoas porque sabemos que todos nós buscamos alívios para este estado de tensão. Nossa pesquisa de desenvolvimento do produto mostrou que todos, em alguma medida, estamos com excesso de preocupações e autocobrança durante a pandemia, o que têm sido motivadoras de mais estresse. E, aliado a esse comportamento, há demanda maior por autocuidado. Por isso, nossas duas novas fragrâncias tendem a provocar bem-estar, conexão emocional e sentimento positivo em suas notas olfativas, quase ocupando um lugar de aromaterapia. O nome de um perfume que provoca essa boa energia não poderia ser outro: Aura, comenta Eduardo Soares, Gerente de Marketing.

Mais sobre o lançamento da fragrância Akmos:

Aura Feminino

Desenvolvida exclusivamente pelo perfumista da IFF, a fragrância explora novo acordes e novas texturas sensuais, despertando a feminilidade. A combinação de frutas suculentas unidas a um rico corpo floral, a fragrância revela a sintonia do elegante com o moderno, sua sofisticação é revelada pela assinatura amadeirada enriquecida por sensuais notas amadeiradas.

Aura Masculino

Inspirado na brisa fresca, águas cristalinas e folhagens luxuosas da Itália, o perfumista da IFF traduziu de forma revigorante a fragrância, com notas florais surpreendentes e um toque de âmbar deixando a sensação de prazer sublime.

Aproveite ao máximo: dicas de uso

Tipo de pele

A fixação de um perfume também está diretamente ligada ao Ph e a oleosidade da pele. Em peles mais oleosas a fragrância dura mais tempo, em peles secas dura menos tempo, porém, o ideal é hidratar a pele com um creme da mesma fragrância do perfume ou utilizar um hidratante sem cheiro.

Sudorese

O perfume é exalado na medida em que a pele respira, portanto, quanto maior a transpiração, menor será a fixação da fragrância.

Clima

Quanto mais quente o clima, maior é a evolução das notas, por consequência, menor a fixação do perfume. Lembre-se de trocar de perfume nas diferentes estações do ano. No calor, a intensidade da fragrância aumenta, o que pede um perfume mais fresco e leve, como fragrâncias cítricas e florais. No inverno, invista em perfumes mais fortes, como fragrâncias orientais, de especiarias e amadeiradas.

Estresse

Acredite: é também é um fator que altera a fixação por conta dos hormônios que alteram o PH da pele.

Pontos estratégicos

Aplicar a fragrância nos lugares certos do corpo também auxilia em uma maior fixação, sendo estes pontos os de maior fluxo sanguíneo. Exemplo: atrás da orelha, pescoço (na nuca), nas costas da mão e nos pulsos, atrás dos joelhos, nas dobras do braço, região do umbigo, entre os seios, parte interna da coxa, clavícula e tornozelos.

Armazenamento

O ideal é guardar seus perfumes em local escuro e fresco, como, por exemplo, dentro do guarda-roupas, pois a tendência é a fragrância evaporar em temperaturas mais altas e cristalizar em temperaturas muito baixas.

UNIARAXÁ INFORMA:

 


LINK UNIARAXÁ : https://site.uniaraxa.edu.br/

Conheça os 10 maiores Atletas Influenciadores no Brasil

 


Enquanto as Olimpíadas transformam os atletas em deuses do Olimpo por um curto período de tempo, as redes sociais fazem de muitos os reis do pedaço quanto o tema é influência digital, muitas vezes mesmo após suas aposentadorias. Jogadores de vôlei, estrelas do surf, campeões de MMA e praticantes de muitos outros esportes disputam a atenção da audiência em temas que extrapolam o esporte. 

 

A lista divulgada hoje pelo prêmio iBest mostra quem são hoje os principais nomes entre os atletas que influenciam e engajam seguidores. A premiação seleciona os melhores do universo digital com um algoritmo que pesquisa e quantifica milhares de iniciativas, apontando matematicamente os destaques de cada categoria para definir os Top10 do país a cada ano. 

 

Top10

Confira os 10 maiores Atletas Influenciadores do universo digital brasileiro:

  • Anderson Silva
  • Arthur Nory
  • Bruno Rezende (Bruninho)
  • Falcão 12
  • Gabriel Medina
  • Jaqueline Carvalho (Jaque)
  • José Aldo Junior
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  • Marta 10
  • Natalia Guitler
  • Raquel Freestyle
Acesse o site para saber mais sobre cada finalista.

Os brasileiros irão consagrar quem é o melhor do Brasil em votação que se inicia hoje, em www.premioibest.com, e que vai até 29 de agosto.

 

Para Marcos Wettreich, CEO do iBest, o prêmio também cumpre a função de bússola do mercado ao apontar a direção do interesse do consumidor brasileiro. “O iBest funciona como uma certificação digital para os melhores do país, ancorando a escolha do grupo de finalistas a métricas de engajamento, alcance e relevância e permitindo que as mais significativas tenham a visibilidade e o reconhecimento que merecem”, complementa Wettreich. 

 

Recorde de votação e novidades

O crescimento de alcance da premiação ficou claro nas primeiras semanas deste ano, quando mais de três milhões de votos foram computados apenas na Fase Seleção, que indicou participantes para o Top10. 

