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Em assembleia geral
extraordinária realizada no dia 23 de setembro, a Academia Araxaense de Letras
elegeu seus novos integrantes. No processo seletivo aberto por meio de um
edital, foram sete candidatos inscritos para três vagas. Foram eleitos os
escritores Dr. José Aparecido Fausto de Oliveira que é juiz de direito, o
advogado Dr. Bruno Barbosa Borges e o jornalista César Campos.
Para o presidente da Academia,
Luiz Humberto França, a entrada de novos acadêmicos é sempre animadora. “É uma
forma de manter viva a Academia, fortalecendo, valorizando quem já está e
trazendo novas ideias para o grupo. ”
A posse dos novos acadêmicos está
prevista para outubro em data ainda a ser definida.
HISTÓRICO DOS ELEITOS
BRUNO BARBOSA BORGES
Autor
dos livros Justiça de Transição: A transição inconclusa e suas consequências na
democracia brasileira e O Controle de Convencionalidade no Sistema
Interamericano: entre o conflito e o diálogo de jurisdições. Possui artigos
publicados em periódicos e em jornais. É doutor em direito constitucional,
mestre e consultor em Direitos Humanos.
Foi
Membro colaborador do Centro de Estudos em Direito da União Europeia da
Universidade do Minho, em Portugal. Professor da Escola Nacional de Formação e
Aperfeiçoamento de Magistrados e do Centro Universitário do Planalto de Araxá e
presidente da Comissão de Direitos Humanos da 33ª Subseção da OAB/MG - Araxá.
CÉSAR CAMPOS
Colunista do jornal Correio de Araxá e repórter da TV
integração. Publicou em 2006, o livro Nora Por Quem Tem Fé, uma biografia sobre
Tia Nora. E lança este ano a trilogia PAN DE MIA- série de três livros infantis
ilustrados, que explica para as crianças de uma forma didática o impacto do
coronavirus nas nossas vidas.
É jornalista pós-graduado em Gestão de Pessoas e Projetos
Sociais possui especialização em reportagem e edição. É embaixador do FLIARAXÁ
e integra o time de mediadores desde a primeira edição, também é mediador do
projeto Sempre Um Papo, que reúne escritores para um contato mais próximo com
seus leitores.
JOSÉ
APARECIDO FAUSTO DE OLIVEIRA (DR. FAUSTO)
É poeta, colunista do jornal Correio de Araxá onde
semanalmente apresenta textos literários. Possui diversos artigos publicados em
periódicos. É graduado em direito sendo
Juiz de Direito em Araxá. Tem experiência na área tendo atuado como advogado,
defensor público, procurador do estado e professor universitário.
Tem obras publicadas na
Revista MagisCultura e participou da 12ª Semana da Poesia no Fórum Lafayette.
oda doença que surge na humanidade se torna alvo de uma série de estudos da comunidade científica. Além de entenderem os efeitos que aquela enfermidade pode causar, os especialistas também buscam encontrar maneiras de evitar que aquele mal assole novamente a humanidade.
Recentemente a professora da Universidade da Pensilvânia, Susan Weiss, participou de uma sessão plenária na AAIC 2021 e afirmou que muito do que se sabe sobre o coronavírus foi aprendido nas décadas de 1980 e 1990, quando um grupo relativamente pequeno de pesquisadores interessados naquele tipo de vírus descreveu sua biologia básica. Os dados apresentados pela cientista foram divulgados em publicações internacionais, dentre elas o Centro de Pesquisas e Análises Heráclito (CPAH), onde detalhes mostram como este tema já tem recebido muita atenção dos especialistas de todo o mundo.
Segundo a professora Weiss, o interesse dos pesquisadores aumentou após 2002 com o primeiro grande surto de doença respiratória por coronavírus em humanos, lançando a era dos coronavírus humanos patogênicos. Naquela época, o surto não teve o mesmo alcance de contaminação nem de mortalidade como tem se observado agora com a Covid-19. Para se ter ideia, o surto daquele ano foi transmitido de morcegos para civetas e de civetas para humanos. Ele durou cerca de oito meses e limitou-se principalmente à China e Hong Kong. A taxa de mortalidade foi baixa (10%)
Para os próximos anos, ela recomenda caminhos para evitar novas pandemias: “Desenvolver terapias antivirais para pan-coronavírus para que estejam prontas para surtos futuros e enquanto aguardamos novas vacinas, dar continuidade ao desenvolvimento de vacinas, incluindo vacinas contra pan-coronavírus e Identificar e descrever outros vírus encontrados em morcegos e outras espécies”.
