segunda-feira, 26 de julho de 2021

ATLETAS BRASILEIROS PREFEREM OS ESTADOS UNIDOS

 


Equipe olímpica em Tóquio possui vários atletas que moram ou treinam nos EUA. Saiba quais são os principais vistos americanos para atletas estrangeiros.

 

Com 1 ano de atraso devido a pandemia, as Olimpíadas de Tóquio finalmente vão começar. Ao todo, atletas de 205 países disputarão a competição mais tradicional do esporte em 33 modalidades diferentes. E o Brasil, com uma delegação de 302 atletas, vive a expectativa de um recorde de medalhas, fruto de muito esforço, dedicação e, principalmente, das muitas oportunidades surgidas nos últimos 20 anos para que nossos atletas pudessem residir, treinar e progredir em suas carreiras fora do Brasil, especialmente em países que oferecem melhores investimentos, condições de treino e reconhecimento,

 

Não por acaso, o destino favorito de cada 5 a cada 4 atletas brasileiros que decidem começar uma nova vida no exterior é os Estados Unidos. Na atual equipe olímpica brasileira, por exemplo, diversos atletas moram ou treinam nos EUA, como a futebolista Marta, o nadador Bruno Fratus, a jogadora de Rugby Isadora Cerullo, e a surfista Tatiana Weston, entre outros.

 

A preferência pela América não vem de hoje. Afinal, trata-se da maior potência olímpica do planeta, com 2.519 medalhas olímpicas conquistadas, e berço de alguns dos maiores atletas de todos os tempos. Mais do que isso, os EUA valorizam o esporte, e por isso se empenham também em trazer para o país os melhores profissionais das mais diferentes modalidades esportivas.

 

“O Brasil está entre os países que mais envia atletas estrangeiros para os Estados Unidos, seja para intercâmbio temporário, disputa de torneios, treinar atletas americanos ou simplesmente residir e trabalhar nos EUA. E por isso mesmo, o governo americano disponibiliza diferentes tipos de vistos para que atletas de outros países possam chegar ao país”. – Apontou Felipe Alexandre, advogado de imigração brasileiro/americano.

 

De forma geral, atletas brasileiros viajam aos EUA com vistos não-imigrantes, como os vistos P e O, que podem ser utilizados para exercer suas atividades no país por um tempo determinado e propósito específico. No entanto, em muitos casos, também é possível se qualificar para um visto de imigrante, que concede o green card, para residência permanente nos EUA, desde que o atleta possa comprovar que possui uma carreira bem-sucedida, com prêmios, conquistas e reconhecimento nacional (ou internacional) em suas atividades profissionais. Trata-se dos vistos “EB” (Employment-based).

 

“Os vistos EB tem se provado uma excelente opção imigratória tanto para atletas que ainda estão em atividade quanto para aqueles que já se aposentaram mais que desejam continuar atuando dentro do esporte, seja como treinador, professor ou exercendo alguma outra atividade dentro da área esportiva que o consagrou. Dependendo da qualificação do atleta, não é preciso apresentar nem mesmo uma oferta de emprego para trabalhar nos EUA” - Ressaltou novamente Felipe Alexandre, que também é proprietário da AG Immigration, escritório americano de advocacia que cuida dos processos imigratórios de dezenas de atletas brasileiros.

 

Mas não são somente os atletas olímpicos brasileiros que estão se mudando para os EUA. Em busca de aperfeiçoamento, jovens esportistas amadores brasileiros têm deixado o país atraídos por melhores oportunidades de crescimento na América, onde patrocínios e bolsas podem ser conseguidos por atletas novatos que se destaquem em suas modalidades.

 

De acordo com uma pesquisa de 2019 do Migration Policy Institute, os estados da Luisiana e da Califórnia são os que mais oferecem oportunidades para atletas estrangeiros, tanto através de bolsas de estudo para universitários quanto para atuar em equipes profissionais destas regiões. Logo em seguida vem a Geórgia, Alabam e Texas.

