quarta-feira, 9 de junho de 2021

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Mobilidade urbana: tecnologia traz soluções para o futuro das cidades

 



*Danilo Tamelini, Presidente Latam da BusUp

Atualmente, um dos principais problemas da sociedade está na mobilidade urbana, com a dificuldade de deslocamento, segurança no trânsito, qualidade dos transportes disponíveis para a população, falta de infraestrutura e na deficiência do planejamento e gestão. Porém, esses não são os únicos déficits e um dos motivos deste cenário ter prevalecido está em um contexto histórico.

O surgimento das cidades, que teve início na Mesopotâmia, e no desenvolvimento delas estava apoiada unicamente em interesses comerciais e políticos. Entretanto, do ponto de vista estético e funcional, até hoje há gargalos na infraestrutura urbana, planejamento da construção de rodovias e sistema viário, na canalização de esgoto, na distribuição de fontes naturais de água e energia, entre outros. Por isso, a tecnologia tem, hoje, um papel fundamental para as tendências que guiarão o mercado e a manutenção e desenvolvimento urbano - o que reflete no futuro das cidades e da própria mobilidade.

Segundo a Consultora Market and Markets, o mercado global das cidades inteligentes, estimado em US$410 bilhões, deve dobrar de tamanho nos próximos quatro anos, chegando a US$ 820 bilhões, em 2025. Com o setor aquecido, devemos assistir cada vez mais novas soluções do ponto de vista tecnológico, que devem trazer soluções que vão além da mobilidade, chegando a melhorar outros setores do ponto de vista da logística, sustentabilidade, segurança e gestão.

Entre os exemplos do que vem sendo desenvolvido estão o lançamento de carros movidos à energia elétrica, novos meios de transporte, aplicativos para o compartilhamento de viagens, utilização de bicicletas elétricas, contadores nos semáforos, sensores de sono para motorista, entre outros.

Já no ponto de vista das empresas, uma solução que pode ajudar a melhorar o cenário do trânsito é a do fretamento corporativo. Por mais antiga que seja a prática, há cada vez mais novas tecnologias que aperfeiçoam o seu funcionamento e dão benefícios para as cidades, para os setores de RH e também para colaboradores.

No pilar econômico para as empresas, o fretamento inteligente consegue reduzir rotas, atender mais colaboradores e reduzir custos. Um levantamento recente feito pela BusUp revelou que 25 funcionários que usam vale transporte desnecessariamente podem custar R$125 mil à empresa em um ano.

Do ponto de vista de população e acidentes no trânsito, como um ônibus é capaz de aproveitar 22% mais os espaços na cidade, a utilização do fretamento pode significar, a longo prazo, menos volume de carros para as cidades e, consequentemente, redução no índice de acidentes de trânsito e de emissão de gases. No Brasil, o transporte é o maior emissor de CO2 do setor energético, responsável por 48% do lançamento de gases poluentes na atmosfera, segundo o relatório Sistema de Estimativas de Emissões de Gases Efeito Estufa (SEEG).

Para o colaborador é possível extrair mais produtividade e é um item importante para retenção de talentos, uma vez que ele enxerga o fretamento como benefício. Um levantamento feito pela Associação Nacional dos Procuradores de Trabalho (ANPT) mostrou que, ao passar cerca de 80 minutos no deslocamento para o local de trabalho, o trabalhador tem queda de até 21% em sua produtividade.

Ao focarmos no transporte público, temos outro ponto importante que é o deslocamento em massa. Como as cidades se desenvolveram a partir de zonas centrais do que temos hoje, o transporte foi se desenvolvendo de maneira radial, ligando as zonas metropolitanas/periféricas para as zonas centrais. Atualmente, a realidade é outra, as empresas se desenvolveram para as zonas metropolitanas, porém, a malha do transporte continua igual. Com o fretamento, os transportes customizados otimizam os destinos conforme a realidade de cada empresa e a necessidade de cada colaborador, o que melhora a locomoção desde aqueles que moram nas zonas centrais, como os que moram em locais periféricos.

Para os modelos híbridos de trabalho e no mundo pós-Covid também será positivo, já que as empresas terão um cuidado ainda maior em expor o trabalhador ao transporte público. Ou seja, o tal protagonismo da tecnologia, vem, portanto, não apenas para desenvolver as cidades e melhorar gargalos, mas também para aperfeiçoar todas aquelas soluções que já existem dentro delas.


*Danilo Tamelini é Co-fundador e Presidente LATAM da Busup, empresa tecnológica de gestão de fretamento de ônibus para empresas. Formado em administração pela Trevisan Escola de Negócios, pós-graduado pela USP em administração de serviços e certificado em PDD (Programa de Desenvolvimento de Dirigentes) pela Fundação Dom Cabral, Tamelini tem mais de 15 anos de experiência no segmento de transporte. Em 2016, Danilo aceitou o desafio de importar o inovador modelo de negócio da BusUp no Brasil. A marca já atendeu mais de 150 operadoras de transporte, mais de 100 empresas e ultrapassou 500 mil passageiros em países como Espanha, Estados Unidos, Portugal e Peru.

