segunda-feira, 29 de março de 2021

Preocupações com o meio ambiente e dietas balanceadas impulsionam a pesquisa e a inovação

 


No quinto e último dia da Semana Internacional de Agricultura Tropical – AgriTrop2021, que teve como tema Inovação e o futuro da alimentação mundial: uma rota para a sustentabilidade, especialistas apontaram o consumidor como farol da agricultura do futuro. Marcos Fava Neves, professor da USP e da FGV, falou sobre o macroambiente que influencia as cadeias produtivas do agro atualmente: político, econômico, social e tecnológico na palestra de abertura da última sessão, que foi moderada por Rodrigo Lima, do Agroícone,

Para Fava Neves, a mudança no perfil dos consumidores são duradoras, como exemplo ele citou a preocupação com o desperdício; o fortalecimento da inclusão socioeconômica, especialmente entre os mais jovens; a valorização da alimentação balanceada e saudável; o bem-estar animal; o engajamento coletivo; a confiança na ciência e o apoio à produção local.

Na avaliação do professor, as mudanças que se destacam se referem também nas novas formas de trabalho, com a introdução do home-office, além da economia circular e a gestão de riscos. N

o que se refere a agricultura, para Fava Neves, a digitalização mudou completamente o cenário “A agricultura de precisão, a partir de instrumentos de monitoramento por satélite, sensoriamento remoto, georreferenciamento e uso de aplicativos e softwares, permite monitorar a produção agrícola em detalhes nas propriedades rurais não mais em hectares, mas, literalmente, em metros quadrados”, pontuou.

Para ele, a procura por empregos relacionadas ao agro é cada vez maior, especialmente entre os jovens. Ele ressaltou, ainda, que há um crescimento acentuado de startups no Brasil, com boa parte deste segmento voltado para o setor.  

Financiamento de redes de inovação

Eugenia Siani, secretária-executiva do Fontagro, explicou o funcionamento deste fundo regional para tecnologia agrícola, que financia plataformas e ecossistemas e conta com a participação de 14 países da América Latina e quatro do Caribe. “Nosso desafio é criar novos conhecimentos com tecnologia e inovação de maneira que possamos ter segurança alimentar e ajudar a reduzir a pobreza”, exolicou. Segundo ela, atualmente há 167 plataformas de inovação. “Para nós, é importante formar sistemas agroalimentares do conhecimento, para sermos mais inclusivos do ponto de vista ambiental e da sociedade”.

De acordo com Eugenia, a instituição foca em três estratégias principais: dentro dos estabelecimentos para aumentar a produtividade e criar redes; fora das fazendas para ajudar na construção de sistemas produtivos mais sustentáveis; e no desafio da alimentação, nutrição e saúde para assegurar que todos os consumidores recebam a nutrição e quantidade de vitaminas e nutrientes corretos. Ela destacou que o Brasil ainda não participa do mecanismo.

Fazendas Verticais

Em sua apresentação, Ítalo Guedes, pesquisador da Embrapa Hortaliças, falou sobre um exemplo prático de inovação: as fazendas verticais para produção de hortaliças. O sistema permite produzir em locais fechados, e em centros urbanos, a partir de tecnologias como sensores de condições ambientais, iluminação artificial e cultivos sem solo. “As fazendas indoor não estão sujeitas a impactos climáticos ou a sazonalidade de culturas. Outra vantagem é o controle rigoroso de pragas, o que elimina a necessidade de defensivos químicos, e a reutilização de quase toda a água empregada, o que torna a prática ideal para cidades que sofrem com restrições hídricas”, explicou.