Quem concorda com ela é o PhD, neurocientista, psicanalista e biólogo Fabiano
de Abreu: “Aprendemos muito com a Covid-19, mas não o suficiente. Precaver é um
ótimo método, mas precisamos internacionalizar mais a ciência. Há laboratórios
clandestinos, outros que não podemos ter acesso. Há um controle do governo de
alguns países que dificulta. Também há uma banalização de estudos pelo
preconceito de onde são publicados e poderiam ser úteis. E há uma hegemonia de
institutos que não abrem espaço para estudos dos que são de fora”, completou.
O mundo da moda é marcado por elegância, luxo e sofisticação. Mesmo assim, é necessário considerar que, como qualquer outro, este é marcado por alguns problemas. Neste mês, em que se comemora o Setembro Amarelo, a preocupação com a saúde mental se intensifica.
Segundo o modelo internacional Valmor Becker, a busca por padrões de beleza é a principal responsável pelo desenvolvimento de transtornos psicológicos e alimentares.
“Alcançar o padrão de beleza valorizado pelo mundo da moda traz prejuízos para os profissionais, especialmente no que se refere ao desenvolvimento de transtornos alimentares. Por outro lado, é importante ressaltar que esse cenário tem se tornado cada vez menos comum, uma vez que a diversidade e a representatividade têm aumentado”, explica.
Becker conta que nunca desenvolveu um transtorno alimentar, mas que essa não é a realidade de muitos. “Sempre comi muito bem, apesar da profissão, mas existem modelos que ou deixam de comer ou seguem dietas radicais. Ambos trazem prejuízos não só para a saúde física, mas também para a saúde mental e emocional”, aponta.
Segundo o CFP (Conselho Federal de Psicologia), existe uma série de transtornos alimentares. Contudo, os mais comuns são a anorexia e a bulimia.
“A anorexia consiste na restrição do consumo de alimentos considerados calóricos. O grande problema é que, com o tempo, as pessoas restringem muito sua alimentação, o que traz sérios riscos à saúde. Ao mesmo tempo, é necessário destacar que o indivíduo desenvolve uma visão distorcida de seu corpo, o que o leva a acreditar que ainda está acima do peso”, explica o modelo.
Já a bulimia é formada por dois momentos: o primeiro, que é caracterizado pela compulsão alimentar exagerada, e o segundo, no qual a pessoa se sente culpada e incomodada por ter comido tanto e, com isso, encontra uma forma de eliminar as calorias ingeridas.
“Na bulimia, o método mais comum usado para eliminar as calorias é a indução do vômito, mas existem outros. Muitos subestimam a bulimia, mas, com o tempo, o transtorno pode se agravar e, assim como a anorexia, pode trazer sérias complicações”, aponta Becker.
Para o modelo, a boa notícia é que, cada vez mais, essa realidade tem sido superada. “Com a mudança dos padrões de beleza e do aumento da diversidade no mundo da moda, tenho certeza de que os transtornos alimentares – bem como os psicológicos – serão menos comuns”, finaliza o modelo internacional.
Professor de ciências biológicas explica os significados das variantes de preocupação e interesse, e também tira as principais dúvidas em relação às nomenclaturas
Muitas dúvidas surgem desde o início da pandemia da Covid-19. Após termos técnicos como variantes, mutações e cepas virem à tona, pode parecer cada vez mais difícil entender como um vírus funciona no corpo humano e como é possível se proteger dele. Os novos casos da variante Mu confirmados no Brasil e a velocidade do aumento de casos da Delta também preocupam em relação ao controle da pandemia no país, já que o avanço da vacinação têm contribuído com a queda de casos mais graves, internações e óbitos.