 

Nesta edição, a penetração do prêmio também aumentou significativamente, expandindo de 50 para 81 categorias contempladas. Agora, o iBest também aponta as principais revelações em áreas como Música e Humor; melhores por estado e iniciativas ESG, com boas práticas ambientais, sociais e de diversidade, entre outros assuntos de importância no mundo digital.  Os vencedores serão anunciados em novembro. 

 

História

 

O iBest foi realizado pela primeira vez em 1995 e aconteceu até 2008, período em que foi não somente o maior prêmio da internet do Brasil, mas também do mundo. Em 2003, foi adquirido pela Brasil Telecom (atualmente Oi). Em 2020, Marcos Wettreich assumiu, novamente, o controle da marca e relançou a premiação, ampliada e focada em todo o universo digital.

Cartórios de Minas Gerais registram 1º semestre com mais óbitos e menos nascimentos da história

 



Nunca se morreu tanto e se nasceu tão pouco em um primeiro semestre como em 2021. Diferença entre nascimentos e óbitos é a menor já registrada desde o início da série histórica.

A pandemia da Covid-19 vem causando um profundo impacto nas estatísticas vitais da população mineira. Além das mais de 50 mil vítimas fatais atingidas pela doença, o novo coronavírus vem alterando a demografia de uma forma nunca vista desde o início da série histórica dos dados estatísticos dos Cartórios de Registro Civil de Minas Gerais, em 2003: nunca se morreu tanto e se nasceu tão pouco em um primeiro semestre como neste ano de 2021, resultando na menor diferença já vista entre nascimentos e óbitos nos primeiros seis meses do ano.

Os dados constam no Portal da Transparência do Registro Civil (https://transparencia.registrocivil.org.br/inicio), base de dados abastecida em tempo real pelos atos de nascimentos, casamentos e óbitos praticados pelos Cartórios de Registro Civil do País, administrada pela Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen-Brasil), cruzados com os dados históricos do estudo Estatísticas do Registro Civil, promovido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com base nos dados dos próprios cartórios brasileiros.

Em números absolutos os Cartórios mineiros registraram 103.181 óbitos até o final do mês de junho. O número, que já é o maior da história em um primeiro semestre, é 70,8% maior que a média histórica de óbitos no Estado, e 54,6% maior que os ocorridos no ano passado, com a pandemia já instalada há quatro meses no Estado. Já com relação a 2019, ano anterior à chegada da pandemia, o aumento no número de mortes foi de 59,4%.

Com relação aos nascimentos, Minas Gerais registrou o menor número de nascidos vivos em um primeiro semestre desde o início da série histórica em 2003. Até o final do mês de junho foram registrados 125.736 nascimentos, número 8,9% menor que a média de nascidos no Estado desde 2003, e 2,64% menor que no ano passado. Com relação à 2019, ano anterior à chegada da pandemia, o número de nascimentos caiu 6,76% em Minas Gerais.

O resultado da equação entre o maior número de óbitos da série histórica em um primeiro semestre versus o menor número de nascimentos da série no mesmo período é o menor crescimento vegetativo da população em um semestre no Estado, aproximando-se, como nunca antes, o número de nascimentos do número de óbitos. A diferença entre nascimentos e óbitos que sempre esteve na média de 77.605 mil nascimentos a mais, caiu para apenas 22.555 mil em 2021, uma redução de 70,9% na variação em relação à média histórica. Em relação a 2020, a queda foi de 63,8%, e em relação a 2019 foi de 67,8%.

"O Portal da Transparência vem sendo usado por toda a sociedade para ter um retrato fiel do que tem acontecido no Estado neste momento de pandemia", explica Gustavo Renato Fiscarelli, presidente da Arpen-Brasil. "Os números mostram claramente os impactos da doença em nossa sociedade e possibilitam que os gestores públicos possam planejar as diversas políticas sociais com base nos dados compilados pelos Cartórios", completa.

Natalidade e Casamentos

Embora não seja a regra, a série histórica do Registro Civil demonstra que o aumento no número de casamentos está diretamente ligado ao aumento da taxa de natalidade em Minas Gerais, o que deve fazer com que os nascimentos ainda demorem um pouco a serem retomados, já que no primeiro semestre de 2021 o Estado registrou o quarto menor número de casamentos desde o início da série histórica.

Embora 5% menor que a média histórica de casamentos no primeiro semestre em Minas Gerais, o número de matrimônios em 2021 mostra uma boa recuperação em relação às celebrações do ano passado, fortemente impactadas pela chegada da pandemia que adiou cerimônias civis em virtude dos protocolos de higiene necessários à contenção da doença. Até junho deste ano os Cartórios celebraram 43.039 casamentos civis, número 54,3% maior que os 27.899 matrimônios realizados no ano passado, mas ainda 0,7% menor que os 43.329 casamentos celebrados em 2019.

Sobre a Arpen-Brasil

Fundada em setembro de 1993, a Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen-Brasil) representa a classe dos Oficiais de Registro Civil de todo o País, que atendem a população em todos os estados brasileiros, realizando os principais atos da vida civil de uma pessoa: o registro de nascimento, o casamento e o óbito.