quinta-feira, 15 de julho de 2021

Livro escrito por araxaense que foi garçom de JK, traz histórias dos primeiros anos de Brasília




“O depoimento humano e sincero de um servidor discreto, arguto e fiel, que longe da Academia reescreve a história do Brasil contemporâneo.” É assim que Maria Estela Kubitschek Lopes, filha de Juscelino Kubitschek e Dona Sarah, descreve o livro Dutra — Memórias de um garçom de Juscelino, mordomo em Brasília, escrito por José Dutra Ferreira, antigo funcionário da Presidência da República à época da construção da capital federal. Falecido em 2014, aos 82 anos, o araxaense Dutra não viu o sonho das memórias publicadas ser realizado. A filha Jussara Dutra Izac, 60, e a viúva, Edna Maria Dutra, 83, deram continuidade ao desejo do garçom e lançaram o livro em parceria com a escritora e jornalista Rosalba Ribeiro da Matta Machado.

 



Testemunha da história, o próprio Dutra, que chegou a Brasília em 1957, dá, em uma das páginas, o tom de seu dever e a importância de seu ofício. “Trabalho duro e suave. Não sei se as pessoas compreendem o que eu digo. Mas é quando a gente trabalha e, ao encerrar, tem a sensação de que tudo saiu bem, que contribuímos e que o ambiente era feliz.” Igual orgulho é possível observar em uma entrevista que o mineiro de Araxá concedeu ao Correio Brasiliense, em 2009, ao falar sobre JK. “Ele não era um presidente. Era um amigo. Parecia da família. Tratava todo mundo com intimidade, sem cerimônia.” A costureira Edna Maria, que depois viria a ser telefonista da Novacap, chegou à nova capital dois anos após o marido. “Vivenciei tudo. Quer dizer, a primeira parte do livro não, porque ele estava solteiro ainda. Mas presenciei e participei de tudo o que ele narrou para a Rosalba”, relembra. “Esse livro representa nossa vitória e a glória do meu marido. Ele merecia muitos troféus desde aquela época, ainda mais um desses, que era o sonho dele. Ele morreu sem ser coroado com essa alegria”, lamenta a viúva, acrescentando que o livro é a trajetória da vida do casal com muito dos traços de Brasília. “É uma história muito interessante, e a leitura é cativante, porque o livro foi escrito de um jeito muito inteligente”, elogia Edna. No dia da inauguração da nova capital, tanto Dutra como a esposa trabalharam e não puderam acompanhar a cerimônia de perto. “Ele estava servindo no Palácio da Alvorada, e eu estava na Novacap, atendendo as ligações de gente do país todo querendo saber da inauguração. Eram três linhas e 50 ramais, os telefones não paravam de tocar. O serviço era contínuo, com uma chamada atrás da outra”, relembra. Com 400 páginas, 32 desenhos e 44 fotos, o livro reúne momentos importantes da história de Brasília e do Brasil, como a festa de inauguração da cidade e a renúncia do presidente Jânio Quadros, misturando relatos históricos e lembranças afetivas. “Valorizei a história dele. Era importante aproveitar o material, que era muito bom. Apresentei o Dutra e as histórias numa tessitura da construção de Brasília: em tudo que escrevi, sobre qualquer aspecto da construção, eu inseri o Dutra, nas lembranças, nas descrições, em tudo. O livro acabou sendo sobre ele, na ambientação da construção de Brasília”, relata a escritora Rosalba.





 Além de Dutra, da própria família e do clã Kubitschek, figuram nos relatos personagens que se destacam não apenas na história da nova capital, mas também do Brasil, como Darcy Ribeiro, Getúlio Vargas, Jânio Quadros, João Goulart e Tancredo Neves. É impossível não ligar a história de Brasília da trajetória pessoal do garçom. Inclusive, Jussara, a segunda filha do casal Edna e Dutra, foi a quarta criança a nascer na capital federal. O nome da menina foi dado em homenagem a Juscelino e Sarah, combinando as primeiras letras do presidente com o nome da primeira-dama. Jussara também é o nome da primeira mulher nascida em Brasília e da primeira neta de JK, filha de Maria Estela. Jussara Dutra é tão ligada à história da nova capital, que a ideia de compilar os relatos em um livro partiu dela. “Já tínhamos tentado fazer com ele gravando e alguém decupando depois, mas não tinha dado certo, por ser trabalhoso. Foi então que procuramos a Rosalba”, conta a filha. Devido à pandemia da covid-19, o lançamento presencial do livro ainda não pode ser feito, mas Jussara garante que, em momento oportuno, a estreia será comemorada. “Aproveitamos o gancho do aniversário de Brasília, mas temos muitos lugares para fazer o lançamento, falta só a data”, elenca a servidora pública e advogada aposentada.