 

Já para lutadores de artes marciais, a maior quantidade de oportunidades está na Flórida, em especial em Orlando e Miami, que concentra algumas das principais academias de jiu-jitsu no país. Aliás, devido a popularização do MMA e do UFC, aumentou significativamente a chegada de lutadores brasileiros que vieram morar nos EUA. Afinal, o Brasil ainda segue como referência em artes marciais, sobretudo no jiu-jitsu.

 

E ao que tudo indica, os EUA seguirão como o principal destino para atletas de outros países que querem alcançar o máximo em suas carreiras. Desde janeiro deste ano, após a posse novo governo, o país voltou a adotar políticas pró-imigrantes, incentivando a chegada de estrangeiros qualificados no país, um cenário que deve beneficiar muitos profissionais do esporte.

 

“Os Estados Unidos já se recuperaram quase completamente dos efeitos econômicos da pandemia e nunca antes na história houve tantas oportunidades de trabalho quanto atualmente. Além disso, existe hoje novamente na América um sentimento geral de valorização aos imigrantes que chegam para contribuir com o mercado de trabalho, economia e com a própria sociedade americana. Certamente este é um excelente momento para atletas estrangeiros se mudarem para os Estados Unidos”. - Completou Felipe Alexandre.

 

Sobre Felipe Alexandre

Dr. Felipe Alexandre é advogado americano/brasileiro de imigração e fundador da AG Immigration:  Ele é considerado há vários anos pelo "American Institute of Legal Counsel" como um dos 10 melhores advogados de imigração de NY e referência sobre vistos e green cards para os EUA.

 

Sobre a AG Immigration:

A AG Immigration é um dos mais prestigiados escritórios de imigração nos EUA, que vem ajudando centenas de brasileiros a obterem o green card para morar, trabalhar e empreender legalmente na América.

 

Site: https://agimmigration.law/

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Projetos de educação voltado para jovens negros buscam reparar desigualdade racial no mercado de trabalho

 


A histórica desigualdade racial do mercado de trabalho brasileiro se tornou mais evidente com a crise socioeconômica provocada pela Covid-19. Segundo dados oficiais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nos primeiros meses da pandemia, a taxa de desemprego entre as pessoas negras (pretos e pardos) teve alta de 4,0 pontos percentuais. Já a dos brancos, o aumento foi de 0,6 pontos percentuais.

Além do desemprego, a desigualdade salarial também segue em alta. Apesar da metade da população brasileira ser negra (56%), apenas 24% estão no índice dos 10% mais ricos do país. Em relação aos 10% mais pobres, a maioria é negra, correspondendo a 78%.

Para o Instituto Ser +, que oferece capacitação profissional aos jovens em situação de vulnerabilidade, além da discriminação racial, a falta de acesso à educação é um dos fatores que acentua a desigualdade racial, econômica e de oportunidades. Dados recentes do IBGE apontam que na faixa etária entre 18 e 24 anos, as pessoas brancas têm duas vezes mais chances de estarem na universidade ou de já terem concluído o ensino superior, do que pretos e pardos. Mas, a inclusão de pretos e pardos avança lentamente devido a Lei de cotas criada pelo Congresso Nacional no ano de 2012.

“Nossos projetos são voltados aos jovens em situação de vulnerabilidade socioeconômica. Mas, não por mera coincidência, a maioria dos que chegam até nós, em busca de inserção profissional, são pretos. Essa realidade já diz muito sobre essa desigualdade de acesso. O que precisamos é romper esse ciclo e gerar oportunidades para essa e as próximas gerações”, conta Ednalva Moura, diretora de Educação e Diversidade do Instituto Ser +.

Davi Barbosa, jovem negro de 19 anos, já tinha buscado oportunidades de emprego, mas ressalta que hoje ele percebe que o que precisava era além das funções básicas como Excel e Word. “Através do curso que fiz no Ser +, aprendi coisas que não vi na escola. Hoje sei fazer um currículo mais atrativo e me portar em uma entrevista de emprego ou processo seletivo. Sei qual postura tenho que ter no dia a dia dentro de uma empresa”.

