quarta-feira, 21 de julho de 2021

O plástico na Saúde: um paradoxo que vale a reflexão

 



*Por Alessandra Zambaldi

O Covid-19 desencadeou a maior crise sanitária mundial de nossa época e isso reforçou a importância de inovações que priorizam salvar vidas. Na saúde moderna, é possível perceber um avanço significativo que não seria possível sem o uso de materiais plásticos.

Dos invólucros de máquinas de ressonância magnética aos menores tubos, os plásticos tornaram o atendimento médico mais simples, ágil e também menos doloroso. Coisas fundamentais sem as quais não é possível viver, como bolsas de sangue intravenoso, válvulas cardíacas e seringas descartáveis - tão necessárias para a vacina contra o Covid-19 - são feitas de plástico.

Ao contrário de materiais metálicos - propensos ao desgaste e corrosão, o plástico consegue superar o tempo e evitar possíveis complicações por conta da degradação. Isso não apenas reduz os custos de aquisição, como também o tempo e o esforço que seriam gastos em manutenção.

Com os avanços no setor de saúde, a versatilidade do plástico foi capaz de se adaptar à natureza dinâmica da indústria, incluindo equipamentos de proteção individual que vêm salvando vidas durante a pandemia como luvas, máscaras, toucas, aventais, proteção para os pés e óculos.

Plásticos também podem ser moldados de acordo com necessidades específicas em dispositivos minúsculos e complexos como às próteses modernas que oferecem maior flexibilidade, conforto e mobilidade. A embalagem plástica, com suas propriedades de barreira excepcionais, peso leve, baixo custo, durabilidade e transparência, é ideal para aplicações médicas. Os procedimentos médicos mais inovadores de hoje dependem de plásticos.

Já na rotina doméstica, o plástico filme com proteção contra fungos e bactérias é fundamental na conservação de alimentos, reduz possibilidade de problemas gástricos intestinais como a intoxicação alimentar e, com a pandemia, ganhou propriedades específicas contra Sars-Cov-2 sendo usado para envolver diversas plataformas e equipamentos compartilháveis - evitando a proliferação da doença. Este é o caso do Alpfilm Protect desenvolvido a base de micropartículas de prata e que, após uma série de estudos para adequações em sua composição, teve sua eficácia antiviral comprovada contra o novo coronavírus.

Não apenas na saúde, os plásticos são onipresentes na agricultura, pesca, energia renovável, transporte, tecnologia, varejo, têxteis, produtos de higiene pessoal e todos os outros setores e indústrias que afetam direta ou indiretamente nossa vida diária.

Tais exemplos mostram a infinidade de soluções que o plástico desempenha na vida das pessoas e revelam o quanto possibilitou diversas transformações no mundo. Portanto, sem fechar os olhos aos malefícios que resíduos do material podem gerar ao meio ambiente, é preciso repensar a cruzada anti-plástico que tomou conta das pautas sociais nos últimos tempos incentivando uma mudança de comportamento em relação ao descarte e à reciclagem.

Se todos os avanços que mudam a vida das pessoas para melhor possuem participação especial de itens plásticos, se faz urgente o encontro de um ponto de equilíbrio que não condene o material ao ostracismo nem tampouco ignore seus defeitos.


Alessandra Zambaldi é diretora de Comércio Exterior na Alpes. Graduada em Engenheira Química pela Escola de Engenharia Mauá e pós graduada em Negócios Internacionais e Comércio Exterior pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), possui carreira desenvolvida na indústria de plásticos, com forte atuação em projetos de exportação, com vendas de plásticos para embalagens para o mercado externo.  

UNIARAXÁ INFORMA:

 


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5 esportes para crianças com atraso no desenvolvimento

 



Praticar esportes é uma atividade que a maioria de nós realizamos naturalmente, de acordo com as nossas preferências e facilidades. Contudo, para as crianças com atraso no desenvolvimento, como o autismo, pode ser algo bastante desafiador.

 

Mas isso não significa que elas não possam praticar atividades físicas, pelo contrário, elas devem ser estimuladas a realizar esportes adequados as suas limitações, levando em consideração as suas principais habilidades no momento de escolher a prática.

