terça-feira, 13 de julho de 2021

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Genética influencia diretamente na ansiedade, mas alimentação adequada pode ajudar

 


No ano passado o Brasil se consolidou como o país mais ansioso do mundo. De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), são quase 20 milhões de brasileiros sofrendo com o problema. O que muitos não sabem, é que a ansiedade está relacionada com a nossa genética. “Existem vários tipos de ansiedade, cada pessoa reage de um jeito. Ela pode ser originada pelo comportamento, pelas emoções, pelos hormônios e pelos genes. Por uma combinação de alguns desses fatores ou todos eles. Cada tipo de ansiedade terá seus sintomas, e a alimentação terapêutica pode ajudar nisso”, esclarece a nutricionista e pesquisadora, Aline Quissak.

 

São 4 grupos genéticos e, para cada um deles, uma estratégia alimentar diferente. Grupo genético 1: Dificuldade de foco, concentração e déficit de atenção. O que consumir: Beba a sinergia de chá de alecrim + chá de camomila + chá verde (1 sachê ou 1 colher de sobremesa de cada em 250ml de água quente, com 8 min de infusão); adicione mais gema de ovo no seu dia a dia. Se for vegano, pode consumir levedura + amêndoas + quinoa + vitamina E do abacate; adicione alimentos ricos em L-carnitina, como bacalhau, proteína de soro de leite e ricota. A sinergia entre o chá de camomila e alecrim ajuda a desacelerar os inúmeros fatores que tiram o foco e a concentração e ajudam a melhorar o desempenho cognitivo. Ao adicionar chá verde, por ter L-theanina fora terá mais foco e concentração sem ficar "pilhado", como ocorre ao tomar café. Além disso, ele protege os danos cerebrais do estresse e da depressão. A colina da gema é um nutriente vital para a memória, foco, concentração e retenção de conhecimento.

 

Grupo genético 2: Procrastinação e falta de interesse. Aumente o consumo de cacau e chocolates (80% cacau ou superior); consuma alimentos que contêm CoQ10, como carne bovina de boa qualidade, brócolis, espinafre, frango orgânico e frutos do mar; crie o hábito de beber mais chá verde e chá preto - 2 a 3 vezes ao dia. Melhor ainda com hortelã ou laranja. Alguns alimentos podem ajudar a dar energia e motivação sem aumentar seus níveis de ansiedade. Essa é a grande diferença entre os alimentos recomendados aqui. Eles melhoram a dopamina sem ter o efeito estimulante do café, que tenta te acordar, mas não necessariamente te mantém focado e motivado.

 

Grupo genético 3: Apetite aumentado e vontade de petiscar o dia todo. Esse grupo genético tem 2 subgrupos. Subgrupo 1: ansiedade causada por falta de dopamina. Busca encontrar dopamina em jogos, álcool, certos alimentos, petisca muito e tem maior risco a compulsão alimentar. Consumir mais: alimentos ricos em Triptofano, como banana, abacate, camarão e atum; ricos em Tirosina: peixe, abacate, feijão, nozes; em Quercetina: cebola, chá verde, chá de Hibisco, uva, bagas, cerejas, brócolis e frutas Cítricas; por fim, adicione mais cúrcuma em sua vida diária. Os alimentos ricos em tirosina e triptofano ajudam a formar mais dopamina e serotonina naturais, suprimindo o desejo de buscar a estimulação externa da compulsão alimentar, por exemplo. Já os ricos em quercetina, ajudam a proteger contra o esgotamento da dopamina. Se a dopamina não for eliminada muito rápido, a sensação de prazer permanece por mais tempo no cérebro. Se passar muito rápido e a queda for repentina, procuramos algo que nos faça sentir bem novamente. É nessa queda de dopamina que os vícios podem se desenvolver para sentir prazer novamente. E a cúrcuma ajuda a controlar os efeitos colaterais de quem tem tendência à depressão. Ele faz o mesmo com os efeitos colaterais no metabolismo de pessoas vulneráveis a comportamentos de dependência.