 

Para Jovens Negras

Para buscar reparar a situação, o Instituto Ser + tem oferecido projetos profissionais de ações afirmativas focados na juventude preta em parceria com empresas. Alguns são exclusivos para o público feminino, na tentativa de frear também a desigualdade de gênero. De acordo com dados da PNADC 2019 as mulheres negras somam cerca de 40 milhões e 600 mil pessoas. Dessas, 15 milhões e 500 mil estão fora do mercado e pouco mais de 4 milhões, não possuem ocupação.

Um dos projetos, cofinanciado pelo Ministério Federal da Cooperação Econômica e Desenvolvimento da Alemanha (BMZ, na sigla alemã) é o MUDE com Elas, que inicia neste mês de julho um curso para 20 mulheres negras de 17 a 22 anos em situação de vulnerabilidade social e moradoras das periferias da cidade de São Paulo. A capacitação é uma parceria com a Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha de São Paulo, Ação Educativa e terre des hommes Alemanha. A duração é de 3 meses, concomitante à contratação das alunas como Jovem Aprendiz e possibilidade de efetivação por empresas associadas à Câmara.

O MUDE com Elas vem logo em seguida do projeto + Diversidade, que também teve como objetivo oportunizar a formação e inclusão de mulheres negras que vivem em situação de vulnerabilidade, além de fomentar a inserção no mercado de trabalho formal. A capacitação durou 4 meses e foi uma parceria com o Deutsch Bank, via recursos aplicados pela The Resource Fondation.

O curso, oferecido a 33 jovens negras entre 18 e 29 anos, focou nas áreas administrativas e do mercado financeiro com aulas de Cidadania, Administração, Comunicação e Atendimento ao Cliente, Informática, Mercado Financeiro, Negritude e Gênero e Mercado de Trabalho. Todas as participantes tiveram a oportunidade de participar de uma jornada de mentoria e workshops com voluntários executivos.


Ensinando a lidar com as inseguranças

De acordo com especialistas do Ser +, a falta de representação de pessoas negras no mercado de trabalho gera insegurança nos jovens que estão ingressando em um emprego ou buscando oportunidade. Por isso, além da capacitação profissional, os projetos oferecidos pelo Instituto trabalham com ferramentas socioemocionais para que se sintam capazes. “Antes da capacitação eu era uma pessoa que não tinha planos para o futuro, não sabia qual caminho seguir. Aprendi muita coisa que uso no meu trabalho e para o profissional que quero ser. Meu maior sonho é me tornar diretor executivo e quando eu penso no futuro, sei que posso conquistar esse cargo de liderança”, conta Douglas Augusto, jovem negro de 20 anos.


“Além da teoria, o propósito do Ser + é desenvolver o autoconhecimento do jovem. Nossos materiais focam na descoberta de talentos, considerando que a partir do momento em que o indivíduo consegue elevar sua autoestima, ele se apropria da sua própria história e entende o seu valor”, conta Ednalva Moura.

Jovem, negra e moradora da periferia de São Paulo, Tainá Pena, 18 anos, teve uma infância e adolescência marcada pelos efeitos do racismo em sua autoestima. Através da oportunidade de aprender sobre tecnologia e administração no Ser +, e em contato com os profissionais do Instituto, passou a olhar para si mesma com outros olhos. “Eu era muito tímida e fechada. O curso me ajudou a desenvolver esse lado mais autoconfiante. Poucos meses depois, postei no LinkedIn a minha história e ela viralizou, com mais de 500 mil interações. Consegui um emprego depois dessa coragem de me expor e mostrar quem sou”, conta.

