segunda-feira, 27 de setembro de 2021

Queijo Minas Artesanal pode ganhar mais uma região produtora

 



O Estado de Minas Gerais (MG) poderá ter mais uma região reconhecida pela produção tradicional do queijo Minas Artesanal. A área, denominada “Entre Serras da Piedade ao Caraça”, está em fase de caracterização — primeiro passo para o reconhecimento oficial. O local abrange seis municípios da região central do Estado: Catas Altas, Barão de Cocais, Santa Bárbara, Rio Piracicaba, Bom Jesus do Amparo e Caeté. Há cerca de um ano, o levantamento está sendo conduzido pela Emater-MG, empresa vinculada à Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Atualmente, Minas conta com oito regiões já reconhecidas como produtoras desse tipo de queijo: Araxá, Campo das Vertentes, Canastra, Cerrado, Serra do Salitre, Serras da Ibitipoca, Serro e Triângulo Mineiro. A principal característica de distinção do queijo Minas Artesanal de outros é a adição do “pingo”: fermento natural extraído do soro da produção de queijo do dia anterior. Ele proporciona singularidades no aroma, sabor, odor e textura. Na região do Serro, alguns produtores substituem o pingo pela “rala”, que é a porção ralada do próprio queijo artesanal. Contudo, como cada região é única, é comum ocorrerem diferenças sensoriais entre os produtos, como no modo de prensar ou enformar o queijo.


sexta-feira, 24 de setembro de 2021

UNIARAXÁ INFORMA:

 

UNIARAXÁ : https://site.uniaraxa.edu.br/


Legalização dos jogos de azar pode ser aprovada na Câmara até o fim do ano: Araxá monitora projeto

 


A Câmara dos Deputados deve votar até o fim do ano a proposta que legaliza jogos de azar no Brasil. O presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL), criou um grupo de trabalho para discutir a regulamentação de cassinos, bingos e jogo do bicho. O projeto é de autoria do atual ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira.

Na semana passada, a Comissão de Turismo da Câmara realiza audiência pública sobre o assunto.

O deputado Felipe Carreras (PSB-PE), afirmou que a matéria já tem parecer aprovado por uma comissão especial em 2016 que regulamentava a existência de cassinos integrados a resorts, máquinas caça-níqueis, apostas online, bingos e jogo do bicho e anistiava os processos. Atualmente o jogo é uma contravenção penal no país, com pena de prisão de quatro meses a um ano.

“É uma coisa meio hipócrita os jogos não serem permitidos porque estão presente na vida da gente, tem nas comunidades, tem todo lugar. Se tiver regulamentado com lei, com imposto, com regra, gerando emprego, qual o problema?”, questionou Carreras. “O Brasil perde uma grande fonte de arrecadação e geração de empregos com essa informalidade”, disse ao jornal Valor Econômico.

Segundo o parlamentar, a proposta pode gerar uma arrecadação bilionária. “Por que não utilizar uma parte dos recursos dos impostos para ter essa ajuda para entidades de recuperação de drogados que são defendidas pelas igrejas? Parte pode ir também para cultura, desporto, para um fundo nacional de combate à corrupção, ligado ao Ministério Público e Polícia Federal”.

O presidente do grupo de trabalho, deputado Bacelar (Pode-BA) concorda. “O Brasil precisa de renda e emprego para ontem, com urgência. O setor de turismo tem cobrado isso direto”, afirmou.

O projeto não foi votado em 2016 por conflitos entre os próprios setores dos jogos, que disputavam “mercado” entre si.

A proposta encontra resistência na bancada evangélica, inclusive com o apoio da ministra dos Direitos Humanos, Damares Alves. “Só quem tem interesse nisso é quem quer lavar dinheiro”, disse o deputado Sóstenes Cavalcanti (DEM-RJ), membro da Assembleia de Deus Vitória em Cristo.