Qual a melhor alternativa para o manejo dos resíduos sólidos?



 Segundo o presidente do Sindicato das Empresas de Limpeza Urbana no Estado de São Paulo (SELUR), Márcio Matheus, o novo Marco Legal do Saneamento Básico determina a instituição desse mecanismo de cobrança e, assim, caminhar em direção à sustentabilidade, modernidade e universalização da atividade. "Esse serviço tem natureza própria, é uma infraestrutura de utilidade econômica domiciliar. É também uma questão de justiça social, na medida em que faz com que, quem gera mais pague mais. Com isso, consegue-se modificar a relação do usuário dos serviços com os resíduos, aumentando a sua consciência quanto a diminuir o desperdício", destaca. Ele compara essa mudança comportamental com o que ocorre com outros serviços residenciais com água e energia elétrica, em que a cobrança é individualizada.

O novo Marco Legal do Saneamento Básico, sancionado pelo presidente Jair Bolsonaro, reforça que a sustentabilidade econômico-financeira dos serviços deve ser buscada mediante cobrança diretamente dos usuários, de forma a considerar a realidade socioeconômica de cada área ou região. "Haverá uma transição no modelo: a partir do Marco, o usuário saberá o quanto está gerando e o quanto pagará. Da maneira que é hoje, o custeio é repartido igualmente entre os munícipes, de modo a quem gera menos resíduos termine subsidiando quem gera mais", ressalta o presidente do SELUR.

O ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, destaca a importância do novo Marco Legal do Saneamento para avançar na política de manejo de resíduos sólidos. "Se você destina de forma ambientalmente adequada o resíduo sólido, você melhora o saneamento, diminuindo a mortalidade infantil, melhorando a qualidade de vida das pessoas, mitigando a pressão sobre o SUS e melhorando a produtividade das pessoas e os índices educacionais", completa.

De acordo com Marinho, o Ministério do Desenvolvimento Regional trabalha para aprovar a primeira debênture incentivada para resíduos sólidos. "O valor do financiamento é de cerca de R﹩ 450 milhões, em parceria com o Estado do Rio de Janeiro. E começa a ser viabilizada justamente pelas mudanças que nos foram propiciadas pelo novo Marco do Saneamento", afirma.

Orçamento e conscientização

Durante anos, a conta dos serviços de manejo de resíduos ficou dependente do orçamento municipal. Márcio Matheus atenta que este orçamento tem uma série de receitas comprometidas - como verbas vinculadas para a Educação e Saúde, folha de pagamento de ativos e inativos - que compromete cerca de 90% da receita total das prefeituras. "São muitas obrigações, vinculadas constitucionalmente. Sobra pouco para cultura, esportes, turismo, conservação de vias, limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos, fazendo com que o município tenha dificuldade para dar destinação ambientalmente adequada aos resíduos, obrigando-se com isso a valer-se dos lixões", afirma.

Uma das melhores práticas no setor está em Santa Catarina, na prefeitura de Balneário de Camboriú. O prefeito Fabrício Oliveira compartilhou a experiência do município em sua palestra no Seminário Caminhos para o Desenvolvimento Sustentável da Indústria de Resíduos Sólidos no Brasil, realizado em 19 de maio, em Brasília, pelo Grupo Voto e as entidades do setor.

O presidente do SELUR elogia o exemplo: "Hoje, em Santa Catarina, a população reconhece o valor do modelo de concessão dos serviços com cobrança mediante tarifa, pois sabe que existe justiça e transparência na repartição dos custos, modicidade tarifária com qualidade na prestação e a certeza de que o meio ambiente não está sendo agredido. É um processo de mudança administrativa e cultural que deve ser trilhado por todas as cidades", avalia Matheus. No município de Balneário de Camboriú diversas ações são propostas para a conscientização da sociedade na sua relação com os resíduos, a começar por atividades nas escolas, entre as crianças.

Matheus ressalta que a indústria de resíduos brasileira é parceira das prefeituras, ao introduzir novas soluções e tecnologias, desenvolver novos equipamentos e infraestruturas e aperfeiçoar continuamente os processos de operação, proporcionando mais eficiência e agilidade na prestação do serviço, de forma a garantir a salubridade urbana e a mitigação dos impactos ambientais decorrentes da geração diária de milhares de toneladas de resíduos. "A universalização da coleta e do tratamento é o grande fator para tirar o Brasil do atraso, de forma a permitir a erradicação dos mais de três mil lixões ainda existentes. O responsável pelo pagamento dos serviços passa ser o domicílio gerador, na medida da sua demanda, cabendo às agências reguladoras disciplinarem e fiscalizarem os serviços em favor do usuário e da qualidade da prestação", projeta.