SESI e SENAI trabalham há 80 anos pela inserção dos jovens menos favorecidos no Brasil, dando formação e cidadania

 

Para presidente da CNI, Robson Braga de Andrade, afirmações do secretário de Política Econômica, Adolfo Sachsida, desprezam contribuição das instituições para qualificação e aumento da empregabilidade do trabalhador

 

O Serviço Social da Indústria (SESI) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) lamentam as declarações do secretário de Política Econômica do Ministério da Economia, Adolfo Sachsida. Suas falas demonstram profundo desconhecimento de como as instituições já contribuem, de forma efetiva e permanente, com a inserção de jovens brasileiros no mercado de trabalho, sobretudo os de classes menos favorecidas.

 


“Querer desestruturar o trabalho já realizado pelo SESI e pelo SENAI por meio de uma ‘facada’, na tentativa de enfraquecer duas das principais instituições com capacidade para contribuir com os esforços de reduzir a informalidade e o desemprego no país, isso sim, é condenar uma parcela da população à pobreza”, afirma Robson Braga de Andrade, presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

 

O SENAI é a principal instituição de ensino técnico e profissional do país, com mais de 80 milhões de trabalhadores formados em oito décadas de atuação. Seu modelo de formação mantém o currículo sempre alinhada à evolução tecnológica da indústria, o que se traduz em inclusão e empregabilidade para os jovens capacitados em diversos setores da indústria.

 

Tanto é que 7 em cada 10 de seus egressos – cuja renda média é de 1,54 salário-mínimo (a renda média do país é de 2,54 SM) – encontram-se empregados um ano após a conclusão da formação técnica, resultado de uma metodologia eficaz e em constante atualização, reconhecida pela OIT e pela Unesco e replicada em mais de 20 países.

 

O SESI oferece educação básica focada na formação para o futuro do trabalho a mais de 900 mil jovens. Sua metodologia é de reconhecida excelência e seus alunos têm elevado desempenho no Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb). Em 2020, a Educação de Jovens e Adultos (EJA) beneficiou 36,7 mil trabalhadores já fora da idade escolar, permitindo a conclusão dos estudos e maior possibilidade de inserção no mercado de trabalho e crescimento profissional.

 

Em 2020, o SESI e o SENAI formaram a primeira turma do Novo Ensino Médio, numa experiência pioneira no Brasil. São 198 jovens, dos quais 13% da classe C e 87% da classe D, que chegam ao mercado de trabalho com um diploma técnico.

 

Além disso, em 2020, 4,3 milhões de trabalhadores foram beneficiados com serviços de saúde e segurança do trabalho e 869 mil vacinas contra a gripe foram aplicadas. Em 2021, o SESI já apoiou o poder público na vacinação de mais de 730 mil brasileiros contra a Covid-19, reforçando o compromisso de acelerar a imunização dos trabalhadores, sem a qual o Brasil não retomará uma rota firme e consistente de crescimento econômico.

 

Durante os meses mais agudos da pandemia, em 2020, o SENAI ofereceu mais de 1.570.148 matrículas gratuitas em cursos de educação técnica e profissional para contribuir com a continuidade da formação e qualificação do trabalhador brasileiros. Em parceria com mais de 20 empresas e instituições - entra as quais o Ministério da Economia - o SENAI liderou a iniciativa que resultou no conserto de mais 2,5 mil respiradores mecânicos que foram devolvidos a hospitais das redes pública e privadas, contribuindo para salvar as vidas de milhares de pacientes infectados pelo coronavírus.

 

Três programas com o Ministério da Economia

 

Embora o secretário do Ministério da Economia demonstre não saber, o SENAI já participa de três programas iniciados em 2020 justamente com foco na inserção de jovens no mercado de trabalho e no aumento da produtividade de empresas: o Emprega Mais, o Brasil Mais e o Aprendizagem 4.0, sendo que este busca formar uma nova mão de obra para a indústria brasileira e tem como premissa inserir a juventude nas tecnologias digitais tão requeridas no processo de transformação digital das empresas.

 

Também é importante lembrar que o SESI e o SENAI estavam negociando com o Ministério da Economia a participação nos novos programas de inclusão de jovens no mercado de trabalho, via oferta de vagas gratuitas para qualificação profissional.