Durante reunião ministerial do dia 22 de abril de 2020, cujo vídeo foi divulgado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro da Economia, Paulo Guedes, defendeu a liberação dos jogos de azar no Brasil.


Convite para a inauguração da Sala de Tomografia da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Araxá.

 


CBMM INFORMA:

 

LINK CBMM https://youtu.be/O9xSLNbWXxM


Gene da calvície pode explicar gravidade de alguns pacientes de Covid-19

 


Estudos demonstram que alterações genéticas associadas à calvície podem estar relacionadas aos casos mais graves de Covid-19, revela a cientista Jackeline Alecrim.

 

Apesar de estar em tanta evidência nos noticiários, o fato é que a Covid-19 ainda é uma doença repleta de mistérios. Diversos cientistas seguem investigando seus efeitos e como o vírus ataca o organismo, causando sintomas durante a infecção e também efeitos tardios em diversos pacientes. Dentre as variáveis que estão sendo estudadas, os especialistas do assunto estão analisando a relação entre a calvície e a gravidade dos sintomas provocados pelo vírus.

 

Para quem não conhece o mecanismo envolvido na ocorrência da calvície, a especialista em Cosmetologia Avançada e cientista brasileira Jackeline Alecrim, explica que “a alopecia androgenética (AAG) é caracterizada como uma condição dermatológica de origem genética, pode atingir homens e mulheres e se manifesta pela perda progressiva dos cabelos, não necessariamente por aumento da queda capilar, mas principalmente pelo afinamento sucessivo dos fios, que ocorre devida a ação androgênica de hormônios no folículo piloso, resultando em miniaturização dos folículos e fios cada vez mais finos, que desaparecem a medida que a patologia avança”.

 

Recentemente, um estudo realizado pela Academia Europeia de Dermatologia e Venereologia (EDAV) apontou indícios que demonstram maiores riscos de complicações por COVID-19 em pacientes do sexo masculino, que apresentam um marcador genético associado a alopecia androgenética, popularmente conhecida como calvície. A pesquisa aponta que o índice de internações de homens calvos chegou a 79% do grupo inserido no estudo, quando o previsto era que esse percentual não ultrapassasse 31,53%.

 

“A relação entre o gene dos receptores androgênicos e o agravamento dos sintomas de COVID em pacientes calvos (necessitando até mesmo de tratamento intensivo), ainda não foi totalmente elucidada, não podendo ainda apontar com exatidão o mecanismo fisiopatológico envolvido. Porém a hipótese mais aceita até então, é que esse aumento de sensibilidade em receptores androgenéticos, ocasionado pelas variações genéticas envolvidas em quadros de calvície, afete uma enzima chamada TMPRSS2, relacionada ao Covid-19”, acrescenta a especialista.

 

Essa descoberta, reforça Jackeline, “representa um grande passo científico, que possibilita e estimula que os estudos avancem, para o delineamento de perfis de biomarcadores relacionados a uma maior gravidade em dos sintomas causados pelo novo coronavírus”.

 

Não é a primeira vez que os cientistas estão dedicando pesquisas relacionando a questão capilar com a Covid-19. Para se ter ideia, já existem estudos que evidenciam que nessas situações de stress fisiológico, o ciclo capilar pode ser alterado, fazendo com que muitos fios migrem abruptamente para a fase telógena responsável pelo “descarte” do cabelo. Esse tipo de manifestação, chamada de eflúvio telógeno, pode ser provocada quando a pessoa sofre uma infecção, como uma pneumonia, ou até mesmo um estresse psicológico importante e também tem se demonstrado um relato cada vez mais frequente em quadros pós-covid-19.

 

A boa notícia é que, não é preciso se desesperar. Como define Jackeline Alecrim, a tendência, após quadros de eflúvio telógeno, é que os fios sejam recuperados. “O paciente pode ter uma perda abrupta, mas como não se trata de uma doença no couro cabeludo e sim uma condição transitória, esse cabelo tende a ser recuperado”.

