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quarta-feira, 22 de setembro de 2021
Araxá recebe exposição sobre a trajetória de Agripa Vasconcelos, autor de "Vida em Flor de Dona Beja"
Do romance das
páginas dos livros para o cenário que inspirou o autor. Araxá recebe a
exposição "Trajetória de Agripa Vasconcelos, o romancista das
Gerais", que traz um pouco da história do escritor mineiro, em alusão aos
125 anos do seu nascimento. O lançamento da exposição aconteceu na noite da
última segunda-feira (21), no Teatro Municipal.
Autor de
"Sagas do País das Gerais", Agripa deu vida a personagens importantes
da história mineira, como Chica da Silva, Chico Rei e Dona Beja. De acordo com
a sua neta Mara Vasconcelos, que faz parte da curadoria, a exposição já
percorreu outras cidades mineiras que serviram de base para que ele escrevesse
seus romances.
"Naturalmente,
Araxá não poderia ficar de fora por causa da Dona Beja. O livro (A Vida em Flor
de Dona Beja, 1957) que relata sobre o ciclo do povoamento e a história da Anna
Jacintha de São José, ficou famoso até mesmo fora do Brasil. Isso aconteceu
principalmente após a adaptação do romance para a teledramaturgia, com a novela
que foi ao ar em 1986 pela Rede Manchete", explica Mara.
A presidente da
Fundação Cultural Calmon Barreto, Cynthia Verçosa, destaca que a coleção de
painéis já esteve exposta na cidade de Pompéu, na capital Belo Horizonte e
agora em Araxá, no hall do Teatro Municipal, com entrada gratuita, até o dia 7
de outubro.
"É uma grande
honra receber essa exposição em nossa cidade. Principalmente por se tratar de
um autor que dedicou sua obra a momentos históricos que passam em Araxá. É uma
forma de valorizar não só nossa cultura e história local, como também quem
contribui para que seja escrita", destaca Cynthia.
Inscrições abertas para o Mutirão ‘Direito a Ter Pai 2021’ da Defensoria Pública de Minas Gerais
Iniciativa anual da DPMG busca o exercício do direito à paternidade, além de fomentar a estruturação da família, principal referência na formação de vínculos de afetividade, sociabilidade e identidade das crianças. O Mutirão já realizou quase 60 mil atendimentos, desde sua primeira edição, em 2011
A Defensoria Pública de Minas Gerais (DPMG) está com inscrições abertas para o Mutirão “Direito a Ter Pai 2021”.
Quem quiser participar deve ficar atento ao período de inscrição, que vai de 20/9 a 22/10.
Belo Horizonte e mais 55 unidades no interior do estado participam da iniciativa. Devido à pandemia de Covid-19, em algumas unidades as inscrições e o atendimento do Mutirão serão realizados de forma remota e, em outras, presencialmente.
Veja abaixo as unidades do interior participantes e os canais para inscrição disponibilizados por cada uma.
Esta é a 9ª edição estadual do mutirão de reconhecimento de paternidade/maternidade, promovido anualmente pela Defensoria Pública mineira.
Todo o serviço é gratuito e contempla exames de DNA e reconhecimento espontâneo de paternidade e maternidade. Para participar do mutirão, o solicitante deverá comprovar a ausência do nome do pai ou da mãe na certidão de nascimento.
Filiação: direito personalíssimo, imprescritível e fundamental
O drama de não conhecer e não ser reconhecido pelo pai, que implica quase sempre em não receber nenhum tipo de assistência financeira, educativa ou afetiva, é uma realidade para muitos brasileiros.
Dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), com base no último Censo Escolar, de 2013, apontam que 5,5 milhões de crianças brasileiras estão sem o nome do pai na certidão de nascimento.
Em Minas Gerais, segundo a Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen-Brasil), mais de sete mil bebês que nasceram neste ano não têm pai na certidão.
Os números são expressivos e nos convidam a refletir sobre as consequências dessa omissão, que podem ser severas.
A paternidade/ maternidade é mais que fundamental para cada um de nós. Ela é fundante do sujeito. A estruturação psíquica dos sujeitos se faz e se determina a partir da relação que ele tem com seus pais.
A figura paterna está vinculada à disciplina e ao estabelecimento de limites. E, embora a violência sofrida e praticada por jovens tenha causas multifacetadas, alguns estudos relacionam a ausência paterna com criminalidade e desenvolvimento de jovens infratores.
Alguns estudos na área da psicologia revelam que os jovens buscam no pai um modelo para se identificar. Na falta deste, os jovens podem buscar outros modelos para preencher esse vazio e, nessa procura, existe a possibilidade de não encontrarem ou não utilizarem modelos propriamente exemplares.
