O governador de Minas Gerais, Romeu
Zema, afirmou, na última quarta-feira (22), que algumas regiões do Estado
podem ficar sem energia ‘a
qualquer momento’. A declaração foi feita durante a cerimônia que marcou o
início do processo de tombamento histórico dos lagos de Furnas e Peixoto, que ficam no Centro-Oeste do
Estado. Segundo o governador, o sistema de fornecimento de eletricidade está
‘no limite’.
— Nós estamos vivendo um momento de
escassez de chuvas, consequentemente uma crise hídrica que está se desdobrando
para se tornar uma crise energética. Tenho acompanhado muito de perto a
situação, a qualquer momento nós corremos risco de ter algumas regiões
desabastecidas por energia elétrica. Nosso sistema está operando no limite,
apesar de todas as usinas termelétricas estarem funcionando.
Zema lamentou a situação de ‘calamidade
pública’ vivida pela represa de Furnas, que está com o volume de água próximo ao mínimo para o funcionamento. Segundo o governador, o problema não é
fácil de ser resolvido e seria o resultado da política hídrica do país.
— É um problema complexo, ele está
dentro do contexto Brasil, que é um país que tem pecado, infelizmente, pela
falta de planejamento. É um problema que se resolve de hoje para o ano que vem?
Não. É um problema que deveria ter sido resolvido há 10, 15, 20 anos.
Desde junho, quando o Governo Federal
anunciou que o Brasil passaria, em 2021, pela maior crise hídrica em 91 anos, a
conta de luz sofreu uma série de aumentos. Após a entrada na bandeira amarela e
dos reajustes na bandeira vermelha, o Creg (Câmara de Regras Excepcionais para
Gestão Hidroenergética) determinou a implementação de uma tarifa inédita,
chamada ‘Bandeira Escassez Hídrica’. Se aprovado, o projeto vai representar o pagamento de
uma taxa de R$ 14,20 para cada 100kWh consumido entre setembro de 2021 e abril
de 2022. O Ministério de Minas e Energia descarta qualquer possibilidade de racionamento ou apagão no país.
No último sábado, uma falha em uma subestação de Furnas na cidade de Rio das Ostras, no Rio de
Janeiro, causou um apagão de cerca de uma hora em cidades de Minas Gerais e RJ.
Segundo a ONS (Operador Nacional do Sistema), o caso não tem relação com a crise hídrica no país e que o apagão foi causado por
um ‘desligamento total da subestação’. As causas do incidente ainda serão
investigadas.


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