quinta-feira, 30 de dezembro de 2021

Dor de cabeça pode ser sinal de problemas na visão

 


Quem nunca teve dor de cabeça, levante a mão! Segundo dados da Sociedade Brasileira de Cefaleia, 95% das pessoas terão, ao menos uma vez na vida, um episódio de dor de cabeça.
 
De acordo com a oftalmologista Dra. Maria Beatriz Guerios, a dor de cabeça é um sintoma que pode estar presente em diversas doenças.

Entretanto, quando a dor de cabeça é constante e aparece após atividades de leitura, estudos e trabalho, há uma boa chance de estar relacionada a um dos erros refrativos, como a miopia, o astigmatismo, a hipermetropia e a presbiopia”.
 
Uma característica da dor de cabeça relacionada à visão é que a crise costuma se manifestar ao longo do dia e após algum tipo de atividade que tenha exigido um esforço visual.

"Nesses casos, é muito comum que, juntamente com a dor de cabeça, a pessoa apresente outros sintomas como visão embaçada, lacrimejamento, vermelhidão e sensação de ardência nos olhos”, explica Dra. Maria Beatriz.
 
Qual a relação da dor de cabeça com os olhos?
 
Quando a pessoa tem um erro refrativo não corrigido, ou seja, quando não usa óculos ou lentes de contato, ela precisa fazer um “esforço” para enxergar.
 
“Isso quer dizer que a pessoa, no caso da miopia e do astigmatismo, costuma apertar as pálpebras e isso causa a contração dos músculos orbiculares (ao redor dos olhos). Na hipermetropia, esse esforço atinge os músculos internos do olho para ajudar a focar os objetos de longe e de perto”, aponta a oftalmologista.
 
Esse esforço para enxergar, de forma contínua e prolongada, leva à fadiga dos músculos oculares, cujo principal sintoma é a dor de cabeça.
 
“Contudo, é importante lembrar que mesmo quem usa óculos para corrigir o grau, também pode ter dor de cabeça. Nesses casos, pode ser preciso ir ao oftalmologista para avaliar se houve mudança de grau”, reforça a especialista.  
 
Vista cansada e dor de cabeça

A vista cansada, cujo nome médico é presbiopia, é uma causa importante de dor de cabeça em quem já passou dos 40 anos. A partir dessa idade, a visão de perto se torna mais difícil. Com isso, é comum forçar a vista para poder ler ou enxergar objetos mais próximos.
 
Dor de cabeça nas crianças

Os erros refrativos na infância são comuns. Em geral, o diagnóstico ocorre na fase pré-escolar ou na época da alfabetização, quando a criança começa a aprender a ler e escrever.Todavia, a dor de cabeça nem sempre está relacionada a um erro refrativo.

"Algumas crianças que estudam no período matutino, por exemplo, têm o costume de pular o café da manhã. Portanto, a cefaleia pode ser sintoma da hipoglicemia, que é a baixa de glicose no sangue. A dica, para esses casos, é que os pais garantam que a criança se alimente antes de ir para a escola”, ressalta Dra. Maria Beatriz.  
 
Dicas para prevenir a dor de cabeça relacionada à visão:
 
- Caso você tenha um erro refrativo, consulte seu oftalmologista anualmente
- Forçar os olhos para conseguir enxergar não é normal. Caso você faça isso, procure um oftalmologista
- Use os recursos dos dispositivos eletrônicos para filtrar a luz azul emitida por esses aparelhos
- Garanta que o ambiente de estudos, leitura e trabalho esteja bem iluminado
- A cada 20 minutos, descanse os olhos por 20 segundos
- No descanso visual, fixe o olhar no ponto do horizonte mais distante possível
- Lembre-se de piscar, isso é fundamental para prevenir o olho seco
 
Muito problemas oculares podem ser prevenidos com uma rotina de avaliação oftalmológica. Após os 40 anos e para quem já tem um erro refrativo diagnosticado, as consultas devem ser anuais.

"Caso a dor de cabeça persista após a correção do grau, é preciso procurar um especialista, como um neurologista para um diagnóstico diferencial”, encerra Dra. Maria Beatriz.  

           

A vacina contra Covid-19 continua sendo realizada aplicada na Unisa, das 8 às 16h, em Araxá.

 



Hoje, quinta-feira, dia 30 de dezembro de 2021, na Unisa, está sendo aplicada a dose da CoronaVac para quem ainda não recebeu o imunizante e a 2ª dose da Pfizer e AstraZeneca de acordo com o cartão de vacina ou quem estiver com doses em atraso. Para receber a 1ª dose a Secretaria Municipal de Saúde exige a cópia dos documentos de CPF, RG e comprovante de endereço. Para a 2ª dose é necessário apenas a cópia do CPF e RG.