Segundo Guedes, o consumo de hortaliças ainda é baixo no Brasil e a área cultivada é pequena, de cerca de 1 milhão de hectares. “Investir em tecnologias para aumentar a inclusão desses alimentos na dieta dos brasileiros sempre foi uma preocupação da Embrapa”, pontuou o pesquisador. Estimativas apontam que em 2050, 80% da população estará concentrada em centros urbanos e as fazendas verticais levam o campo para as cidades, além de ser um sistema sustentável por prescindir da necessidade de solo. “Não se trata de uma tecnologia que vai substituir o cultivo de hortaliças no campo, mas é mais um nicho nesse mercado”, ponderou.

 Virada Tecnológica

O diretor de Inovação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Cleber Soares, falou sobre a agenda de inovação do governo federal para a agricultura com horizonte até 2025. Segundo ele, até os anos 1990, mais de 70% do fator que explicou o incremento de produtividade era terra e trabalho e menos de 25%, tecnologia. “Na virada do século, esses indicadores mudaram a ponto de hoje o fator tecnologia explicar mais de 80% dos incrementos de produtividade”, disse.

Por isso, segundo Soares, o Ministério da Agricultura possui uma agenda com cinco eixos estratégicos que chama de B2, para se referir a uma “agricultura cada vez mais agrobiodigital”.

De acordo com Soares, o primeiro eixo é a sustentabilidade. “Quando falamos de sustentabilidade, não estamos falando apenas do carbono e do uso de forma consciente da água, mas também do clima, especialmente pelas mudanças climáticas. O segundo eixo é a bioeconomia pelo fato de que hoje mais de 70% da alimentação do mundo está sustentada pelas nove principais culturas agrícolas e dessas nenhuma tem centro de partida no Brasil. Em contrapartida, nós temos cerca de 20% da mega biodiversidade do planeta”, comparou.

O terceiro eixo, é o digital, que, de acordo com o diretor de Inovação do MAPA, é uma grande ferramenta para promover a transformação do agronegócio com robôs e inteligência artificial. “O quarto eixo é a inovação aberta sob a lógica de fortalecer as parcerias, pois precisamos conectar o agronegócio com outros setores produtivos”, explicou.

De acordo com Soares, o último eixo é o de food tech. “Estamos construindo uma agenda para avançarmos com novos ingredientes e processos que agreguem valor sobre o produto, além de alimentos à base de planta, fazendas verticais, entre outras agendas” resumiu.  

Alimentos do futuro

Segundo Paulo Silveira, CEO da  Food and Tech Hub, o modelo de inovação na área de alimentos está bastante consolidado no Brasil e a expectativa é expandir para outros países da América Latina, como Argentina, Colômbia e México.

Criado há pouco mais de dois anos, a ideia do hub é aglutinar food techs disruptivas para construção virtual de stakeholders. O principal objetivo do Food Tech Hub é facilitar a inovação aberta e, para isso, trabalha com parceiros públicos e privados de CT&I no Brasil e no exterior.

“Os pilares que norteiam a atuação do Hub estão alinhados aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentáveis da ONU e priorizam novas tecnologias voltadas à alimentação com base no aproveitamento sustentável e agregação de valor à biodiversidade brasileira, que representa cerca de 20% do Planeta”, disse Silveira. Ele explicou que o hub iniciou parceria com o MAPA para elaborar um roteiro de novos nutrientes e proteínas alternativas.

Entre as principais linhas de atuação do Food Tech Hub, destacam-se a redução do desperdício e perda de alimentos durante o processo (food lost), segurança alimentar (food safe) e, com a pandemia, cresceu muito a tendência de serviços de alimentação (food service).

 

Relação produtor Consumidor

A agro influencer e produtora de hortaliças, Camila Teles, CEO da FarmCom, ressaltou a importância de intensificar a comunicação sobre o agro brasileiro e a Agricultura Tropical e de combater fake news no setor. “Decidi defender o agro de inverdades nas redes sociais porque estamos em uma era em que as pessoas espalham as informações que elas acham mais coerentes e as transformam em conhecimento com suas próprias conclusões”, disse.

