Referências bibliográficas:
São
cerca de 500 vagas e as aulas de algumas turmas começam já
no fim de setembro
O
Senac em Araxá está com inscrições abertas para cursos
gratuitos e on-line, por meio do Programa Senac de
Gratuidade (PSG) – iniciativa que visa oferecer ações
educacionais com custo zero às pessoas cuja renda
familiar mensal per capita não ultrapasse dois salários
mínimos.
As
matrículas podem ser feitas pelo site do Senac: https://www.mg.senac.br/programasenacdegratuidade/
ou diretamente na unidade, localizada na Rua Antônio Castro
Alves, 85 - Fertiza e pela Central de Atendimento
Telefone/Whatsapp: (34)
3201-4200.
Ao
todo, serão disponibilizadas 468 vagas, com turmas em
áreas diversas. Confira a oferta:
Cursos
em Setembro
|
Curso |
Turno |
Vagas |
|
Assistente
de Crédito e Cobrança |
Noite |
50 |
|
Assistente
Administrativo |
Manhã |
40 |
|
Manicure
e Pedicure |
Manhã |
20 |
|
Assistente
Administrativo |
Manhã |
50 |
|
MS
Project 2019 |
Manhã |
30 |
|
Ferramentas
de Marketing Digital |
Noite |
30 |
|
Cuidador
de Idoso |
Noite |
40 |
Além
disso, as matrículas já estão abertas para os
seguintes cursos a serem ofertados proximamente:
|
Curso |
Turno |
Início |
Vagas |
|
Assistente
de Recursos Humanos |
Tarde |
04/10/2021 |
50 |
|
Maquiador |
Tarde |
04/10/2021 |
18 |
|
E-Commerce:
Vendendo no Comércio Eletrônico |
Noite |
26/10/2021 |
30 |
|
Vendedor |
Manhã |
18/10/2021 |
50 |
|
Técnico
em Recursos Humanos |
Tarde |
01/02/2022 |
30 |
|
Técnico
em Administração |
Manhã |
01/02/2022 |
30 |
Os
interessados devem
ficar atentos aos pré-requisitos do curso, além de
anexar
o
documento de identidade, CPF, comprovante de endereço e de
escolaridade no momento da inscrição.
Sobre
o Senac em Araxá
O
Senac em Araxá é referência em ensino e qualificação
profissional na região e possui um amplo portfólio de cursos
técnicos, cursos livres, Aprendizagem
Comercial
e
MBA,
além de ser polo de Educação a Distância (EAD). Atuando na
região há mais de 20 anos, a unidade atende mais de 20
municípios e possui infraestrutura completa, com salas de
aula e laboratórios bem equipados e atualizados, buscando
sempre o aprimoramento dos alunos e do aprendizado.
Serviço:
Cursos Gratuitos Senac em Araxá:
As inscrições podem ser feitas pelo site: https://www.mg.senac.br/programasenacdegratuidade/
Por Emerson Oliveira*
Após ser adiado por causa da pandemia, o Congresso Mundial da Natureza, importante evento promovido a cada quatro anos pela União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN), foi realizado em Marselha, na França, entre os dias 3 e 10 de setembro. Como de costume, o evento indicou tendências e prioridades para os próximos anos para a conservação da biodiversidade no planeta e colocou o Brasil no centro dos debates.
Em discurso na abertura do evento, o presidente francês Emmanuel Macron demonstrou como os olhos da comunidade internacional estão voltados ao Brasil e, de um modo especial, para a Amazônia. O líder do país anfitrião enfatizou a necessidade urgente de interromper a acentuada destruição da floresta amazônica, entre outras prioridades.
Em outro recado ao Brasil, Macron ressaltou a determinação da França em eliminar o desmatamento importado, aquele gerado pela aquisição de produtos que causam desmatamento ou degradação ambiental no país de origem. O presidente francês afirmou ainda que a França é contra o acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia, que entre outros pontos pretende facilitar as exportações entre os dois continentes.
