O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), admitiu que há risco de faltar oxigênio em hospitais de Minas Gerais. De acordo com ele, a possibilidade é maior em cidades pequenas que usam cilindros e não oxigênio encanado, que é fornecido por meio de tanques.
"Existe sim o risco de desbastecimento em alguns hospitais. Mas nós já tomamos todas as medidas que esse abastecimento seja regularizado o quanto antes. Temos um baixo nível de estoque. Mas ainda não chegou a faltar", admitiu o governador em entrevista à CBN, do Grupo Globo, de Juiz de Fora.
Segundo o governador, tem sido feito o remanejamento "dentro do que é possível entre unidadse es hospitalares". O Executivo estadual já havia revelado no início da semana que pediu ajuda ao Ministério da Saúde para que não haja falta de oxigênio em Minas Gerais.
Pior fase
Minas Gerais atravessa o pior momento da pandemia de covid-19. O números apontam para crescimento exponencial de casos e mortes. Nesta quinta-feira (18), o estado bateu, pelo segundo dia seguido, recorde no número de contabilizações de infectados em 24 horas: 11.372, ultrapassando a marca de 1 milhão em toda pandemia. De ontem para hoje, foram 374 óbitos, totalizando 21.303.
Temendo a desassistência por falta de vagas, o que configura-se colapso do sistema de saúde, o Governo de Minas implementou desde a última quarta-feira (17) a fase onda roxa — a mais restritiva — em todas as cidades mineiras. Entre as normas, estão funcionamento apenas dos serviços essenciais e toque de recolher das 20h às 5h.
Brasil
O estoque de analgésicos, sedativos e bloqueadores musculares usados para a intubação de pacientes em UTIs pode durar apenas mais 20 dias no Brasil. A situação se agravou de tal forma nas últimas horas que associações que representam intensivistas, hospitais e operadoras de saúde vão se reunir com a a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), para discutir soluções urgentes para o problema.
A informação é do jornal Folha de São Paulo, que ouviu o o presidente da Associação Brasileira de Planos de Saúde, Reinaldo Scheibe. Segundo ele, o número de internações aumentou, a permanência dos doentes nas UTIs também, e o consumo dos medicamentos explodiu. Dessa forma, os estoques podem acabar em 20 dias. FONTE RÁDIO ITATIAIA

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