Araxá vai sediar entre os dias 4 e 7 de novembro
o concurso internacional de queijos. O evento integra a programação da
ExpoQueijo Brasil – International Cheese, que será realizada em Araxá.
A expectativa é a de que mais de 800 queijos de 14
países produtores sejam julgados por especialistas nacionais e internacionais,
que vão apontar qual região produz os melhores queijos do mundo.
“O concurso colabora para melhorar as características
sensoriais e premia, em cada categoria, o concorrente que apresentar os
melhores resultados em função dos vários atributos avaliados por especialistas
de reconhecimento internacional”, afirma Maricell Hussein, organizadora do
evento.
As
inscrições para o concurso, que tem o apoio da Secretaria de Estado de
Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), já estão abertas e podem ser
feitas até o dia 10 de outubro pela internet. O produtor interessado deve
acessar o site do evento www.expoqueijobrasil.com.br e preencher a
ficha de inscrição com os detalhes do produto.
“O formulário é altamente intuitivo e, por meio das
informações repassadas, o próprio site já vai inserir o queijo na categoria
adequada”, explica Élvio Rocha, organizador do concurso.
As categorias variam de acordo com a matriz leiteira
(vaca, búfala, cabra e ovelha) e as tecnologias queijeiras. Independente do
tipo de queijo, a taxa de inscrição é R$ 50 e permite que o produtor inscreva
seus produtos em até três categorias. Há descontos para quem antecipar a
inscrição.
A participação no concurso só é aceita caso o produtor
esteja em dia com registros dos Serviços de Inspeção Municipal (SIM), Estadual
(SIE), Federal (SIF), e também o Sisbi (equivalência) ou Selo Arte, para
produtos artesanais. Os queijos provenientes dos outros países seguirão as
normas determinadas pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento
(Mapa) para entrarem em território brasileiro. As regras para envio também
podem ser encontradas no site.
Julgamento
A curadoria do concurso será realizada pela
Organização Nacional de Provadores de Queijo (Onaf), com sede na Itália. A Onaf
é reconhecida internacionalmente pela formação de provadores por meio de um
método codificado e é referência mundial no trabalho de valorização dos queijos
e preservação do sabor.
“Cada equipe de julgamento terá três membros e contará
com, ao menos, um jurado técnico. Todos passarão por um treinamento ministrado
pela Onaf, com três etapas. Este treinamento tem o objetivo de atualizar e
treinar todos os envolvidos”, ressalta Rocha.
Expoqueijo
Brasil
A ExpoQueijo Brasil 2021 - International Cheese será
realizada de 4 a 7/11. A organização promete uma edição cheia de novidades.
O evento será realizado no Tauá Grande Hotel e Termas
de Araxá, terá 200 estandes para exposição de produtos e patrocinadores, praça
de alimentação com espaço para restaurantes e food trucks, espaço kids, área
para apresentações culturais e espaço para oficinas e treinamentos.
Uma estrutura para receber com conforto os 50 mil
visitantes esperados, além de expositores nacionais e internacionais e toda a
cadeia produtiva do queijo.
No interior do hotel também serão disponibilizadas
salas para cursos e palestras, área para imprensa especializada, salões para
realização do Concurso Internacional do Queijo e jantar de premiação para
produtores, autoridades convidadas e compradores de queijo.
O governo de Minas é apoiador do evento, por meio da
Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa). Também
são parceiros o Sebrae-MG, o Sistema Faemg (Federação da Agricultura e Pecuária
do Estado de Minas Gerais), Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do
Estado de Minas Gerais (Emater-MG), Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas
Gerais (Epamig), Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), Aqmara e Prefeitura
de Araxá.
O
queijo de Minas
Um dos produtos agropecuários mais característicos do
estado, seja pelo seu valor econômico, social, alimentar, histórico, cultural e
tradicional, o queijo gera renda e ocupação para cerca de 30 mil famílias de
todas as regiões do estado. Juntas, elas produzem aproximadamente 85 mil
toneladas do produto ao ano.
A importância na representação da tradição e da
cultura de Minas Gerais é tão significativa que o queijo teve o modo de
produção reconhecido como patrimônio imaterial pelo Instituto do Patrimônio
Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e pelo Instituto Estadual do Patrimônio
Histórico e Artístico do Estado de Minas Gerais (Iepha).
Atualmente, o estado tem oito regiões produtoras do
Queijo Minas Artesanal (QMA), principal variedade produzida. São elas: Araxá,
Campo das Vertentes, Canastra, Cerrado, Serras da Ibitipoca, Serra do Salitre,
Serro e Triângulo Mineiro.


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