 

Mas, caso o paciente tenha doenças prévias ou alteração anterior no couro cabeludo, como uma calvície, por exemplo, o quadro merece uma atenção especial. Para evitar a dificuldade de reposição de fios que pode ocorrer. “Para quem sofre da perda de cabelo ou alopecias, pode se beneficiar de um tratamento. O produto está disponível no mercado com o nome de Caffeine’s Therapy e vem ganhando destaque pela eficácia. Trata-se de um dermocosmético, com eficácia clínica comprovada e autorizado pela ANVISA, além de ter ganhado o mercado brasileiro, já está disponível em 11 países, como Japão, Argentina e Alemanha”, completa Jackeline.

Depressão em mulheres: a cura através do som

 


*Juliana Marinho

Os números comprovam: a incidência de doenças psicológicas, como a depressão, é cada vez maior no século XXI. Um relatório da Organização Mundial de Saúde (OMS) aponta que o número de casos de depressão aumentou 18% entre 2005 e 2015: são 322 milhões de pessoas em todo o mundo, na maioria mulheres. No Brasil, a depressão atinge 11,5 milhões de pessoas (5,8% da população).

É o mundo VUCA, regido pela complexidade, volatilidade, ambiguidade e incerteza, que contribui para o crescimento de distúrbios psicológicos.

A doença é uma das principais causas de incapacitação no mundo, limitando o funcionamento físico, pessoal e social. É caracterizado pela tristeza e possui sintomas como falta de apetite, insônia, baixa autoestima e humor deprimido. Quando não diagnosticado e tratado, nos casos mais graves, a depressão pode resultar em suicídio.

Por isso a importância de campanhas como o Setembro Amarelo, da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), em parceria com o Conselho Federal de Medicina (CFM), cujo objetivo é conscientizar e previnir o suicídio no Brasil. Trabalhos de conscientização como este transformam; refletir em conjunto e conversar abertamente sobre este tema é imprescindível para nortear o tratamento da doença, buscando possibilidades para todos.

Uma das formas de se cuidar e cuidar do outro pode ser por meio da utilização da música. Linguagem que pode curar, elevar, acalmar, iluminar, fortalecer, estimular, confortar, encorajar, animar e, ainda, fazer perguntas estimulantes e dar respostas satisfatórias.

A música expressa a dinâmica da personalidade humana, a qualidade do ser, difícil de ser captada por palavras, que são limitadas para explicar a música - que por si, expressa o significado da experiência. Estudos científicos têm reforçado a noção de que a ressonância é a base para a cura por meio do som e da música. O valor terapêutico? Está na capacidade da música produzir efeitos nos mais variados níveis do ser humano.

A musicoterapia desloca o foco da doença para o núcleo saudável da pessoa. Transforma as impossibilidades em possibilidades. Tristeza e depressão dão lugar à alegria e relaxamento. O que antes sofria disfunção no corpo, após a música gera um equilíbrio. Mas não é simplesmente prescrever que alguém escute a música preferida e a depressão deixará de existir, devem ter padrões de frequências sonoras estudadas, harmonizadas e escolhidas para produzirem o efeito necessário em cada caso.

A melhor ajuda que o tratamento pode proporcionar é que torna os obstáculos da doença mais amenos e mais fáceis de serem ultrapassados. Ao estabelecer um diálogo interdisciplinar entre musicoterapia e a cura de doenças, é possível colher resultados benéficos para o corpo e para a saúde da mulher. Uma terapia como esta pode ajudar na compreensão dos desejos e necessidades e criar os meios para cuidar de si mesma.

 

* Juliana Marinho é formada em Relações Públicas pela Faap, Pós-graduada em Psicologia Positiva e Ciência do Bem-estar pela PUC-RS e cursou Civilização Francesa na Université de la Sorbonne, em Paris. Ela também é escritora com quatro livros publicados. Seu novo lançamento, A Melodia dos Sonhos, aborda a musicoterapia como tratamento para a ansiedade e fobia social.