Fato negativo digno de nota foi a ausência de representantes do Ministério do Meio Ambiente do Brasil. Na verdade, a única autoridade brasileira presente foi o embaixador do Brasil na França, Luís Fernando Serra. Entre os participantes ilustres, destaques para o ator norte-americano Harrison Ford e o fotógrafo brasileiro Sebastião Salgado.
Apesar dos fatores preocupantes que envolvem a política ambiental brasileira, o Congresso também trouxe esperança para todos que estão comprometidos com a conservação da natureza em nosso país. Durante a Assembleia Geral que elegeu a nova presidente e os membros da diretoria da UICN para os próximos quatro anos, o Comitê Brasileiro (CBR), formado por diversas organizações com destacada atuação pela causa ambiental, entregou aos candidatos ao pleito uma carta intitulada “O Brasil Importa!” (Brazil Matters!), visando evidenciar as pautas brasileiras de conservação, especialmente em relação às ameaças à biodiversidade e relativas à situação crítica dos rios e outros corpos hídricos brasileiros.
Logo após a eleição, em reunião com a nova presidente, Razan Al Mubarak, dos Emirados Árabes, os representantes do Brasil reforçaram o papel fundamental que os biomas brasileiros desempenham como mantenedores da biodiversidade e do clima no mundo, detalhando as ameaças enfrentadas e os riscos às políticas ambientais e estruturas de gestão.
A nova presidente recebeu muito bem as propostas, especialmente em relação a uma grande campanha de comunicação para divulgar os biomas brasileiros: “O Brasil está no coração do mundo e eu vou trabalhar para que ele esteja no coração da UICN”, comentou. Em 14 mandatos na história da UICN, Razan é apenas a segunda mulher a assumir a presidência e, embora ainda jovem, especialmente em comparação a seus antecessores, já atua há mais de 20 anos com conservação, liderando atualmente a Agência Ambiental de Abu Dhabi (EAD).
Entre as diversas resoluções aprovadas no Congresso, talvez a mais emblemática seja a criação de uma Comissão de Crise Climática. Ao final do evento, o Congresso anunciou a agenda de conservação da natureza para a próxima década, invocando os governos a empreender uma recuperação baseada na natureza no pós-pandemia, investindo ao menos 10% dos fundos de recuperação global na natureza. Dentre as resoluções deliberadas inclui-se um apelo para proteção de 80% da Amazônia até 2025, a proibição da mineração em alto mar e para que a comunidade global adote uma abordagem ambiciosa de "Uma Só Saúde".
Merece destaque também a divulgação de um relatório reportando que 28% das espécies mundialmente catalogadas correm algum risco de extinção. Por isso, a UICN faz um apelo para que os desmatamentos sejam minimizados, bem como sejam reduzidos o uso de agroquímicos, a poluição, em especial de plásticos nos oceanos, e a degradação dos solos e corpos hídricos pela agropecuária, indústria e outras atividades humanas.
Outro fato muito positivo foi a participação inédita das organizações de povos indígenas, com direito a se pronunciar oficialmente, o que possibilitou um olhar especial para os direitos dos povos originários e seu papel na conservação. Apesar de tantas dificuldades que vemos no Brasil, com nossos biomas sob variadas pressões e ameaças, é importante notar que as organizações da sociedade civil brasileira encontram eco em organismos internacionais e apoiam-se também em lideranças de várias partes do mundo. Se os inimigos da natureza são fortes, mais fortes seremos todos nós unidos por um planeta sustentável.
*Emerson Oliveira é gerente de Conservação da Biodiversidade da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza
Doença está intimamente ligada ao olho seco
O tomate tipo grape se destaca pelo sabor adocicado, coloração intensa, formato e tamanho semelhantes à uva. Somado à possibilidade destes tomates serem comercializados, eles caíram no gosto do consumidor. O agrônomo da Esmero Alimentos, Paulo Roberto Watanabe e Hur Alexandre Dias Bisco, auxiliar técnico da equipe, trabalham com esse tipo de produto cultivado em estufas, eles explicam que a tecnologia usada no segmento é diferenciada e requer mais investimento, mas que isso traz melhores benefícios aos tomatinhos.
A crescente demanda por esse tipo de produto gourmet, associada aos preços de venda altamente atrativos, tem motivado o desenvolvimento de inúmeras tecnologias que auxiliam o produtor desde a semente até a embalagem desses tomates.