 

Subgrupo 2: ansiedade causada pelo excesso de dopamina. Quer sempre estar ativo e "ligado nos 220w", petisca durante o dia, come mais doces ou mais café e ganha gordura abdominal. Estes devem consumir alimentos com Vitamina B2, como a couve, espinafre, agrião e brócolis; ricos em Vitamina B6 + magnésio, como banana, abacate e sementes e alimentos ricos em Apigenina como tomilho, própolis, salsa, chá de camomila e pimenta malagueta. A vitamina B2 ajuda a equilibrar o ciclo bioquímico do gene desse subgrupo e a vitamina B6 associada ao magnésio ajuda no relaxamento e diminuição da hiperatividade. Alimentos ricos em apigenina ajudam a melhorar o GABA - nosso neurotransmissor para relaxamento e anti-ansiedade. Com o equilíbrio da hiperatividade, não descontamos na comida e ajudamos a diminuir a vontade de petiscar o tempo todo.

 

Grupo genético 4: Irritabilidade e Frustração. Aumentar a ingestão de fibras em pelo menos 20g por dia: Aveia, linhaça, feijão, lentilha, frutas in natura com casca e folhas verde escuras; consumir alimentos ricos em cromo, como brócolis, nozes, fígado, ameixa, maçã com pele, fermento de cerveja, grãos inteiros, queijos envelhecidos, cogumelos e espinafre; aumentar o consumo de alimentos que ajudam a promover a serotonina, como cacau, banana, abacate, semente de abóbora, cereja e aveia; tomar chás mais relaxantes e calmantes, como chá de maracujá, lavanda e calêndula. Os genes que afetam a irritabilidade e a frustração também afetam o metabolismo, aumentando a noradrenalina, glutamato, cortisol e dopamina. Para diminuir a intensidade das repercussões, essa mudança em nossos neurotransmissores precisa ser protegida. Os alimentos descritos acima melhoram a paciência, o bom humor e o relaxamento, diminuindo os hormônios e neurotransmissores mencionados.

 

Por fim, Aline alerta que a melhor estratégia para quem tem ansiedade é parar de comer alimentos que a prejudicam. “A melhor coisa que você pode fazer por si mesmo é parar de comer alimentos que te fazem mal, como ultraprocessados, inflamatórios e estimuladores. Eles não só vão piorar sua ansiedade como sua saúde como um todo. Preze por uma alimentação natural e saudável, saiba o que você está colocando no prato. E não se esqueça, a ansiedade requer tratamento multiprofissional”.

 

Sobre Aline Quissak

Aline Quissak é nutricionista com especializações no Canada e Estados Unidos, pesquisadora científica em alimentos terapêuticos aplicados tanto na saúde quanto em doenças. É especialista em nutrição genética, pacientes críticos, oncologia, psicologia da nutrição e alimentação funcional. Para mais informações acesse suas redes sociais @nutri_secrets e no site http://www.alinequissak.com/combodebemcomavida

Sol de inverno também queima

 



Por Ana Maria Bertelli 

 

No verão ficamos muito preocupados com a alta exposição aos raios solares, mas às vezes esquecemos que, durante o inverno, é preciso manter o cuidado com o sol para prevenir o câncer de pele. Embora esta época do ano seja mais fria e não percebamos tanto o calor, é necessário lembrar que o sol continua  enviando raios UVA e UVB e a exposição a essa radiações permanece sendo bastante prejudicial, pois mesmo com menores índices o dano promovido é cumulativo. Vale lembrar, então, que exposição solar “mais segura” é aquela feita antes das 10h e após as 16h, e o uso de protetor solar, com fator no mínimo de 30 e proteção UVA, deve ser mantido mesmo em ambientes fechados ou à sombra. E no inverno também. 

 

Segundo dados do INCA – Instituto Nacional do Câncer, o câncer de pele não melanoma (carcinoma basocelular e carcinoma espinocelular) é o tipo mais frequente no Brasil e sua frequência aumenta em pessoas com mais de 40 anos. A expectativa é de mais de 176 mil novos casos no Brasil – 83 mil em homens e 93 mil em mulheres, entre 2020 e 2022. Se somarmos a esses números os dados referentes à neoplasia do tipo melanoma – que é a mais agressiva – o número total sobe para 185 mil casos em dois anos. 