Para ajudar a entender melhor o assunto, o diretor científico do laboratório de biotecnologia DNA Consult e professor na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), Euclides Matheucci, Jr., tirou as principais dúvidas sobre situação atual e as diferenças de cada tipo de variante. Confira:
Afinal, o que são variantes?
Segundo o especialista é tudo parte da versão original do vírus. “Podemos dizer que uma variante é a nova versão de um vírus após ele sofrer uma mutação ao replicar nas células. Com isso sua composição genética se altera e não é mais idêntica à primeira versão dele”, explica.
Qual a diferença entre mutação e variante?
O professor explica que as variantes surgem a partir das mutações. “Como explicado anteriormente, uma mutação é o processo de mudança que o vírus sofre após se replicar nas células e estas alterações acabam sendo esperadas com a sua disseminação. A partir desta mutação, surgem as novas variantes que tem um código genético diferente do vírus original, como se fossem novos vírus”, esclarece.
Qual a diferença entre uma variante de interesse e uma variante de preocupação?
Como forma de controle da pandemia, a Organização Mundial da Saúde (OMS) estabeleceu categorizações para as variantes do vírus SARS-CoV-2 que estão circulando pelo mundo, são elas: Variantes de Preocupação (VOC), do termo em inglês Variants of Concern, e Variantes de Interesse (VOI), em inglês Variants of Interest. “Essa classificação serve para que a população consiga entender as características de cada variante. Nem sempre uma nova variante apresenta mais riscos, mas é preciso entender suas diferenças e para isso existe o acompanhamento científico com o sequenciamento genético”, afirma Euclides.
“Dessa forma, segundo a classificação da OMS, as Variantes de Preocupação são aquelas que podem contribuir com o aumento da transmissão e possuem uma alteração considerada prejudicial para o controle epidemiológico. Elas podem ainda apresentar uma mudança do quadro clínico viral ou até mesmo demonstrar resistência às medidas sanitárias de controle, como terapias e vacinas”, explica.
“Já as Variantes de Interesse são aquelas que apresentam mudanças genéticas no vírus original e causam transmissão comunitária com muitos casos ou agrupamentos, ou até mesmo podem ter sido identificadas em vários países”, completa Euclides.
De acordo com o monitoramento da OMS, atualmente existem quatro Variantes de Preocupação (VOC):
- Alpha (B.1.1.7), identificada no Reino Unido
- Beta (B.1.351), identificada na África do Sul
- Gama (P.1), identificada no Brasil
- Delta (B.1.617.2), identificada na Índia
Já as Variantes de Interesse (VOI) somam cinco no total:
- Eta (B.1.525), identificada em vários países
- Iota (B.1.526), identificada nos Estados Unidos
- Kappa (B.1.617.1), identificada na Índia
- Lambda (C.37), identificada no Peru
- Mu (B.1.621), identificada na Colômbia
Recentemente, novos casos da variante Mu foram confirmados no Brasil e o receio se a nova mutação pode ser imune a vacina se tornou uma incógnita. Para Euclides, por enquanto não há respostas conclusivas, uma vez que é necessário acompanhar o monitoramento científico. “A variante Mu, assim como as outras variantes, está sendo acompanhada constantemente pelos órgãos científicos. Não podemos nos precipitar em temer uma variante mais do que outra. O recomendado ainda é continuar seguindo as normas de distanciamento, o uso de máscaras e realizar a higiene contínua das mãos. Apesar do avanço da vacinação, a pandemia ainda não acabou e o risco de se contaminar ainda é grande”, finaliza Matheucci.
Sobre a DNA Consult
A DNA Consult é uma empresa de biotecnologia que trabalha com genética molecular, criada em 1998 na cidade de São Carlos-SP. A partir de resultados das análises genéticas oferecidas, é possível identificar a condição clínica do paciente e oferecer tratamentos específicos, além de contribuir para a prevenção de doenças. Para atuar, a empresa possui todas as certificações e habilitações da ANVISA, Vigilância Sanitária e Instituto Adolfo Lutz.
Mais informações em www.dnaconsult.com.br