Para ela, o risco é que as novas gerações do agro podem ser influenciadas de forma errada, com informações sem comprovação. Para ela, uma das consequências da desinformação é desconectar a agenda do agro dos conceitos ligados à sustentabilidade. “Sustentabilidade tem que ser uma palavra que ande ao lado da palavra agropecuária”, enfatizou.

Na avaliação da agro influencer, um dos desafios da comunicação do setor é aproximar o produtor do consumidor final. “Muitas vezes, produtores acabam passando uma imagem de superioridade, em fotos de colheitadeiras, uma do lado da outra, enfatizando que o agronegócio é gigante. A gente tem que humanizar o agro. Agricultura não tem tamanho, tem importância. O pequeno agricultor tem importância, assim como o médio e o grande, todos são importantes e isso deve ser valorizado e comunicado”, disse. “O Brasil já está no futuro em relação a agricultura. Nós conseguimos enxergar que não tem só um modelo ideal de agricultura, mas vários nichos e formas de produção. O agro está sempre em desenvolvimento e sempre em mudança”, concluiu. 

Novas Edições

No encerramento do evento, o coordenador de Agronegócios da FGV e ex-ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, lembrou o legado do ex-ministro Alysson Paolinelli para o desenvolvimento do sistema de pesquisa agropecuária brasileiro, e disse que o evento, que prestou tributo a um dos fundadores da Embrapa, foi baseado exatamente nos dois eixos que Paolinelli legou: a valorização da ciência e da tecnologia. “Ambos fazem parte do DNA dos organizadores deste evento: a Embrapa e o Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura – IICA”, ressaltou.  

Para Gabriel Delgado, representante do IICA no Brasil, o evento que rendeu homenagens a toda a vida de Paolinelli propôs uma agenda para o futuro da Agricultura Tropical. “Acredito que o evento organiza as discussões não somente regionais, mas também em todo o mundo”, disse.  Ele defendeu que a Semana Internacional de Agricultura Tropical se torne periódica. Para ele, as discussões colocaram luz sobre as estratégias, discussões e decisões que precisam ser implementadas no futuro.  “O Brasil pode liderar a agricultura tropical em boa parte do planeta”, disse.

O diretor de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa, Guy de Capdeville, reforçou a ideia de tornar o evento periódico. “A parceria entre a Embrapa e o IICA é antiga e para sempre. E um evento desse nível técnico merece e deve ter continuidade”, pontuou.

Em relação ao homenageado do AgriTrop, Capdeville disse que a escolha não poderia ser mais adequada. “Veio dele o pontapé inicial para que a agricultura tropical brasileira se transformasse na potência que é hoje”, ponderou, lembrando que ele sempre foi um incentivador da ciência, “base para um modelo agrícola de sucesso”. O diretor da Embrapa ressaltou ainda que é o objetivo do Brasil é estreitar parcerias com países vizinhos para transformar a América do Sul em um celeiro para a produção de alimentos.

Mais informações, links e resumos das sessões em:  www.embrapa.br/agritrop21

 

 

       

Como investir em novas tecnologias sem afetar a segurança do usuário

 



São Paulo, março de 2021 - Dispositivos, carros, casas e até cidades inteligentes. A transformação digital tem acelerado os processos de desenvolvimento de ferramentas que permitem estarmos cada vez mais conectados, com cada vez mais tecnologia e a possibilidade de manter tudo acessível com apenas um clique ou um comando de voz. Mas ainda que tudo isso pareça ter apenas o lado vantajoso, o uso incorreto ou o desconhecimento de como esses dispositivos funcionam pode ser um risco para a segurança dos usuários. 


É importante esclarecer que existem, hoje, inúmeras vantagens relacionadas ao uso das chamadas “boas tecnologias”. Em casa, elas permitem que você possa ouvir o passo a passo de uma receita para preparar para a família, te lembram sobre consultas médicas, ligam a luz e até informam a previsão do tempo enquanto você escolhe a roupa antes de sair. Dentro das empresas, a tecnologia torna o negócio mais moderno, preciso e rápido, pois propicia um melhor atendimento aos clientes, uma comunicação mais eficiente entre as equipes e agilidade na resolução de problemas. 