Pelo mundo

Mapeamento e análise comparativa dos diferentes modelos de arrecadação específica para remuneração dos serviços de manejo de resíduos sólidos ao redor do mundo, realizado pela Consultoria Internacional Ernst&Young, evidencia o caráter global da cobrança e quanto a sua instituição modifica positivamente o comportamento da população na sua relação com a cidade e com os resíduos que gera.

Nas regiões menos desenvolvidas, o foco da cobrança, geralmente fixa, consiste em garantir a sustentabilidade financeira dos serviços de coleta e disposição final ambientalmente adequada, objetivando a garantia da saúde pública e a proteção do meio ambiente, possibilitando eliminar os lixões e individualizar a responsabilidade do usuário em relação aos resíduos que gera.

Por outro lado, nas regiões mais desenvolvidas, uma vez consolidada a sustentabilidade financeira para a coleta e disposição final ambientalmente adequada, o modelo de cobrança por utilização concentra-se na mudança comportamental do usuário para mitigar ainda mais a geração e impulsionar a economia circular.

Caminhos para o Desenvolvimento Sustentável

Para o presidente do SELUR, Márcio Matheus, o Seminário Caminhos para o Desenvolvimento Sustentável da Indústria de Resíduos Sólidos foi uma ótima oportunidade para discutir o cenário da indústria. "O Grupo Voto está de parabéns por mais um belo evento, com lideranças públicas e privadas tão importantes para o desenvolvimento da atividade. É importante que continuemos discutindo para avançarmos no tema", conclui.

Também participaram do evento os ministros do Meio Ambiente, Ricardo Salles; e da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas; o secretário Nacional de Saneamento, Pedro Maranhão, o secretário de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, Almirante Flávio Rocha, a presidente da ANA, Christianne Dias; o consultor do Banco Mundial, Luis Sérgio Akira Kaimoto; o presidente da ABDIB, Venilton Tadini; CEOs e altos executivos dos principais grupos empresariais do setor; e presidentes de entidades setoriais, entre outras personalidades de destaque. 

terça-feira, 8 de junho de 2021

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Em parceria da CBMM, Sertões anuncia plano de metas para se tornar carbono zero

 






Alinhado ao movimento mundial de preservação do planeta, o maior rally das Américas assume compromisso para a realização de um evento carbono zero em 2021, em parceria com a Moss.Earth, principal plataforma de compensação de carbono do mundo. E lança plano de ações sustentáveis até 2025.

Em 2021, o Sertões passa a ser Carbono Zero.  Mais do que isso, o maior rally das Américas lançou um plano de metas, pautado pelas melhores práticas de sustentabilidade, que passa a ter um foco ainda maior na preservação do meio ambiente a partir desta edição, marcada para 13 a 22 de agosto, com largada no Rio Grande do Norte.

 O Sertões sempre manteve um compromisso com o legado social, através da SAS Brasil.  Agora, amplia sua missão. Até 2025 planeja substituir os combustíveis fósseis por energias renováveis. O primeiro passo para neutralizar as emissões de carbono foi dado através da parceria inédita firmada com a Moss.earth, empresa 100% brasileira e principal plataforma de compensação de carbono do mundo, que garantirá a neutralização de quase 2.000 toneladas de CO2 emitidas para a edição deste ano. Deste total, metade dos gases são gerados pelo deslocamento aéreo de todos os integrantes da caravana Sertões.  Os créditos de carbono adquiridos pela Moss.earth serão revertidos para projetos na Amazônia. Na parte técnica, o plano para diminuir as emissões foi escalonado até 2025. Este ano, o Sertões vai contar com uma nova categoria geral para veículos a álcool, com subsídio de 25% de desconto nas inscrições para o Sertões e Sertões Series; e a estreia do 1º. veículo experimental híbrido, um projeto 100% brasileiro – UTV movido a etanol e baterias elétricas -, que está sendo desenvolvido graças à parceria entre a CBMM (Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração) e a Giaffone Racing. Em 2022, a meta é incorporar subcategorias a álcool; categoria veículo híbrido e o 1º veículo elétrico experimental. Para 2023/2024: competição entre energias renováveis alternativas e o engajamento na categoria álcool. E em 2025 a meta é fazer um rally apenas com veículos com energia renovável: híbrido, elétrico, álcool e combustível sintético. Além das iniciativas da Equipe Ambiental, outras pequenas ações, mas que fazem a diferença, também serão implantadas em 2021: uso de energia limpa nas Vilas Sertões, através de gerador fotovoltaico e gerador movido a biodiesel; logística reversa para reaproveitamento de materiais; diminuição de papel com a implantação de processos digitalizados na Secretaria de Prova.  O Sertões também vai promover a  conscientização, através de palestras e ações que pretendem envolver as populações das cidades por onde o rally passar.

                                                                                                                     


Boletim Epidemiológico da Covid-19 em Araxá desta terça-feira, dia 8 de junho.

 

A Secretaria Municipal de Saúde informa que três óbitos foram registrados nesta terça-feira. Tratam-se de três homens (56, 56 e 57 anos).