 


FONTE:CORREIO BRAZILIENSE

Saiba quando é preciso fazer uma cirurgia laparoscópica

 


Alexandre Silva, médico especialista em ginecologia e obstetrícia, atenta mulheres para saúde íntima feminina


Os avanços tecnológicos na medicina trouxeram consigo grandes mudanças na área da cirurgia, tanto para os cirurgiões, quanto para as pacientes. À partir da década de 80 as cirurgias que eram realizadas através de grandes incisões (cortes), passaram a ter como opção uma técnica chamada de laparoscopia. 


A laparoscopia é uma técnica na qual são realizados pequenos cortes no corpo do paciente, sendo um mais comumente realizado dentro do umbigo, com cerca de 1cm, e mais dois ou três na parte mais baixa do abdome (no caso da ginecologia), que medem 0,5cm. Através dos pequenos cortes são passados pequenos tubos que permitem a passagem de uma microcâmera, de alta definição, e de pinças ou instrumentos necessários para a realização da cirurgia.


Nos dias de hoje, a cirurgia laparoscópica é utilizada por praticamente todas as especialidades cirúrgicas abdominais como: cirurgias do aparelho digestivo (vesícula biliar, baço ou apêndice, fígado, pâncreas) , cirurgia bariátrica, cirurgias oncológicas para retirada de tumores intestinais, cirurgias urológicas e cirurgias ginecológicas para doenças benignas e malignas.


Pioneiro na cirurgia laparoscópica, desde 1998, o médico Alexandre Silva e Silva, especialista em ginecologia e obstetrícia, primeiro fala em quais situações a operação é sugerida. "A laparoscopia pode ser realizada em pacientes com diagnóstico de miomas uterinos, na endometriose, na remoção de cistos ovarianos, nas gestações tubárias (ectópicas), em doenças inflamatórias do aparelho reprodutor feminino (abscessos tubo-ovarianos), nos defeitos do assoalho pélvico (cirurgias para correção de prolapso, quando o útero desce e sai para fora da vagina) e incontinência urinário (incapacidade de controlar o ato de urinar); em casos de câncer de corpo uterino (câncer de endométrio), entre outras indicações”.


O médico também ressalta que as vantagens da cirurgia incluem o menor risco de infecção de parede abdominal, cicatrizes menos evidentes, menor custo com medicações, menor tempo de internação hospitalar com alta precoce e melhor recuperação pós-operatória, proporcionando que a paciente retorne às suas atividades diárias com mais rapidez.


Tempo de repouso


O período de internação das pacientes gira em torno de 24h nos casos em que não são realizadas remoções de partes do intestino, quando esse período pode estender-se por mais 3 a 5 dias. Após a alta, a paciente é encaminhada para casa, onde é recomendado um repouso relativo, durante o qual orienta-se não pegar peso, não realizar atividades do lar, porém não ficar deitada o tempo todo.


"Pequenas caminhadas em ambiente plano, sem subidas e descidas de escadas são muito bem vindos e proporcionam retomada da movimentação e funcionamento intestinal, assim como diminuem a incidência de tromboembolismo", explica o doutor.


O médico também acrescenta que não é necessário ter uma dieta especial. A paciente pode comer aquilo que tiver vontade, mas é aconselhável evitar alimentos que produzam gases intestinais, como por exemplo: feijão, ovos, repolho). A medicação anti-inflamatória pode ser indicada nesse período, assim como medicação para dor, se necessário. "Os antibióticos são administrados durante a cirurgia e não são necessários no pós-operatório, salvo nos casos em que o motivo da cirurgia era infeccioso", disse.


Em um período de 7 dias a paciente retorna ao consultório para avaliação e retirada de pontos e é comumente liberada para retornar às suas atividades do dia a dia, de acordo com o que ela mesma se sente confiante para fazer. “Normalmente com 7 dias liberamos as pacientes para voltar a dirigir”, finaliza o médico.