 

O carcinoma basocelular (CBC) é o mais prevalente dentre todos os tipos. O CBC surge nas células basais da epiderme. Tem baixa letalidade, pode ser curado quando há detecção precoce e surge mais frequentemente em regiões expostas ao sol, como face, orelhas, pescoço, couro cabeludo, ombros e costas. O tipo mais encontrado normalmente se apresenta como uma pápula vermelha, brilhosa, com uma crosta central, que pode sangrar com facilidade - uma ferida que não cicatriza é a dica para alertar sobre esse tipo de tumor.  

 

Já o carcinoma espinocelular (CEC) é o segundo mais prevalente dentre todos os tipos de câncer de pele. Manifesta-se nas células escamosas, que constituem a maior parte da camada superior da pele. Pode se desenvolver em todas as partes do corpo, embora seja mais comum nas áreas expostas ao sol, como orelhas, face, couro cabeludo e pescoço. Nessas regiões, normalmente a pele apresenta sinais de dano solar como enrugamento, mudanças na pigmentação e perda de elasticidade. O CEC é duas vezes mais frequente em homens do que em mulheres. Geralmente, as lesões de CEC têm coloração avermelhada e se apresentam na forma de machucados ou feridas ásperas, que não cicatrizam e sangram ocasionalmente. Ao contrario do carcinoma basocelular, o carcinoma espinocelular pode ser bastante agressivo, causar metástases e desfecho fatal ao paciente. A detecção precoce e o tratamento adequado resultam em grandes chances de cura ao doente.  

 

O melanoma é o tipo menos frequente dos cânceres da pele, mas é o que tem o pior prognóstico e o mais alto índice de mortalidade. Embora o diagnóstico de melanoma normalmente traga medo e apreensão aos pacientes, as chances de cura são de mais de 90% quando há detecção precoce e tratamento adequado da doença. O melanoma, em geral, tem a aparência de uma pinta ou de um sinal na pele, em tons acastanhados ou enegrecidos. Porém, a “pinta” ou o “sinal”, em geral, mudam de cor, de formato ou de tamanho e podem apresentar sangramento. Por isso, é importante observar a própria pele constantemente, e procurar imediatamente um especialista caso detecte qualquer lesão suspeita. O melanoma pode surgir em áreas difíceis de serem visualizadas pelo paciente, embora sejam mais comuns nas pernas, em mulheres; no tronco, nos homens; e pescoço e rosto em ambos os sexos. Além disso, vale lembrar que uma lesão considerada “normal” para um leigo, pode ser suspeita para um médico. 

 

Pessoas de pele clara e que se queimam com facilidade quando se expõem ao sol têm mais risco de desenvolver a doença. O melanoma tem origem nos melanócitos, as células que produzem melanina, o pigmento que dá cor à pele. Nos estágios iniciais, se desenvolve apenas na camada mais superficial da pele, o que facilita a remoção cirúrgica e a cura do tumor. Nos estágios mais avançados, a lesão é mais profunda e espessa, o que aumenta a chance de se espalhar para outros órgãos (desenvolvimento de metástases a distância) e diminui as possibilidades de cura. Por isso, o diagnóstico precoce do melanoma é fundamental. Embora apresente pior prognóstico, avanços na medicina e o recente desenvolvimento de novas drogas que atuam na resposta imune e em mutações específicas das células tumorais possibilitaram que pacientes com melanoma avançado tenham aumento na sobrevida e na qualidade de vida. 

 

A hereditariedade desempenha um papel central no desenvolvimento do melanoma. Por isso, familiares de pacientes diagnosticados com a doença devem se submeter a exames preventivos regularmente. O risco aumenta quando há casos registrados em familiares de primeiro grau. 

