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quinta-feira, 9 de setembro de 2021
Além do café da manhã: confira 5 receitas para incluir o mamão na rotina
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Coluna do Luis Borges:
A inflação não é nuvem passageira
A cada mês o Ministério da Economia tenta justificar o crescimento da inflação como algo causado por aspectos momentâneos que logo se dissiparão, mas a realidade tem insistido em mostrar que as coisas não são bem assim.
O IBGE divulgou o índice inflacionário quinzenal de agosto, o IPCA-15, que ficou em 0,89% e é o maior da série desde 2002. Nos últimos 12 meses a inflação medida pelo índice foi de 9,3%. Vale lembrar que a meta de inflação estabelecida pelo Banco Central para 2021 é de 3,75%, podendo variar entre 2,25% e 5,25%. Como se vê, o meio que o BC utiliza pra tentar frear a inflação é aumentar a taxa básica de juros, que agora está em 5,25% ao ano. E nós prosseguiremos perdendo rapidamente o poder aquisitivo, que os reajustes salariais, para quem os tem, não conseguem repor.
Um inverno desafiante
Enquanto a primavera não chega o inverno vai deixando as suas marcas. Tempo seco, baixa umidade relativa do ar, muitas queimadas, geadas nas lavouras, crise hídrica afetando o abastecimento de água potável – que é um direito humano – e a geração de energia hidrelétrica… Ah! Não nos esqueçamos da Covid-19 com as variantes Delta e Lambda. Será que teremos um apagão de energia elétrica e/ou racionamento do consumo de água até outubro/novembro ? O Presidente da República já assinou o decreto determinando que órgãos da administração pública federal direta, autarquias e fundações reduzam o consumo de energia entre 10% e 20% entre setembro de 2021 e abril de 2022.
Como gerenciar é resolver problemas, eis aí ótimas oportunidades para que as autoridades governamentais mostrem o seu valor com muita capacidade de gestão.
Aumento da tributação sobre a mineração
O deputado federal paraense Celso Sabino (PSDB), relator do projeto do imposto de renda na reforma tributária, propôs que a Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM) passe de 4% para 5,5% do faturamento bruto das empresas mineradoras. Além disso, a União deixaria de receber 10% do valor arrecadado. Ele passaria a ser dividido apenas entre estados e municípios envolvidos no processo de mineração. O estado do Pará continuaria a ser o maior beneficiado com a CFEM, pois hoje já fica com 54% do que é arrecadado. A maior parte desse valor vem do minério de ferro.
Como se vê, o deputado federal primeiramente está atento aos interesses do seu estado, para só depois pensar no restante do país.
E como atuam os deputados federais e senadores de Minas Gerais?
Arrecadação e despesas de Minas Gerais
Quem consultar o Portal da Transparência do estado de Minas Gerais verá que a arrecadação cresceu 19% e as despesas 9% no primeiro semestre de 2021. Quais seriam as principais causas geradoras desses números? Aumento da inflação impactando a base de cálculo dos tributos, congelamento dos salários dos servidores ativos, inativos e pensionistas, corte de gastos, não pagamento das dívidas com a União, planejamento e gestão…
Nove crianças já foram contempladas pelo projeto Família Acolhedora em Araxá
O Projeto Refazendo Sonhos - Família Acolhedora já
beneficiou nove crianças e adolescentes em oito famílias habilitadas, uma delas
acolheu dois irmãos. A presidente da Fundação da Criança e Adolescente de Araxá
(FCAA), Taciana Almeida, diz que das 15 vagas ofertadas, 10 famílias já foram
habilitadas, sendo que oito delas já estão fazendo o acolhimento. “Atualmente,
o projeto está realizando a capacitação de outras oito famílias para preencher
as cinco vagas que restam”, informa. O projeto foi lançado pela FCAA em maio
com o objetivo de buscar famílias provisórias para crianças e adolescentes que
não possam no momento estar com as próprias famílias. Taciana reforça que o
afastamento do convívio da família de origem deve ser excepcional e provisório
e, antes que aconteça, é feito um trabalho social com as famílias de origem
para viabilizar um ambiente familiar saudável, em busca da reintegração.
“Excepcionalmente, deve haver a colocação da família substituta por meio de
adoção, guarda ou tutela. Hoje, temos três crianças e dois adolescentes, com as
famílias biológicas sendo trabalhadas pela equipe técnica e pela rede para este
retorno”, explica. De acordo com ela, estudos mostram que a cada um ano que a
criança vive em acolhimento institucional aguardando a reintegração à família
de origem ou a decisão judicial, resulta em quatro meses de déficit na cognição
geral. O Projeto Refazendo Sonhos - Família Acolhedora tem a premissa de que
toda criança e adolescente em condições de acolhimento deve se desenvolver em
um lar que tenha tratamento individualizado, diminuindo os danos causados pela
sua situação de vulnerabilidade. “É um programa muito lindo, que visa proporcionar
à criança e ao adolescente o desenvolvimento saudável no seio de uma família em
caráter provisório, até que eles possam ser recebidos por sua família de
origem, ou havendo essa impossibilidade, que possa ser encaminhada à adoção.
Afinal, o afeto de uma família tem poder transformador”, destaca. Cerca de 25
famílias procuraram a FCAA para se inscrever no projeto. Algumas desistiram e
outras foram classificadas como não aptas. Famílias interessadas em acolher
crianças e adolescentes em situação de risco ainda podem se inscrever para
cadastro reserva na sede da fundação, na rua da Bomba, nº 100, no bairro Leda
Barcelos, ou pelo número (34) 3691-7192.