Mulheres, atente-se às principais situações e conheça os suas causas.


  1. Miomas uterinos: São tumores benignos que surgem no útero em mulheres em idade fértil, que causa intenso desconforto como hemorragia menstrual e intensas cólicas, de difícil controle. Dor no abdômen e menstruação abundante, que não melhoram com o uso de medicamentos, são os principais sintomas.


  1. Endometriose: É uma doença crônica que afeta mulheres em idade reprodutiva. Trata-se do crescimento do tecido endometrial fora do útero, em locais como os intestinos, ovários, trompas de falópio ou bexiga. Requer um diagnóstico médico e os sintomas mais comuns são dores e irregularidades menstruais.


  1. Gestações tubárias: É um tipo de gestação em que o óvulo fecundado deixa de migrar para o útero e se fixa nas tubas uterinas. Se o problema não for detectado, a trompa pode romper, sendo chamada de gravidez ectópica rota, e provocar uma hemorragia interna, o que pode ser fatal.


  1. Cistos ovarianos: É uma bolsa cheia de líquido que se forma dentro ou ao redor do ovário. A maioria dos cistos ovarianos não apresenta sintomas, mas em alguns casos, podem ocorrer irregularidades menstruais, dor durante a relação sexual ou funcionamento irregular do intestino.

UNIARAXÁ INFORMA:

 

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Diabéticos, saiba que praticar exercícios físicos são tão importantes quanto se medicar

 




Atividades regulares ajudam a controlar os níveis de açúcar no sangue, melhora o funcionamento do coração e do sistema respiratório


De acordo com o Atlas de 2019 da International Diabetes Federation (IDF), o Brasil ocupa o 5º lugar no ranking de países com o maior número de casos de diabetes, ficando atrás da China, Índia, Estados Unidos e Paquistão. Os dados também apontam que, do total de 16,8 milhões de brasileiros, 95 mil portam diabetes tipo 1.


Medicações e mudanças nos hábitos alimentares, embora sejam os principais tratamentos contra a doença, praticar exercícios físicos regulares também podem ser uma boa aliada. "Qualquer atividade física pode e deve ser praticada pelo paciente com diabetes, pois ajuda muito no controle da glicemia e assim será possível reduzir as doses de insulina ou das medicações", disse Bruna Manes Laudano, médica especializada em endocrinologia.


E o ideal é seguir as recomendações estabelecidas pela Organização Mundial da Saúde (OMS): praticar 150 minutos de exercícios semanais, intercalando entre treinos anaeróbicos (musculação) e aeróbicos (corrida, caminhada).


"Se o paciente estiver com a glicemia controlada, o exercício vai ajudar a manter o controle. Porém, se ela estiver descompensada, o paciente pode entrar em cetoacidose", alerta.


Não exagere nos treinos


Mencionado pela doutora Bruna, a cetoacidose diabética é um quadro de descompensação de diabetes por falta da ação de insulina, que se não tratado pode levar ao coma. Os sintomas incluem sede, micção frequente, náuseas, dor abdominal, fraqueza, hálito cetônico (odor característico, similar ao de frutas envelhecidas) e confusão mental.


Assim ela alerta os pacientes com diabetes tipo 1, pois eles "devem ter mais cuidado com a hipoglicemia, que pode aumentar durante o treino. Então eles devem sempre avaliar a glicose no pré-treino e se alimentar corretamente para praticar a atividade física", ressaltou.


*Observações*: NÃO podem realizar qualquer atividade física os pacientes com glicemia maior que 250NG/DL e que apresentem sinais de cetose, e indivíduos o qual a glicemia for maior que 300NG/DL, seja com ou sem cetose.


Sobre Bruna Manes


Formada em medicina a exemplo do pai, a doutora Bruna Manes atua em duas clínicas - em Volta Redonda (RJ), cidade onde mora com o marido e outra no bairro Leblon, no Rio de Janeiro - nos dois espaços ela oferece tratamento para a obesidade, reposição hormonal de mulheres na menopausa e homens na andropausa, hipertrofia de pacientes que desejam o aumento de massa muscular, além de vários outros procedimentos com protocolos injetáveis, como reposição de vitaminas, hormônios, tratamento para doenças autoimunes, entre outros.