 

Para essa parcela da população, o SESI e o SENAI já representam uma oportunidade de conquistar condições mais sólidas de empregabilidade e mobilidade social, um passaporte para a cidadania para milhares de jovens carentes. 

UNIARAXÁ INFORMA:

 



COLUNA DO LUIS BORGES

 

O imposto de renda na Reforma Tributária

 por Luis Borges  21 de julho de 2021  Pensata


Há quanto tempo você ouve alguma afirmação sobre a necessidade de fazer uma reforma tributária no país, que a carga tributária é alta- 37% do PIB – e que a taxação é regressiva – proporcionalmente, paga mais quem ganha menos? Essas constatações estão no ar há pelo menos 30 anos, e ganharam mais intensidade de 2015 para cá, período marcado por recessão ou baixíssimos índices de crescimento econômico.

Segundo o dicionário Houaiss o substantivo reforma significa “mudança introduzida  em algo para fins de aprimoramento e obtenção de melhores resultados; nova organização, nova forma; renovação”, conforme consta no segundo dos 10 verbetes. Nesse sentido é importante trazer à lembrança os processos de reformas como a político- partidária que nunca avança, enquanto convivemos com remendos na lei a cada ano que antecede as  eleições, inclusive com o abusivo fundo eleitoral de R$ 5,7 bilhões para o próximo ano. Vale também lembrar das reformas de base, a começar pela Agrária, falada desde o início dos anos 60 do século passado, ou da reforma Urbana em décadas mais recentes.

Por outro lado é fundamental perceber criticamente as reformas que chegaram a ser aprovadas, como a Reforma Trabalhista em 2017, que precarizou as relações de trabalho, e a Reforma da Previdência Social em 2019 cujos efeitos já são sentidos na pele, notadamente no setor privado. Essas reformas foram vendidas como a panaceia para resolver problemas como o desequilíbrio das contas públicas, remover privilégios de algumas categorias profissionais e combater o desemprego com a geração de 10 milhões de postos de trabalho, para citar apenas algumas premissas. E nem sempre os falados benefícios se verificaram na prática.

Finalmente, a primeira fase da Reforma Tributária foi enviada pelo Ministério da Economia ao Congresso Nacional em julho do ano passado. Ela propunha a simplificação do processo de arrecadação de tributos com a fusão de alguns impostos e contribuições com a criação do Imposto sobre Bens e Serviços – IBS. Tudo continua parado na Câmara dos Deputados.

No final de junho chegou ao Congresso a proposta da segunda fase da Reforma Tributária, tratando do imposto de renda (IR) das pessoas físicas e jurídicas, cujo texto base foi feito pela Receita Federal. Foi um balão de ensaio, com uma mera correção de 32% da altamente defasada tabela do IR, a limitação da declaração do IR no modelo simplificado só para quem tem renda de até R$40.000,00 anuais e a taxação de lucros e dividendos em 20%. Tudo isso para ser aprovado a toque de caixa pelo Congresso até dezembro para entrar em vigor no ano eleitoral de 2022.

Diante das reações imediatas das pessoas jurídicas o deputado federal relator da proposta apresentou um substitutivo em 13 de julho – assinado também pelo Ministro da Economia, o Superintendente da Receita Federal e o Presidente do Banco Central – reduzindo drasticamente a alíquota do IR das pessoas jurídicas para 2,5% ao invés dos 15% atuais. Além disso, cortou os incentivos fiscais para o programa de alimentação dos trabalhadores das empresas optantes pelo lucro real para a apuração do Imposto de Renda e jogou quem recebe de R$40.000,00 a R$83.000,00 anuais no modelo completo do IR, com gritante aumento de carga tributária numa verdadeira “passagem da boiada”.

No momento a falação e os questionamentos recaem sobre se haverá aumento ou redução da carga tributária, impacto do volume de recursos do imposto de renda a ser repassado pela União para os Fundos de Participação dos Estados- FPE e dos Municípios- FPM, a tributação de empregados que recebem seus salários como Pessoa Jurídica-PJ e o incremento da dedução de despesas diversas não ligadas diretamente ao negócio no caixa de empresas optantes pelo lucro real.