Segundo a coordenadora técnica do Centro Psicossocial da DPMG, psicóloga Luciana Raquel Azevedo Gama, “a figura paterna é importante para introjeção das regras e comportamentos sociais, estabelecimento de limites e educação da criança. Sua ausência poderá influenciar negativamente nas relações, uma vez que é fator essencial para a construção dos vínculos afetivos e sociais da criança, que pode apresentar dificuldades de adaptação às regras sociais e nos relacionamentos interpessoais, da infância à vida adulta”.
O registro de nascimento com o nome do pai é importante e definitivo e faz com que a criança, o adolescente ou o adulto tenha a sensação de cidadania, de pertencimento, e, nesse sentido, contribui para estancar a espiral da desarticulação familiar que pode levar a consequências graves, como a criminalidade e a gravidez na adolescência.
O direito à paternidade é garantido pelo artigo 226, § 7º, da Constituição da República, e pelo (ECA) Estatuto da Criança e do Adolescente.
É importante que pais e mães tenham em mente que ter o nome do pai na certidão de nascimento é um direito da criança e do adulto, que possibilita uma série de benefícios e exercício de direitos, como pensão alimentícia, herança, inclusão em plano de saúde, previdência; além de contribuir para o bom desenvolvimento psicológico e social dessas pessoas.
Mutirão “Direito a Ter Pai”
Os interessados em participar devem encaminhar a documentação necessária diretamente para a unidade da DPMG de sua cidade, pelos canais digitais ou presencialmente, conforme disponibilizado por cada unidade.
Documentação necessária
– Certidão de nascimento daquele que pretende ser reconhecido, sem o nome do pai ou da mãe na certidão de nascimento
– Documento pessoal com foto
– Comprovante de endereço
– Documento pessoal do representante legal, no caso de requerente menor
– Nome, número de telefone e endereço do suposto pai
Síndrome do túnel do carpo está entre as principais causas de afastamento do trabalho
Em 2020, mais de 17 mil pessoas foram afastadas; SBCM explica problema e prevenção
Um dos principais problemas de saúde que afastaram as pessoas de suas atividades trabalhistas em 2020 foi a Síndrome do Túnel do Carpo, segundo dados do Ministério do Trabalho e Previdência. No ano passado, a questão resultou em 17.355 benefícios concedidos pelo INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). A Pasta não informou o número de afastamentos referentes à 2021.
A síndrome do túnel do carpo surge a partir da compressão do nervo mediano, que passa dentro de uma estrutura chamada túnel do carpo. “Esse nervo mediano controla a sensibilidade da palma dos dedos da mão, exceto do dedo mínimo, e manda impulsos para os músculos que mexem o polegar”, explica o presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia da Mão (SBCM), Henrique de Barros Pinto Netto.
Entre as causas, estão atividades por esforço repetitivo, além de doenças preexistentes, como a artrite reumatoide, diabetes, hipotireoidismo e obesidade. Por questões hormonais, as gestantes também podem desenvolver o problema.
Alguns dos sintomas da síndrome são sensação de formigamento, dormência e dor nas mãos, em especial nos dedos indicador, anelar e médio. “A evolução da síndrome dificulta manipular estruturas pequenas e executar tarefas simples, como pregar um botão, enfiar linha em uma agulha, segurar e pegar objetos, amarrar os sapatos e até dificuldade de distinguir o quente do frio”, exemplifica o médico.
Netto ressalta que quanto mais cedo for diagnosticado e iniciado o tratamento, menores são as chances de precisar operar. “O tratamento pode ser feito com fisioterapia, uso de medicamentos prescritos por um especialista em cirurgia da mão e por uso de tala para imobilizar o punho, principalmente durante a noite. Esgotadas as possibilidades de tratamento clínico, é indicada a cirurgia”, fala.
O presidente da SBCM ressalta a importância da prevenção, para que os trabalhadores não fiquem inaptos de suas funções. “Uma prática que auxilia na prevenção é fazer algumas pausas durante uma tarefa que exija movimentos recorrentes, para descansar a mão”, diz. “E importante lembrar que, ao sentir dor ou algum desconforto, não deve ser feito o uso de medicamentos sem prescrição médica. Procure um especialista que fará o diagnóstico correto e indicar o melhor tratamento”, conclui.
Sobre a Sociedade Brasileira de Cirurgia de Mão
A SBCM (Sociedade Brasileira de Cirurgia de Mão), fundada em 1959, congrega médicos especialistas em Cirurgia da Mão e Reconstrutiva do Membro Superior. A instituição promove a formação de profissionais, além de fornecer condições para atualização permanente, sob a forma de ensino, pesquisa, educação continuada, desenvolvimento cultural e defesa profissional.
Mais informações em http://www.cirurgiadamao.org.br/








