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Os efeitos do SARS-CoV-2 ainda estão sendo estudados por cientistas do mundo inteiro. Afinal, a enfermidade, que recebeu o nome de Covid-19, ainda possui muitos mistérios a serem desvendados, mas algumas descobertas já chamam a atenção da comunidade científica global. Em recente estudo publicado no Centro de Pesquisas e Análises Heráclito (CPAH), os cientistas revelaram que os pacientes com transtorno do espectro de neuromielite óptica têm maior probabilidade de necessitar de hospitalização e cuidados intensivos após infecção por síndrome respiratória aguda grave do que a população geral, mas não apresentam maior risco de morte.
Estes dados chamam a atenção, pois, como não é segredo para ninguém, o Brasil, tem sido tem sido um dos principais epicentros da pandemia. Além disso, algumas pesquisas tenham sido realizadas sobre o efeito da COVID-19 em pacientes com doenças neuroimunológicas, particularmente esclerose múltipla, dados mínimos estão disponíveis em pacientes com transtorno do espectro de neuromielite óptica (NMOSD).
No caso destes últimos, os cientistas revelam que o tratamento dessa enfermidade, que utiliza imunossupressores, podem aumentar o risco de infecções virais e bacterianas. Essas pessoas que foram estudadas pelos cientistas.
O resultado da pesquisa é que os cientistas descobriram que a maioria dos pacientes com NMOSD e COVID-19 apresentou doença leve, mas maior risco de hospitalização e internação na UTI do que a população brasileira em geral.
Recentemente, uma pesquisa divulgada pelo Jornal Alzheimer's Association trouxe a informação de que a infecção pelo coronavírus Sars-Cov-2 pode aumentar o risco de problemas neurológicos a longo prazo. Com isso, os pesquisadores acreditam que a Covid-19 pode causar declínio cognitivo e demência, além de um efeito prolongado no cérebro.
Segundo o PhD, neurocientista, psicanalista e biólogo Fabiano de Abreu, “a Covid-19, assim como outras doenças pulmonares, afetam o sistema nervoso e causam danos que podem resultar em sintomas como falta e dificuldade de memorização. Alguns pacientes que foram infectados me procuraram preocupados com a doença de Alzheimer. A falta de memória está relacionada ao Covid-19 e não ao Alzheimer, mas se a pessoa tiver fenótipos da doença, isso pode adiantar o processo da doença”.
Já a neuropsicóloga Leninha Wagner lembra que a morte de células cerebrais é o maior fator de prevalência para o Alzheimer, trazendo como principais sintomas: perda de funções cognitivas como, memória, orientação, atenção e linguagem. Além disso, ela observa: “É um equívoco pensar que Demência e Doença de Alzheimer são a mesma coisa. A primeira é uma Síndrome, e seus sintomas são caracterizados por disfunções do sistema cognitivo”. Para entender os efeitos do coronavírus sobre o cérebro, a comunidade científica atualmente tem estudado os efeitos colaterais e sequelas de pessoas que foram infectadas pelo Covid 19, “principalmente aqueles que tiveram perda do paladar e olfato, com queixa frequente de falta de atenção e memória, confusão mental, dificuldade de concentração e localização espacial prejudicada”, acrescenta Leninha.
“São sintomas que apesar de guardarem semelhanças com Alzheimer e Demência, não caracterizam essas enfermidades. Por isso, busque por especialistas neurologistas e neuropsicólogos, afinal, um diagnóstico correto e precoce traz um prognóstico positivo”, completa Leninha.
Já o neurocientista Fabiano de Abreu recomenda que se a pessoa estiver com dificuldade de memorização, “procure um profissional da saúde para uma terapia cognitiva. E se puder, faça testes genéticos para analisar as probabilidades do Alzheimer. Sou a favor de todas as pessoas analisarem essas possibilidades independente de terem contraído a Covid-19”, finaliza.
O confinamento já está trazendo a conta: transtornos de ansiedade, dor nas costas, ombros curvados e compulsões alimentares
A pandemia trouxe diversas alterações para o dia a dia da população mundial, sendo a principal delas o aumento do sedentarismo e problemas de saúde mental, com consequências graves à saúde como um todo. Na Docway, empresa de saúde digital que oferta soluções completas de telemedicina para empresas de todos os segmentos, de 2020 para 2021, houve um crescimento de 470% no número de pacientes diagnosticados com quadros de ansiedade e depressão, sendo que ainda há 4 meses pela frente. Em números absolutos, foram 1.593 casos no ano passado versus 9.104 até o momento – quase 6 vezes mais que em 2020.
Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que o sedentarismo é culpado por cerca de 5 milhões de vidas perdidas ao ano, as quais poderiam ter sido evitadas se a população fosse mais ativa. “O benefício da atividade física é vasto, influenciando no funcionamento correto de todo organismo, assim como na saúde mental de cada pessoa”, conta o médico especialista em medicina esportiva que atende pela Docway, Breno Lintz. Segundo ele, o fechamento de áreas de lazer e a diminuição da exposição solar somados ao distanciamento social e o medo do ‘desconhecido’ formaram uma combinação certeira para a piora da saúde mental, com casos de ansiedade e depressão aumentados neste período.
“Normalmente, o paciente que sofre de ansiedade acaba procurando alívio em três áreas que também são prejudiciais à saúde: o álcool, as drogas e a comida em excesso. Tudo isso somado ao sedentarismo tem um impacto enorme na saúde, levando a uma piora no quadro geral do paciente, com o aumento do risco cardiovascular, aparecimento da síndrome metabólica, diabetes mellitus, hipertensão, hipercolesterolemia, entre outros”, explica.
Desde o início da pandemia, o médico observou um aumento significativo na demanda de pacientes com transtorno misto ansioso depressivo, uma vez que sofreram pela influência da pandemia com o distanciamento social, com o medo de se contagiar ou contagiar o próximo e com a perda de emprego e o dano econômico envolvido. “Isso afetou principalmente as pessoas que já sofriam alterações leves, mas acometeu também pessoas que nunca tiveram qualquer problema relacionado a sua saúde mental”, diz Lintz.
Para o médico, a prática esportiva, seja em casa ou ao ar livre, somada a reeducação alimentar são o foco principal para a solução de boa parte dos problemas de saúde, sem esquecer do apoio à saúde mental. “Em todos os casos, o acompanhamento por profissionais de saúde é essencial”, afirma. Na opinião do médico, a telemedicina é necessária: “Neste período, a telemedicina tem sido fundamental para manter e assegurar a saúde do indivíduo, principalmente por levar direcionamento saudável a todos, sem barreiras territoriais, incluídas às áreas que não possuíam suporte de profissionais habilitados”, conta.
Outro grande problema, apontado pelo médico, foi o aumento de perfis não especializados nas redes sociais que, na busca por seguidores, passaram a veicular conteúdos falsos que desinformam mais do que informam, favorecendo os malefícios à saúde geral. “Por essa razão, sempre afirmo a importância de seguir um plano de tratamento individualizado e nunca realizar dietas ou uso de medicação sem ser instruído por um profissional de saúde capacitado”, finaliza o parceiro da Docway, Breno Lintz
A Secretaria de
Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede) tornou público o
edital para empresas interessadas na elaboração do Plano Estadual de Mineração
(PEM). A data limite para protocolar os envelopes de habilitação, proposta
técnica e proposta comercial é 6/10, às 16h, com a abertura da documentação
marcada para o dia seguinte (7/10), às 10h, no oitavo andar do Edifício Gerais,
na Cidade Administrativa.
O
Plano Estadual de Mineração tem o objetivo de orientar as ações de longo prazo
para a promoção de atividade minerária competitiva e sustentável em Minas Gerais,
produzindo cada vez mais valor para os mineiros.
O
PEM contemplará, em seu escopo, outros temas relacionados ao setor no estado,
como as cadeias produtivas minerais, os desafios que a mineração enfrenta
atualmente, condicionantes e cenários futuros. Além disso, o plano irá propor
políticas públicas, incluindo ações e iniciativas estratégicas que coordenarão
os esforços do setor público e privado para o desenvolvimento da mineração para
os próximos 20 anos.
Ineditismo e mais transparência
O
PEM será um instrumento capaz de fortalecer e contribuir para a revitalização
do setor mineral em Minas Gerais, tornando o estado mais competitivo e
consolidando sua posição como relevante player nacional e internacional no
mercado de mineração. A iniciativa, inédita no contexto histórico-político do Governo de Minas,
mostra que é possível enfrentar grandes desafios, socioeconômicos e ambientais,
de maneira transparente, utilizando as melhores práticas para a gestão da
política minerária.
Para
o superintendente de Política Minerária, Energética e Logística da Sede,
Marcelo Ladeira, "o plano vai trazer uma perspectiva de longo prazo.
Questões complexas serão abordadas, entre as quais esgotamento de jazidas
mineiras, alternativas econômicas para municípios dependentes da mineração,
meio ambiente e novas fronteiras da mineração no estado como lítio, níquel,
elementos de terras raras e grafita, entre outros minerais estratégicos, que
são essenciais à transição energética para uma economia de baixo carbono".
Lances
A
sessão de lances ocorrerá no endereço que consta no edital (Processo de Compras
nº 004/2021 – Concorrência nº 02/2021) e os interessados
poderão acessá-lo no site: www.compras.mg.gov.br.