 

Os esportes coletivos, como futebol, basquete e vôlei, tendem a ser mais difíceis para essas crianças praticarem, pois exigem uma boa capacidade de comunicação entre os membros da equipe e um alto nível de força e coordenação, e elas costumam apresentar limitações em relação a essas habilidades.

 

A boa notícia é que nem todas atividades coletivas exigem essas habilidades, além de haver diversas que não precisam necessariamente ser realizadas em grupo.

 

A analista do comportamento e diretora do Instituto de Educação e Análise do Comportamento (IEAC), Michelli Freitas, indicou 5 atividades físicas para as crianças com atraso no desenvolvimento:

1- Natação: a natação é um esporte que traz muitos benefícios, pois atua na respiração, na circulação, nas articulações e na musculatura, diminui a ansiedade e previne problemas de saúde. Além dos movimentos básicos de natação, podem ser realizadas brincadeiras na água com bola e outros acessórios apropriados, e competições individuais ou em equipe.

2- Atletismo: o atletismo é um esporte que envolve habilidades de correr, saltar, lançar e menos habilidades de comunicação do que os outros esportes em equipe. Podendo ser praticado em grupo ou individualmente, ele diminui a ansiedade e exercita quase todos os músculos do corpo, além de evitar a obesidade e outros problemas de saúde.

3- Fazer caminhadas: caminhar é um esporte que tende a proporcionar a sensação de paz e sossego, sendo um ótimo calmante. Podendo ser realizado individualmente ou em grupo, é uma maneira fácil de se exercitar e apreciar a natureza sem a pressão de comunicação social, além de fortalecer os músculos do corpo, diminuir a ansiedade e prevenir doenças.

4- Andar a cavalo: andar a cavalo é um esporte fantástico, já sendo muito utilizado como atividade terapêutica (equoterapia) para crianças com atraso no desenvolvimento. Além de contribuir com o desenvolvimento das habilidades de comunicação e interação social, a equitação traz diversos benefícios para a saúde física e mental, e tende a criar um vínculo muito positivo entre a criança e o animal.

5- Andar de bicicleta: ainda que andar de bicicleta seja um esporte que exija uma boa noção de equilíbrio, ele pode ser uma ótima opção para praticar ao ar livre, quando as habilidades básicas já forem dominadas pelas crianças. Pode ser praticado em grupo ou individualmente, apenas por diversão ou em uma competição. Caso a criança apresente muita dificuldade com o equilíbrio, algumas opções são usar um triciclo ou adicionar rodinhas à bicicleta.

**Michelli Freitas é analista do comportamento, psicopedagoga e diretora do IEAC (Instituto de Educação e Análise do Comportamento).

Toxoplasmose congênita, doença infecciosa incidente no Brasil, é transmitida pela mãe, que se contamina com alimentos ou água

 

A Triagem Neonatal (teste do pezinho expandido recém aprovado pelo Governo Brasileiro) é uma importante ferramenta de diagnóstico e controle da doença.

 



Certamente, você já ouviu falar da toxoplasmose, infecção adquirida principalmente pela ingestão de alimentos (carne mal cozida, vegetais e frutas ingeridos crus) ou água contaminada. Todavia, esta enfermidade também pode ser adquirida por transmissão transplacentária da mãe com infecção aguda para seu filho (transmissão vertical).

Trata-se da toxoplasmose congênita, causada pelo protozoário Toxoplasma gondii, que pode ser controlada por uma série de medidas educativas, melhoria do pré-natal, além da triagem neonatal. No ano que vem, esta doença poderá ser diagnosticada por meio do teste de pezinho expandido (recém-aprovado pelo governo brasileiro, com vigência para 2022).

No Brasil, a doença é endêmica, prevalente, circulam cepas altamente virulentas de Toxoplasma e já foram relatados vários surtos da infecção, com a elevada contaminação do meio ambiente, incluindo a água consumida. O país apresenta uma das mais elevadas prevalências da toxoplasmose em todo o mundo.

Se não tratada, a infecção durante a gestação resulta em doença congênita em cerca de 44% dos casos. Estima-se que nasçam entre 5-23 crianças infectadas a cada 10 mil nascidos vivos, incidência bem mais elevada que na Europa.