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Joelhos são afetados pelo ganho de peso durante a pandemia

 



O isolamento social, embora de suma importância para conter a disseminação do coronavírus, teve muitos impactos negativos na saúde da população. Um desses prejuízos foi o ganho de peso. Isso porque os quilos extras podem levar a lesões nos joelhos.
 
Para se ter uma ideia, cada quilo a mais na balança representa uma sobrecarga de 8 kg para os joelhos. Uma pesquisa realizada pelo Nupens (Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde da USP), apontou que 20% da população engordou, no mínimo, 2kg durante a pandemia.
 
Portanto, o risco de desenvolver problemas nos joelhos aumentou bastante em quem viu os ponteiros da balança subirem desde março de 2020.
 
Obesidade e dor no joelho: tudo a ver
 
Segundo a fisioterapeuta Walkíria Brunetti, especialista em Pilates e RPG, muitos estudos ao longo dos anos mostraram que a obesidade é uma das causas mais prevalentes das patologias que afetam os joelhos. Uma das condições mais comuns é a condromalácia patelar.
 
Dados da Sociedade Americana de Ortopedia, apontam que cerca de 40% dos problemas nos joelhos estão associados ao desgaste da cartilagem patelar.
 
O que é condromalácia patelar?

“A condromalácia patelar se caracteriza pelo amolecimento seguido da fragmentação da cartilagem articular. Isso ocorre como resultado de mudanças no mecanismo de extensão dos joelhos. Basicamente, a patela começa a deslizar lateralmente em vez de deslizar para cima e para baixo”, explica Walkíria.
 
É importante explicar que patela é nome médico que se dá, atualmente, para a rótula. A patela é um dos ossos que formam a articulação dos joelhos. Esse osso possui duas importantes funções. A flexão e a extensão dos joelhos.
 
“Vale ressaltar que a patela que previne o atrito da musculatura do joelho com o fêmur, por meio do movimento do deslize. Um bom exemplo é que podemos senti-la ir e voltar quando dobramos as pernas”, cita Walkíria.
 
Por que o peso extra é perigoso?

O sobrepeso e a obesidade alteram a biomecânica do joelho. Isso quer dizer que o peso extra pode alterar o escorregamento da patela.
  
“Caso isso ocorra, haverá um atrito da cartilagem patelar com a cartilagem interna do fêmur. Com o tempo, instale-se um processo de degeneração articular”, comenta a especialista.
 
Elas sofrem mais

As mulheres costumam ser mais afetadas que os homens devido à estrutura óssea do quadril feminino. Os outros fatores de risco são esportes de alto impacto, como treinos de crossfit e corridas.
 
"O segredo para os atletas e para aqueles que praticam atividades físicas mais intensas, é o fortalecimento da musculatura dos membros inferiores, de acordo com Walkíria.
 
Sobe e desce

“Um sinal de alerta para a condromalácia patelar é a dor no joelho no momento de subir ou de descer escadas. Dor ao levantar-se de assentos ou para agachar-se também é uma manifestação comum”, relata a fisioterapeuta. 
 
Tratamento deve ser precoce

Além da dor e da redução da capacidade funcional dos joelhos, a condromalácia não tratada pode evoluir para uma osteoartrose prematura. A pior consequência, portanto, é a necessidade de colocação de uma prótese no joelho. A doença também reduz a mobilidade e a independência de forma precoce.
 
“Infelizmente, a lesão na cartilagem é definitiva. Por isso, é fundamental que quando a pessoa notar que o joelho dói nessas situações que falamos, procure um médico e, posteriormente, inicie um trabalho de fortalecimento músculos estabilizadores da patela’, reforça Walkíria.
 
Fisioterapia é a primeira escolha

Antes de fortalecer os músculos dos joelhos, é preciso tratar a dor. “Em geral, o paciente chega com muita dor. Para aliviar esse quadro, são usados aparelhos para analgesia e para reduzir o processo inflamatório”, diz.
 
O que poucas pessoas sabem, é que o tipo de pisada tem uma relação íntima com as dores nos joelhos. "Dependendo de como a pessoa pisa, ela pode sobrecarregar os joelhos. Isso também altera a biomecânica da articulação. “Portanto, eu também incluo no tratamento a correção da pisada”, comenta Walkíria.  
 