Para se ter uma ideia, houve um aumento de mais de 300 milhões de usuários de Internet pelo mundo entre janeiro de 2020 e janeiro de 2021, chegando a um total de 4,6 bilhões de pessoas conectadas, segundo o relatório Digital 2021, feito em parceria entre a We Are Social e o Hootsuite. Esse crescimento fez com que muitos usuários buscassem novas ferramentas e dispositivos para explorar a conectividade e praticidade oferecida por eles. No entanto, o grande problema é com relação ao nível de conhecimento a respeito desses recursos e das ameaças por trás de cada um deles, algo por vezes ignorado pelos indivíduos. 


Vazamento de dados, ataques de trojans bancários e permissões de acesso indevido são apenas alguns dos principais pontos a serem considerados quando estamos utilizando um dispositivo tecnológico. Não estou dizendo que você precisa se desfazer de seu assistente de voz, trocar a geladeira de casa ou mesmo viver em um looping de medo por conta dos perigos que o mau uso desses dispositivos pode trazer. Este texto é, mais uma vez, um alerta para que, antes de aceitar todos os termos de uso sem nem ao menos os ler, que busquemos conhecimento sobre medidas de prevenção de ataques e recursos que nos possibilitem uma maior segurança para usarmos com mais tranquilidade estas funcionalidades que tanto beneficiam a nossa rotina. 


Por isso, é importante que profissionais de segurança da informação estejam sempre em busca de atualizações capazes de ajudar usuários com menos conhecimento técnico, mas com vontade de aprender e de usufruir de maneira segura desses dispositivos. Além disso, cabe a cada usuário fazer a sua parte de ler, conhecer e entender até que ponto determinada ferramenta é capaz de manter a privacidade de informações pessoais e quais são as soluções adequadas para melhorar o uso de todos esses dispositivos dentro de casa. 


Costumo dizer que a premissa da ESET é sempre a conscientização e a constante educação sobre segurança e proteção de dados. Mas mais do que um lema corporativo, essa dica é capaz de evitar que muitas pessoas caiam em golpes e sejam vítimas de ameaças que podem gerar prejuízos muito além dos financeiros. Então, atenção redobrada, investimento em proteções adequadas e educação sobre cibersegurança são os nossos três aliados na busca por um mundo tecnológico cada vez mais seguro para todos.


Sobre a ESET


Desde 1987, a ESET® desenvolve soluções de segurança que ajudam mais de 100 milhões de usuários a aproveitar a tecnologia com segurança. Seu portfólio de soluções oferece às empresas e consumidores de todo o mundo um equilíbrio perfeito entre desempenho e proteção proativa. A empresa possui uma rede global de vendas que abrange 180 países e possui escritórios em Bratislava, San Diego, Cingapura, Buenos Aires, Cidade do México e São Paulo. Para mais informações, visite www.eset.com/br ou siga-nos no LinkedIn, Facebook e Twitter.

UNIARAXÁ INFORMA:

 


LINK UNIARAXÁ : https://site.uniaraxa.edu.br/



Anatel deve liberar 364 rádios AM para operar em FM até junho

 


          Até o final do mês de junho, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) deve garantir as frequências necessárias à migração de um total de 364 rádios da faixa de frequência das AM para a de FM.  No dia 23 de março, a Anatel publicou o Ato nº 1699/2021 que possibilita a migração de 44 rádios ao alterar o Plano Básico de Distribuição de Canais de Radiodifusão Sonora em Frequência Modulada (PBFM). E, em relação às 73 rádios que dependem de coordenação internacional por estarem em regiões de fronteira, os acordos estão sendo realizados com as agências reguladoras dos respectivos países. A Anatel espera que parte desses processos administrativos sejam concluídos até maio, com exceção dos que necessitam coordenação com o Mercosul, região mais populosa de fronteira e com a presença mais intensa de emissoras de ambos os lados, esses devem ser concluídos até o término do primeiro semestre. 