 

O mais importante é a conscientização sobre a importância do uso do protetor solar para que não se desenvolva câncer de pele. Em paralelo, é importante que todos estejam atentos para novas “pintas” ou mudanças nas lesões já existentes. Em situações como estas, busque imediatamente um especialista. Não tenho dúvida ao afirmar, portanto, que a melhor forma de combater o câncer de pele ainda é o diagnóstico precoce e o tratamento adequado. Já a melhor prevenção é o uso de protetor solar. 

 

  

* Ana Maria Bertelli é dermatologista e professora do curso de Medicina da Universidade Santo Amaro – Unisa. 

UNIARAXÁ INFORMA:

 

LINK UNIARAXÁ : https://site.uniaraxa.edu.br/

Secretária de Educação comunica vereador Raphael Rios sobre reforma de escolas

 



A Prefeitura de Araxá anunciou, nesta semana, que as escolas rurais Eunice Weaver (Itaipu) e José Bento (Boca da Mata) serão as primeiras contempladas com reformas para adequações de seus espaços. A medida está sendo realizada após a secretária de Educação, Zulma Moreira, ter acesso ao relatório realizado no mandato passado pelo vereador Raphael Rios e solicitar uma nova vistoria, por parte da nova equipe da Educação, para mais detalhes sobre as unidades de ensino.


Raphael e Zulma estiveram na Escola Municipal Professora Leonilda Montandon (Caic), outra unidade beneficiada com o trabalho de reformas. Na oportunidade, Raphael conheceu as medidas de prevenção contra a Covid-19 adotadas para o retorno das aulas presenciais, já retomadas pela rede municipal de ensino.


Zulma destaca que além dessas escolas, três Centros Municipais de Educação Infantil (Cemeis) precisam desses reparos e devem ser atendidas ainda neste ano: Armindo Barbosa, Sarah Valle Abrahão e Balão Mágico.


Durante a visita, Raphael destacou a importância de uma equipe de manutenção das unidades, sugestão que havia dado ao entregar o relatório ainda em 2017. A secretária Zulma acredita ser a melhor forma para evitar que as unidades fiquem sem os reparos por tanto tempo. “São muitas unidades de ensino e uma equipe de reparos permite que as instalações estejam sempre com manutenção em dia”, destaca.


Zulma destacou ainda a importância do trabalho realizado por Raphael no mandato passado, ao fiscalizar todas as escolas municipais e ouvir de professores e diretores as demandas de cada uma. “Foi importantíssimo esse trabalho. Sabemos que as demandas chegam mais aos vereadores e essas informações muitas vezes não chegam para nós”, afirma.


De acordo com a Prefeitura de Araxá, o contrato assinado pelo prefeito Robson Magela foi na ordem de R$ 3.933.846,59 e prevê desde reparos breves até reformas mais substanciais em seis escolas municipais. As obras devem acontecer em paralelo com as aulas que, de acordo com a secretária, serão remanejadas entre as salas disponíveis.


Fiscalização contra a Covid em Araxá interdita bar e dispersa luau com mais de 200 pessoas

 


A Fiscalização Sanitária da Secretaria Municipal de Saúde interditou e multou um bar e dispersou um luau com mais de 200 pessoas neste fim de semana em Araxá. As ações ocorreram por descumprimento ao decreto municipal que objetiva frear o avanço da Covid-19 na cidade.  Ao todo, 77 denúncias foram feitas nos últimos dias, sendo mais de 60% só no final de semana.

A interdição do bar aconteceu após denúncias recebidas pelo call center, sendo constatado in loco pessoas consumindo no local após o horário de funcionamento permitido. O estabelecimento foi multado em 50 UFPAs (Unidade Fiscal do Município de Araxá), o que equivale a R$ 2.807,50.

“Na madrugada de sábado para domingo, a equipe de fiscalização, Guarda Patrimonial e Polícia Militar dispersaram cerca de 200 pessoas em um luau próximo à Copasa. Ainda não foi possível identificar o responsável pelo encontro, não sendo aplicada nenhuma penalidade até o momento”, explica a coordenadora da Vigilância Sanitária, Marcella Teodoro.

O disque denúncia da Prefeitura de Araxá é o (34) 9 9257-1122.