Haverá mesmo condições de discutir tudo isso em tão pouco tempo? O que será entregue à sociedade vai ser melhor para quem? A conferir!


Vacinação contra a Covid-19 para faixas etárias é suspensa por falta de doses e Araxá cobra novamente o Estado

 


A Secretaria Municipal de Saúde suspendeu a vacinação de 1ª dose contra a Covid-19 por faixa etária e por grupo de trabalhadores da indústria e construção civil nesta terça-feira (27). Com o avanço da campanha de vacinação nos últimos dias, Araxá aplicou todas as doses entregues pelo Governo de Minas nesta segunda-feira (26) e aguarda a chegada de um novo lote para continuar a campanha. 

Todos os imunizantes disponíveis no momento são destinados, por orientação do Estado, para aplicação de 2º dose para gestantes, puérperas e lactantes ainda não vacinadas. 

O município cobrou novamente do Governo do Estado uma maior quantidade de doses para atender de forma mais ágil o público por faixa etária e grupo de trabalhadores da indústria e construção civil. 

“Entramos em contato com a Secretaria de Estado de Saúde mais uma vez solicitando uma remessa maior de doses para Araxá. Queremos que o Governo do Estado encaminhe a quantidade de doses que deixamos de receber em lotes anteriores e que seja proporcional ao número de habitantes e perfil da nossa população”, explica o prefeito Robson Magela.

 

Cronograma: Terça-feira - 27 de julho

 

Gestantes, Puérperas e Lactantes – UNISA

Dia e horário: 27 de julho (terça) - 8h às 16h

 

- Puérperas (com até 45 dias) e Lactantes (até 6 meses)

Documentos exigidos: cópia (xerox) CPF, RG, Comprovante de Residência, Cartão de SUS (se tiver) e certidão de nascimento ou cartão do bebê.

 

- Gestantes (com e sem comorbidades

 Documentos exigidos: cópia (xerox) CPF, RG, Comprovante de Residência, Cartão de SUS (se tiver) e cartão pré-natal.

 

1ª dose - Grupos Contemplados (exceto faixas etárias e trabalhadores da indústria e construção civil) – UNISA

Dia e horário: 27 de julho (terça) - 8h às 16h


- Grupos Contemplados: Trabalhadores da saúde, idosos com 60 anos ou mais, pessoas com comorbidades e com e deficiência permanente (com e sem BPC), funcionários do sistema de privação de liberdade, trabalhadores da educação (Todos os professores e funcionários das escolas públicas e privadas do ensino básico - Cemei, pré-escola, ensino fundamental, ensino médio, curso técnico, EJA, ensino superior), forças de segurança e salvamento (Policiais Federais, Militares, Civis e Rodoviários, Bombeiros Militares e Civis, e Guardas Municipais), forças armadas (Membros ativos da Marinha, Exército e Aeronáutica), trabalhadores de limpeza urbana, caminhoneiros e trabalhadores do transporte. 

Documentos exigidos: cópia (xerox) CPF, RG, comprovante de residência, cartão de SUS (se tiver) e comprovante específico de cada grupo.

 

2ª dose - Grupos Contemplados de acordo com cartão de vacina – UNISA

Dia e horário: 27 de julho (terça) - 8h às 16h

Documentos exigidos: cópia (xerox) dos documentos pessoais, comprovante de residência e Cartão SUS (se tiver) e cartão de vacina.

 

Campanha Vacinação Solidária 

A Prefeitura de Araxá é parceira da Campanha Vacinação Solidária, de iniciativa da Câmara Municipal, Ampara, SOS e Insanos Moto Clube, para arrecadação de óleo nos dias de vacinação contra a Covid-19 ou contra a gripe. 

A doação está sendo revertida em cestas básicas às famílias carentes de Araxá. "Ajudar ao próximo também é uma forma de salvar vidas. Receba vacina, doe amor".