O Ato nº 1699/2021 é o primeiro que efetiva 27 canais na recém-criada faixa de radiofrequência estendida de FM (76 a 88 MHz), além de 17 canais na faixa convencional de rádio (88 a 108 MHz).  Com a digitalização da TV aberta, a faixa estendida ficou disponível às rádios interessadas. A migração das rádios que operam em AM para a faixa das FMs possibilita um sinal com menos ruídos e interferências. Além da maior qualidade, a migração facilita o processo de digitalização das emissoras. O Grupo de Trabalho sobre o tema, coordenado pela Anatel e com participação do Ministério das Comunicações, da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (ABERT) e da Associação Brasileira de Rádio e Televisão (ABRATEL), ainda avalia outras 247 solicitações de migração de rádios.

Para a migração, o Grupo de Trabalho estabeleceu diálogo com associações de rádio estaduais conhecedoras da realidade regional. A estratégia foi de viabilizar a migração na faixa de 88 a 108 MHz e, não sendo possível, na faixa de 76 a 88 MHz.  A migração para muitos só se tornou viável com a aprovação pelo Conselho Diretor da Anatel, em fevereiro do ano passado, da Resolução nº 721/2020, que permitiu o uso da faixa estendida e revisão dos critérios de viabilidade técnica. 

O estresse e a fadiga no mundo contemporâneo

 


É importante entender, e não apenas combater, as causas do cansaço e da falta de energia

No mundo contemporâneo, é cada vez mais difícil escapar do estresse. As mídias, intricadas no nosso cotidiano, demandam engajamento e interação constantes. Há poucos que não reconheçam a sensação de estar perdendo oportunidades ou de parecer menos dedicado, trabalhador ou informado se decidir usar o tempo livre offline – indício nada bobo de que não se pode ignorar a imposição da hiperconectividade como um fator estressor. O trânsito é outro exemplo. Horas a fio de engarrafamentos monstruosos numa metrópole em horário de pico. A mobilidade urbana já é há tempos relacionada a nossa qualidade de vida. Filhos – dispensa explicações. A recessão econômica. A polarização política. A ascensão do autoritarismo. E o que dizer da pandemia mundial que continua a avassalar a vida de todos? 


Na medicina, há o reconhecimento cada vez maior do impacto da fadiga, seja física ou mental, na saúde humana, deixando de ser apenas um sintoma pontual para se tornar um diagnóstico em si, em suas fases mais extremas. Já em 2011, o médico Drauzio Varella escrevia sobre fenômenos como a Síndrome da Fadiga Crônica e outros males relacionados que têm sido cada vez mais presentes na vida contemporânea. Há inclusive o International Chronic Fatique Syndrome Study Group, grupo de estudos dedicado ao tópico. Nos ambientes coorporativos, a discussão sobre burn out, esgotamento profissional e estresse no ambiente de trabalho são assuntos cotidianos. Na cultura, é pauta constante de podcasts, programas matinais e filmes de Hollywood.


Tão unânime, o estresse de vez em quando parece ser um sinônimo para a vida moderna – mas não é. Entender o estresse e a fadiga, identificar suas origens em nossa vida e aprender técnicas para contorná-los são algumas das medidas que podemos tomar, individualmente. O livro "A arte de relaxar – 7 passos para entender a fadiga e aprender a descansar" é dedicado a pensar o estresse do dia a dia e seus quadros extremos. É uma boa para aqueles que querem aprender a identificar as causas com a ajuda de exemplos tirados da vida cotidiana e de exercícios. A leitura – que é por si só uma atividade indicada para o relaxamento – surge como uma ferramenta para compreendermos e administrarmos o estresse em nossa vida de modo a reduzir os seus danos.