Nesta semana o plantão de vacinação acontece exclusivamente na Unisa, porque as repartições públicas municipais estão de recesso e as atividades retornarão no horário habitual no dia 3 de janeiro de 2022. Estão mantidos apenas os serviços considerados essenciais

CBMM parabeniza Araxá pelos 156 anos. Veja o vídeo:

 

Confira o vídeo no linkhttps://youtu.be/DCTiY6aSmZs


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quarta-feira, 29 de dezembro de 2021

Ômicron: incidência já é de 31,7% em oito estados do Brasil, mostra levantamento inédito

 



Um levantamento feito pelo Instituto Todos pela Saúde (ITpS) mostrou que a incidência da variante Ômicron em oito estados é de 31,7%. Em parceria com os laboratórios Dasa e DB Molecular, foram analisados 30.483 testes RT-PCR Especial, dos quais 640 deram positivo para o coronavírus. As amostras foram coletadas entre 1 e 25 de dezembro, em 16 estados. Os cientistas encontraram em 203 delas a variante Ômicron.

Ômicron:  



Cientistas revelam novos sintomas da variante

A nova cepa estava presente em testes de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Mato Grosso, Bahia, Goiás, Santa Catarina e Tocantins. Os estados de São Paulo e Rio de Janeiro foram os únicos em que a Ômicron foi detectada em mais de 50 testes.

O percentual da Ômicron em relação às amostras positivas vem subindo dia após dia. Na última semana, ultrapassou a taxa de 40%, chegando a aproximadamente 70% no dia 25.

Balanço do Ministério da Saúde divulgado na última segunda-feira, dia 27, registra a confirmação oficial de 74 casos de Ômicron no país. Há outros 116 em investigação.

Os dados servem de alerta para o poder público e para a população. Nos próximos dias teremos reuniões e festas por causa do réveillon, e é preciso lembrar que a pandemia não acabou. Além da circulação da variante Ômicron, temos o vírus da gripe H3N2, que também pressiona o sistema de saúde. É urgente que os brasileiros completem o ciclo de vacinação contra a covid-19, incluindo a dose de reforço, e não abandonem a máscara, a higiene das mãos e o distanciamento social —  afirma Jorge Kalil, diretor-presidente do ITpS.

Como a Ômicron foi detectada

Para encontrar a Ômicron nas amostras dos brasileiros, os laboratórios não fizeram o sequenciamento genético do vírus, mas utilizaram o teste RT-PCR Especial. A nova cepa tem diversas mutações e deleções (remoções de fragmentos de genes), e uma em particular afeta os códons 69 e 70 do gene S (linhagem Ômicron BA.1). Quando esse trecho do gene S não é identificado no teste RT-PCR Especial, é possível indicar que se trata da Ômicron.

Como o sequenciamento genético é mais demorado e a transmissão da Ômicron é rápida, a Organização Mundial da Saúde (OMS) aprova o uso de testes PCR para identificar casos suspeitos da nova variante.

FONTE: O GLOBO

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Saiba mais: síndrome do grande trocanter afeta adultos acima dos 40 anos

 




Pouco conhecida entre pacientes que se queixam de dores no quadril e nas articulações, a síndrome do grande trocanter, também conhecida como bursite de quadril, está ganhando cada vez mais destaque e abordagens na área da saúde. De acordo com estudos publicados sobre a doença, a síndrome se dá por conta de um desequilíbrio biomecânico da musculatura, onde um músculo atua mais do que outro, gerando o enfraquecimento do glúteo médio e o processo inflamatório, que causa as dores locais.

 

De acordo com o médico ortopedista e traumatologista William Dani, membro da Sociedade Brasileira do Quadril (SBQ), a síndrome do grande trocanter interfere em atividades diárias dos seres humanos, causando dores para dormir de lado, dificuldades para subir e descer escadas e nos afazeres domésticos. “Essas queixas são comuns em pacientes já diagnosticados com a doença”, afirma. “Ela se destaca em pacientes com maior idade, acima dos 40 anos, que são os mais suscetíveis”, destaca o especialista.

 

Um estudo realizado pela SBQ com 900 pacientes com bursite de quadril mostra que a média de idade das pessoas que desenvolveram a doença está em 55 anos. O especialista William Dani destaca que, além da idade, existem outros fatores envolvidos no desenvolvimento da síndrome. “A bursite no quadril também pode ser desenvolvida quando o paciente tem algum trauma no local, como pequenas batidas”, explica.

 

Para completar, William Dani conta que existe tratamento para a síndrome do grande trocanter. “Para o alívio dos sintomas e do processo inflamatório, realizamos um tratamento por meio de medicamentos”, comenta o médico. “Em seguida, há o encaminhamento do paciente para a realização de atividades físicas, que passam por alongamentos e reforço muscular”, complementa. O especialista alerta ainda que há a possibilidade do retorno da síndrome em pacientes com idades bem avançadas. “É preciso ter um cuidado extra com idosos, tanto no tratamento quanto no retorno da doença por conta da baixa estabilidade da musculatura”, completa William Dani.