A especialista aponta que as sessões de fisioterapia precisam incluir a correção e a organização da pisada para que a articulação volte ao seu equilíbrio. “A correção da pisada é feita com alongamento da fáscia plantar, da parte da frente das coxas e da parte posterior do joelho”.
 
Sem dúvidas, o tratamento também deve ter como foco a educação do paciente no sentido da mudança de hábitos, como perder o peso excedente e adotar posturas corretas para não prejudicar os joelhos.
 
“Entretanto, para quem já desenvolveu a condromalácia, é importante uma avaliação do risco benefício de realizar esportes que podem agravar o quadro, como as corridas e o crossfit”, finaliza Walkíria.
           

Paralisia Cerebral: o que é, características e tratamentos

 

Uma das deficiências mais comuns na infância ela tem tratamento e melhora na qualidade de vida

 

A Paralisia Cerebral (PC), é considera a deficiência mais comum da infância, e é caracterizada por alterações neurológicas permanentes que afetam o desenvolvimento motor e cognitivo, envolvendo o movimento e a postura do corpo e é claro, afetando o dia a dia do portador. Além disso, a desordem motora na paralisia cerebral pode ser acompanhada por distúrbios sensoriais, perceptivos, cognitivos, de comunicação e comportamental, por epilepsia e por problemas musculoesqueléticos secundários.

 

Mas como isso acontece? Segundo a fisioterapeuta do Centro de Excelência em Recuperação Neurológica (CERNE), Pâmella Kherolym do Carmo, a paralisia pode ser causada por uma lesão cerebral durante a gestação ou no nascimento, mas também pode ocorrer após, nesse caso a paralisia é causada por alguma lesão cerebral nos primeiros meses ou anos de vida. Pessoas com paralisia cerebral podem ser classificadas, de acordo com a característica clínica mais dominante: espástico, discinético e atáxico.

 

Quais as diferenças? A paralisia cerebral espástica é caracterizada pela presença de tônus elevado (aumento dos reflexos miotáticos, clônus, reflexo cutâneo plantar em extensão – sinal de Babinski). Já a paralisia cerebral discinética é caracterizada por movimentos atípicos mais evidentes quando o paciente produz movimentos e posturas atípicos; engloba a distonia (tônus muscular muito variável desencadeado pelo movimento) e a coreoatetose (tônus instável, com a presença de movimentos involuntários e movimentação associada).

 

Quanto a  paralisia cerebral atáxica ela é caracterizada por um distúrbio da coordenação dos movimentos em razão da dissinergia, apresentando, usualmente, uma marcha com aumento da base de sustentação e tremor; e é ocasionada por uma disfunção no cerebelo. Ainda segundo Pâmela, crianças podem apresentar ainda a chamada paralisia hipotonia, que é a diminuição do tônus muscular, caracterizado pela falta de alinhamento postural devido à dificuldade de estabilização proximal.

 


Pessoas com paralisia cerebral, assim como qualquer outra condição de saúde, necessitam de uma rede de cuidados. “Quanto menor o tempo para iniciar a estimulação e tratamento, maiores serão as chances de aproveitamento da plasticidade cerebral e menores os atrasos do desenvolvimento, melhorando a qualidade de vida do paciente e evitando o aparecimento ou a progressão de deformidades”, esclarece a especialista. Atualmente existem vários tratamentos indicados para paralisia cerebral: Fisioterapia Neurofuncional; Bobath; Cuevas Medek Exercises® (CME®); Pediasuit. O uso de cada um deles vai depender da avaliação.

 

Sobre o Centro de Excelência em Recuperação Neurológica (CERNE)

Fundado no ano de 2016 por Canrobert Krueger e Mariana de Carvalho, a clínica é referência no atendimento a pacientes com danos neurológicos. O CERNE possui equipe especializada em diversas áreas, como: Fisioterapia, Fonoaudiologia, Musicoterapia, Neuromodulação e Terapia Ocupacional. O diferencial da clínica está nos métodos de tratamento avançados, como Theratogs, PediaSuit, Bobath, Integração Sensorial, Contensão Induzida, ABA, DENVER, além da chegada do primeiro tratamento através da Neuromodulação ao sul do país. Para mais informações, acesse o site www.clinicacerne.con.br ou as redes sociais Facebook https://www.facebook.com/cerneoficial e Instagram https://www.instagram.com/cerne.oficial/