Ao longo dos capítulos, os autores, cada um a seu modo, dedicam-se a temas da vida cotidiana que estão ligados de alguma forma a experiência de estarmos no limite. Léonard Anthony e Adrian Chaboche discutem pautas como a solidão, a família e nossos relacionamentos, o papel do sono e a sua deficiência na saúde geral, o celular e a vida digital, doenças que fazem par ao estresse e as práticas de autocuidado e bem-estar que precisamos desenvolver se quisermos uma vida mais saudável. O livro foi escrito com um trabalho de estudo sobre estresse, esgotamento profissional e cansaços físico e emocional em abordagem que envolve a medicina, a psicologia, a acupuntura, as medicinas alternativas, a meditação e demais práticas espirituais, os coaches e a experiência subjetiva de pessoas que já passaram por quadros de extremo estresse.


Dedicado ao desenvolvimento pessoal e à melhora da qualidade de vida, "A arte de relaxar" é um livro para repensar a maneira de viver sempre ao extremo, atendendo às demandas de tudo e todos sempre à revelia do corpo e da saúde mental. Uma leitura para reeducar nossa relação com o trabalho, os estudos, a casa e os planos e expectativas que nutrimos. Para aprendermos que uma vida com mais calma e cuidado é a única que vale a pena ser vivida.

Sobre os autores


Léonard Anthony é empresário, editor, escritor e compositor. Fez sua iniciação na prática de meditação e Yoga Nidra no sul da Índia há mais de vinte anos. Suas reflexões sobre questões de desenvolvimento pessoal são regularmente alimentadas por seus intercâmbios com os outros profissionais, como o filósofo e hipnoterapeuta François Roustang.


Dr. Adrian Chaboche é especialista em medicina global e integrada, e incorpora hipnose à prática profissional.

Depoimento do autor


"Estou cansado. Todos nós pronunciamos essa frase regularmente. Várias vezes ao dia, sob circunstâncias que afetam todos os aspectos da nossa vida, às vezes até quando tentamos descansar. Através da minha experiência pessoal e profissional, fui ao encontro desse cansaço crônico, dessa fadiga. Procurei enriquecer esse encontro através de entrevistas que tive com profissionais de desenvolvimento pessoal e de saúde, em particular com meu amigo Dr. Adrian Chaboche.


A partir dessa exploração que me conquistou nos últimos anos, desenhei um livro, dividido em torno de sete temas. Sete áreas onde nos esgotamos um pouco, muito, às vezes até demais. Concentrando toda a nossa energia na luta para superar nosso cansaço e suas fontes, às vezes não vemos nada além de um ponto preto no meio da folha de papel, e esquecemos todo o espaço em branco que está disponível para nós.


Por isso, distingui os seguintes sete temas que mais provocam esse cansaço, essa fadiga: trabalho; solidão (sozinha ou em pares), família, dores e doença, sono, e vida digital. E, paradoxalmente, o bem-estar como objetivo de vida a todo o custo, o que por si só é muito exaustivo!


Todas essas fadigas não são compartimentadas. Elas estão constantemente interligadas, em nós mesmos, com nossos entes queridos, com aqueles que encontramos e, eventualmente, levam à fadiga coletiva. A fadiga está em toda parte e nos leva a viver em um mundo que está tão exausto quanto nos exaure.


O primeiro reflexo para muitos de nós é se concentrar em ignorar ou combater a fadiga. Neste livro, proponho outra abordagem: reverter alguns dos nossos hábitos estabelecidos para tornar a fadiga uma aliada, que muitas vezes pode nos ajudar, se concordarmos em conceder-lhe um ouvido atento.


Nesta abordagem, confiei, com Adrian Chaboche, em exemplos concretos, sugestões na forma de exercícios. A intenção é fazer com que todos encontrem novas oportunidades em meio à fadiga. Mas também aprender a realmente descansar e aproveitar o que a vida tem de melhor para oferecer."