As crianças com toxoplasmose congênita, quando a transmissão ocorre nos últimos meses de gestação, geralmente não apresentam manifestações clínicas evidentes ao nascimento e o diagnóstico é realizado por meio de exames como: sorológicos, imagem do SNC, fundo de olho e auditivos. Mesmo que aparentemente assintomáticas, essas crianças podem ter déficits cognitivos, motores e visuais, que serão diagnosticados tardiamente.

A triagem de anticorpos IgM específicos para T. gondii em amostras de sangue capilar seco (teste de triagem neonatal) pode identificar neonatos com toxoplasmose congênita, e esses resultados devem ser confirmados em testes sorológicos (IgG e IgM específicos) no soro de bebês e de suas mães.

 

“A toxoplasmose congênita é um importante problema de saúde no Brasil e necessita de medidas de controle da doença. O grande número de gestantes suscetíveis em um país continental como o Brasil, além das dificuldades operacionais dos programas pré-natais e a dificuldade em diagnosticar as infecções maternas adquiridas no fim da gravidez, são evidências da eficácia do tratamento iniciado precocemente nos recém-nascidos e constituem um forte argumento a favor da adoção da estratégia de triagem neonatal.”, alertou a assessora técnica  do serviço  de referência  em triagem neonatal e doenças raras da APAE Anápolis (Goiás) e secretaria da Sociedade Brasileira de Triagem Neonatal e Erros Inatos do Metabolismo (SBTEIM), Eliane Santos.

SBTEIM

A Sociedade Brasileira de Triagem Neonatal Erros Inatos do Metabolismo (SBTEIM) tem como objetivo principal reunir profissionais envolvidos com estudos e pesquisa relacionados à Triagem Neonatal no Brasil.

A entidade visa ainda estimular e divulgar os processos diagnósticos e terapêuticos de doenças genéticas, metabólicas, endócrinas e infecciosas, que possam prejudicar o desenvolvimento somático, neurológico ou psíquico do recém-nascido.

Anteriormente denominada Sociedade Brasileira de Triagem Neonatal - SBTN, foi fundada em 18 de setembro de 1999 e, após longo período de inatividade, a SBTN ressurgiu no dia 18 de março de 2016, em São Paulo.

A SBTEIM tem como premissa, defender a dignidade do profissional que se dedica à Triagem Neonatal e aos EIM, além de resguardar e proteger os interesses dos pacientes e familiares que se beneficiam de um diagnóstico precoce; e orientar à terapia correta no tempo adequado e acompanhamento de suas enfermidades ao longo da vida.

CBMM INFORMA

 

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Prefeitura de Araxá esclarece situação do “loteamento” Nosso Lar

 


A Prefeitura de Araxá esclarece que a Justiça de Minas Gerais tornou nulo no ano de 2015 os contratos entre o município e beneficiados do “loteamento” Nosso Lar. Em 2011, centenas de famílias de baixa renda receberam 500 lotes da prefeitura para a construção da casa própria, no local conhecido como Fazenda Lajeado, ao lado do bairro Santa Maria, no Setor Norte da cidade. Os selecionados firmaram com o município um termo de cessão de uso, com prazo determinado de cinco anos. Cumprida a exigência da construção, o particular receberia o título definitivo de propriedade.

De acordo com a Justiça, a transação constituiu-se em verdadeira doação irregular de bens públicos. Além de outras irregularidades, os lotes doados pelo município na época sequer existiam, já que a área onde se encontram não foi objeto de parcelamento e não havia registro de loteamento no órgão competente.

Segundo o Tribunal Superior Eleitoral, as doações irregulares também teriam sido utilizadas como forma de beneficiar os agentes públicos, o que causou a cassação do prefeito e vice da época. Com a decisão da Justiça, os termos de cessão de uso firmados com as famílias foram declarados nulos, com a consequente reversão dos imóveis ao domínio e posse do município.

A Prefeitura de Araxá planeja realizar na área a implantação de um programa habitacional já no próximo ano. Mas, para viabilizar o projeto aguarda recursos do Governo Federal (Programa Casa Verde e Amarela) com toda a estrutura necessária para moradia.