Tecnologias a favor da tomaticultura
Concisamente, o uso de tecnologias (desde que bem utilizadas) eleva a produção, via aumento da produtividade ou, em outras palavras, pela maior eficiência produtiva alcançada. “Nós utilizamos estufas de última geração com tela antiafídeo nas laterais e filme difusor na cobertura. Os tomateiros são plantados em baldes com substrato erguidos do chão, a fim de evitar doenças do solo. E temos um sistema de fertirrigação automatizado que determina a hora exata de molhada através de sensores internos”, explica o agrônomo.
Paulo Roberto ressalta também a diferença entre os tomates cultivados em estufas e do modo convencional. “O investimento é maior quando se trata de produção em estufas já que o custo de construção destas é alto. Mas é um diferencial realizar esse tipo de cultivo protegido, pois conseguimos um controle maior de pragas e doenças, utilizando um percentual menor de defensivos, e consequentemente, nos dá um produto sem resíduo agrotóxico, o que não ocorreria se estivessem cultivadas no campo. Além disso, conseguimos uma apresentação melhor dos frutos quanto a limpeza”, exemplifica ele.
Produção
Em relação à produção do tomate grape, a tecnologias usada pode proteger o cultivo das intempéries climáticas e da ação de outros agentes, destaca Hur Alexandre. “O cultivo protegido consegue proteger a plantação de intempéries como chuvas, ventos fortes, poeira excessiva e auxilia na diminuição da luminosidade solar com incidência direta”.
Além disso, a tecnologia usada pela Esmero Alimentos ajuda no aumento da produção e produtividade, ressalta o auxiliar técnico. “O uso da tecnologia que utilizamos permite ao tomateiro uma vida útil de produção maior e com uma qualidade melhor do fruto. Isso é claro, aliado ao manejo correto na planta”.
Técnica e sustentabilidade
As principais técnicas utilizadas na produção começam com a seleção de um material genético de qualidade que após semeado será transplantado em substrato. Logo após, é executado o manejo do tomateiro que conta com a condução, desbrota, desfolha, retirada de cachos secos, limpeza, polinização, colheita e irrigação, cada um sendo feito de acordo com a fase de desenvolvimento da planta. “Temos também uma sala de controle completa com equipamentos para adubação e irrigação das estufas. E por fim, contamos com colaboradores treinados para fazer a seleção correta dos tomates na colheita e na fase de separação final para embandejamento”, relata Paulo Roberto.
Como os agrônomos utilizam um sistema de fertirrigação totalmente automatizada com sensores de umidade e temperatura nas estufas, eles conseguem melhorar o aproveitamento hídrico utilizando apenas o essencial para a planta de acordo com suas fases de desenvolvimento. “Isso ajuda no quesito sustentabilidade, além disso, graças ao cultivo protegido, evitamos a contaminação do solo pela lixiviação de nutrientes e obtemos uma produção maior em menor espaço de plantio”, lembra Hur Alexandre.
Esmero
Os produtos produzidos pela Esmero Alimentos são em sua maioria tomates tipo grapes. Graças à proteção contra os ataques de pragas e ao clima controlado, a produtividade dentro desses espaços, em média, pode ser 30% superior ao cultivo convencional. Além do ganho de produtividade, esse tipo de estrutura melhora a qualidade dos produtos.
Um dos maiores desafios dos empresários foi trazer para região do centro oeste o modelo de estufas com cultivo 100% protegido. Algo que eles afirmam que depois de vencido o desafio, o aumento da empresa chega a 8% ao mês, o que acarretou de deixarem de ser pequenos agricultores e lançarem sua marca nacionalmente.
A dimensão que dão à alta tecnologia abrange vários aspectos: cultivo em ambiente protegido, manejo nutricional e fitotécnico diferenciado, uso de práticas modernas de monitoramento, como o uso de sensores, drones aéreos, ‘big data’ (obtenção de grande volume de dados), aplicativos, sistemas integrados de produção, uso de fertirrigação, substratos inertes, rastreabilidade, melhoramento genético e outros.