Léonard Anthony

Sobre a Alaúde

Com mais de quinze anos de tradição no mercado editorial, a Alaúde vem desenvolvendo um catálogo sólido e diversificado, focado na vida prática, em uma visão holística do ser humano e na promoção do bem-estar completo de seus leitores.


Atentos aos mais importantes temas da atualidade nas áreas de gastronomia, saúde, filosofia prática, espiritualidade e desenvolvimento pessoal, publicamos conteúdos de profissionais renomados para ajudar o leitor a ampliar seu conhecimento na busca por uma melhor qualidade de vida.


Buscamos sempre as últimas tendências, para manter nossos leitores atualizados, em especial sobre vegetarianismo, veganismo e espiritualidade – temas muito apreciados no contexto da vida moderna.

sábado, 27 de março de 2021

CBMM INFORMA:

 

LINK:  https://www.youtube.com/watch?v=QpED1KJ5NW


 




A planta-piloto de pesquisa e desenvolvimento de bateiras de lítio e de supercapacitor permitirá a produção e teste de novas tecnologias de baterias de lítio utilizando materiais nacionais. Além disso, a planta-piloto de P&D tem como  objetivo desmistificar a ideia de que tecnologias de ponta só podem ser produzidas ou desenvolvidas em grandes centros mundiais como América do Norte, Europa e Ásia”, afirma  Marcos Berton, pesquisador-chefe do Instituto Senai de Inovação em Eletroquímica, onde a planta piloto está instalada.

Com a planta-piloto em operação, várias indústrias nacionais poderão se beneficiar, entendendo em detalhes o processo produtivo das baterias e, consequentemente, avaliarem como produzir matéria-prima nacional para a baterias de íons-lítio”, além da formação de recursos humanos qualificados, explica.

A planta-piloto permitirá desenvolver as baterias em diferentes formatos, desde a cilíndrica, tipo “pouch cell”, até a “botão” e a prismática. A planta também estará configurada e estruturada para desenvolver supercapacitores, que são dispositivos de armazenamento de energia, similares às baterias. “Vários tipos de projetos podem ser desenvolvidos na planta-piloto, mas todos com um objetivo em comum: desenvolvimento de novos materiais com tecnologia nacional”, afirma Berton.

A planta terá como parceira a Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM). Para Robson de Souza Monteiro, especialista sênior de desenvolvimento de mercado da CBMM, a iniciativa é importante para promover a criação de ecossistema para a produção de baterias de íon-lítio no Brasil. “Objetivamos criar e alavancar um ecossistema para a produção de baterias de íons-lítio no Brasil em escala semi-piloto. A planta proporcionará o surgimento de desenvolvedores de materiais componentes – cátodos, ânodos, eletrólitos e separadores – destas baterias, dando a estes atores a oportunidade de testar os seus materiais em uma célula completa, o que catalisaria a formação da  cadeia produtiva.. A médio prazo, espera-se o surgimento de empresas que possam produzir no Brasil estes componentes para a produção e a comercialização em escala industrial de baterias de íon-lítio”, analisa.

Berton corrobora: “o conhecimento da tecnologia da bateria, dos materiais que compõe o dispositivo e seu processo construtivo permitirão em curto período atrair indústrias para desenvolverem em conjunto baterias de íons lítio e supercapacitores com alto grau de nacionalização e, consequentemente, viabilizar vários projetos que hoje esbarram nos custos das baterias e supercapacitores. Além disso, ter um centro de excelência em baterias pode ser um indutor para atrair investimentos para o Brasil para a cadeia produtiva ou mesmo a fabricação de baterias de íons lítio ou supercapacitores”.

 Para conhecer o ISI em Eletroquímica acesse senaipr.org.br/tecnologiaeinovacao/nossarede/eletroquimica

Fonte: Agência FIEP